“Mais tarde, na casa de Mateus, Jesus e Seus discípulos estavam à mesa, acompanhados de um grande número de cobradores de impostos e pecadores. Quando os fariseus viram isso, perguntaram aos discípulos: “Por que o seu Mestre come com cobradores de impostos e pecadores?” Jesus ouviu o que disseram e respondeu: “As pessoas saudáveis não precisam de médico, mas sim os doentes.” (Mateus 9:10-12) 

A Bíblia nos diz que todos nascem neste mundo com uma doença terrível chamada pecado, “pois todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23), e quando o pecado, após ter se consumado, gera a morte (Tiago 1:15). 

Nesse relato bíblico, Jesus chamou Mateus, um cobrador de impostos para segui-Lo como um de seus doze apóstolos (Mateus 9:9). Os cobradores de impostos eram uma das pessoas mais desprezadas em Israel. Eles eram homens judeus que coletavam dinheiro de seus compatriotas para os romanos; e embora uma parte dos impostos fosse mantida para si próprios como pagamento por seus serviços, a maioria deles eram gananciosos e cobravam em excesso. Portanto, era inimaginável para um homem justo como Jesus convidar um cobrador de impostos para se tornar Seu discípulo. 

Mateus ofereceu um jantar em sua casa com seus amigos (Mateus 9:10). Esses, é claro, eram outros cobradores de impostos e “pecadores.” Os pecadores eram considerados pessoas indesejáveis ​​na sociedade religiosa judaica porque não seguiam as regras dos fariseus o da lei. 

Aqui vemos que os fariseus ficaram perplexos com as ações de Jesus e perguntaram a Seus discípulos: “Por que o seu Mestre come com cobradores de impostos e pecadores?” algo que eles nunca fariam (Mateus 9:11); e Jesus responde a eles de uma maneira que explica Suas ações e expõe os fariseus. 

Pessoas saudáveis ​​não precisam de médico, diz Jesus, mas as pessoas doentes sim. Jesus estava lá para ajudar as pessoas que entendiam que precisavam de ajuda e estavam abertas à verdade, em contraste com os fariseus que se consideravam os mais religiosos e seguidores da lei. 

Podemos aprender lições muito importantes aqui com o que Jesus fez. 

Primeiro: O propósito do evangelismo é alcançar os perdidos (Mateus 5:11-16) e não evitar os pecadores. 

Segundo: Mostrar amor e bondade não requer e não implica aprovação do que a outra pessoa faz ou acredita. Cristo estava apresentando-os a Si mesmo como a única maneira de ser perdoados e redimidos. Ele estava mostrando amor e compaixão por eles. 

Jesus estava falando de doença em um contexto espiritual em Mateus 9:9–13 e Mateus era um paciente que precisava de cura. A doença era o pecado, e Jesus era o Curador; isto é, Jesus pode perdoar pecados e restaurar os enfermos espiritualmente. Por outro lado, aqueles que se consideram “justos”; aqueles que, como os fariseus, se recusam a reconhecer sua doença espiritual, negam sua necessidade do Médico espiritual e, assim, permanecem em seu pecado. 

A doença do pecado é mais trágica quando não a sentimos e não sabemos que a temos. Tal como Jesus disse à Igreja de Laodicéia: “Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca. Você diz: ‘Estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada’. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu. Dou-lhe este conselho: Compre de mim ouro refinado no fogo, e você se tornará rico; compre roupas brancas e vista-se para cobrir a sua vergonhosa nudez; e compre colírio para ungir os seus olhos e poder enxergar” (Apocalipse 3:15-18).

Jesus Cristo é o único que pode nos curar: “Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos” – em outras palavras, curados de nossos pecados (Atos 4:12). Ele nunca recusou ninguém que veio a Ele na Terra para cura física (Mateus 12:15), e nos deu a segurança de “quem vier a Mim Eu jamais rejeitarei” (João 6:37). 

Como vemos, um dos passos mais importantes para sermos curados de nossa doença do pecado é reconhecer nossa necessidade desesperada de cura e, como o salmista clamou: “Ó Senhor, tem misericórdia de mim! Cura-me, pois pequei contra ti!” (Salmo 41:4), e Ele responderá com perdão, graça e cura. 

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Antes, cresçam na graça e no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A Ele seja a glória, agora e para sempre! Amém. (2 Pedro 3:18) 

Você sabia que nossa atitude em relação às Escrituras determinará nossa eficácia na batalha espiritual? Sim, é isso que acontece. 

Deixe-me contar uma história que li uma vez que me impressionou muito. É sobre um homem que contemplava um belo jardim. 

Primeiro ele viu uma borboleta voando de flor em flor. Enquanto ele observava a borboleta por alguns segundos, ela flutuou de flor em flor, mas não obteve nenhum benefício particular de nenhuma delas. 

Em seguida, ele viu dois botânicos um com um grande caderno e o outro com um microscópio nas mãos. Conforme os botânicos observavam cuidadosamente cada flor, eles fizeram muitas anotações em seu livro. Mas depois de horas de estudo meticuloso, a maior parte do que eles aprenderam foi encerrado no livro; e muito pouco permaneceu em suas mentes. 

Então ele viu uma pequena abelha entrando em uma flor e emergindo carregada de pólen. Ela deixou a colmeia vazia naquela manhã, mas voltaria cheia. 

Quando se trata de estudo da Bíblia, algumas pessoas são como borboletas, indo de um versículo favorito para outro, de um seminário ou estudo bíblico para outro. Eles estão muito ocupados e gastam muita energia, mas têm pouco a mostrar por seus esforços. Eles permanecem inalterados de uma maneira significativa porque nunca realmente exploraram a fundo a Palavra de Deus de todo o coração. Eles se contentam em simplesmente estar ocupados, mas nunca ganhando nada com seu esforço. 

Outros, como os botânicos, podem estudar a fundo, mas nunca aplicá-lo em suas vidas. Você sabia que existem comentários inteiros escritos por incrédulos? Em alguns casos, seu domínio das Escrituras é excepcional, mas eles sabem nada sobre o verdadeiro amor a Deus e a obediência à verdade bíblica. Que tragédia! Mas não precisamos ser um estudioso da Bíblia para cometer esse erro; precisamos apenas deixar de aplicar o que aprendemos à nossa vida. 

Devemos agradecer a Deus a cada dia pelas oportunidades que Ele nos dá de estudar Sua Palavra e aproveitar ao máximo o que Ele nos revela, para que possamos viver uma vida mais feliz e realizada. 

Jesus nos ensinou a depender da Palavra de Deus para nosso “pão de cada dia.” Não podemos subestimar a importância de consumi-lo regularmente, pois é o combustível de nossa vida espiritual (Deuteronômio 8:3; Mateus 4:4). A Palavra de Deus nos equipa e capacita para servi-Lo (2 Timóteo 3:17; Hebreus 4:12), e podemos exercê-lo como nossa maior ofensiva contra nosso adversário, o diabo e os poderes das trevas (Efésios 6:17). 

Precisamos entender que a Palavra de Deus é eterna: “O capim seca e as flores murcham, mas a palavra de nosso Deus permanece para sempre” (Isaías 40:8). 

Que a verdade é eterna: “A própria essência de Tuas palavras é verdade; todos os Teus justos estatutos permanecerão para sempre” (Salmo 119:160). 

Então, como podemos duvidar da importância da Bíblia, quando lemos: “O céu e a terra desaparecerão, mas as Minhas palavras jamais desaparecerão” (Mateus 24:35)? 

Portanto, devemos ser como a abelha e nos esforçar para passar tempo na Palavra; lendo, estudando, fazendo anotações, então emergindo mais completo do que quando começamos; e ao fazermos isso, nossa mente se encherá de sabedoria e percepções bíblicas. Nossa vida será mais doce e mais pura porque a Palavra de Deus fez sua obra (1 Coríntios 2:13). 

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Publicado por: mvmportugues | setembro 29, 2020

COMO SER ENSINADO POR DEUS – Salmo 119:33-38

“Ensina-me teus decretos, ó Senhor, e eu os guardarei até o fim. Dá-me entendimento e obedecerei à tua lei; de todo o coração a porei em prática. Faze-me andar em teus mandamentos, pois neles tenho prazer. Dá-me entusiasmo por teus preceitos, e não pela ganância! Desvia meus olhos de coisas inúteis e restaura-me por meio de tua palavra. Confirma a teu servo a tua promessa, que fizeste aos que te temem.” (Salmo 119:33-38) 

Esta seção do Salmo 119 se concentra em ser ensinado, obter entendimento e guardar “as instruções” da Palavra de Deus. 

Aqui lemos o pedido do salmista para que Deus controle o processo de ensiná-lo, visto que ele precisa da ajuda do Senhor para encontrar a verdade que não consegue encontrar sozinho. 

  • Ensina-me teus decretos, ó Senhor” (v. 33) – Ele anseia que Deus lhe ensine Seus decretos para que possa obedecê-los. 
  • Dá-me entendimento” (v. 34) – Aqui vemos que, se o Senhor não lhe desse o Seu entendimento, ele não poderia encontrar o entendimento piedoso por si mesmo. 
  • Faze-me andar em teus mandamentos” (v. 35) – Ele quer seguir os mandamentos de Deus para que não se incline a seguir o caminho errado. 
  • Dá-me entusiasmo por teus preceitos” (v. 36) – Aqui sentimos o seu desejo dele de obedecer a Deus e ele pede que o seu coração seja dirigido da maneira certa e não para ganhos egoístas. 
  • Desvia meus olhos de coisas inúteis” (v. 37) – Ele quer se concentrar nas coisas que têm significado e propósito em sua vida ao caminhar com seu Mestre. 
  • Confirma a teu servo a tua promessa” (v. 38) – Ele deseja que Deus cumpra todas as Suas promessas para que possa ser um servo obediente. 

Para sermos ensinados por Deus, devemos absolutamente acreditar que toda a Escritura é divinamente inspirada (2 Timóteo 3:16) e aplicá-la em nossas vidas. 

Os Dez Mandamentos foram divinamente inscritos! E o testemunho de sua importância única é uma condenação sóbria de qualquer um que os ignore ou distorça seu significado (Êxodo 20). 

E no Novo Testamento Paulo escreve: “Sem dúvida, vocês são uma carta de Cristo, que mostra os resultados de nosso trabalho em seu meio, escrita não com pena e tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, e gravada não em tábuas de pedra, mas em corações humanos” (2 Coríntios 3:3). 

Como vemos, não é mais um padrão externo divinamente gravado na pedra pelo dedo de Deus, mas uma convicção interna inscrita no coração pelo Espírito de Deus! “Esta é a nova aliança que farei com meu povo depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei minhas leis em seu coração e as escreverei em sua mente” (Hebreus 10:16). 

Este notável escrito da lei de Deus em nossos corações e mentes foi cumprido por Cristo porque Ele não veio para “abolir a lei, mas para cumprir-la”  (Mateus 5:17) e “nos resgatou da maldição pronunciada pela lei tomando sobre Si a maldição por nossas ofensas” (Gálatas 3:13). Agora, com a lei em nossos corações, nós nos tornamos epístolas de Deus, “conhecidas e lidas por todos os homens” (2 Coríntios 3:2), e é vital que a escrita seja verdadeira e clara em nossas vidas. 

Tendo orado pela direção de Deus em sua vida, o salmista prometeu agir nos caminhos de Deus iluminado pelas instruções do Senhor, pois “Tua palavra é lâmpada para meus pés e luz para meu caminho” (Salmo 119:105). Ele reconheceu seu “deleite” e seu “anseio” na vida santa e no caráter revelado nas Escrituras e, como na passagem de Provérbios 2:1-5, mostrou uma disposição da consciência espiritual de seu coração e mente para “entender o que é o temor do Senhor e obter o conhecimento de Deus” (Provérbios 2:5). 

Se você está tomando decisões, sempre busque orientação na Palavra de Deus. Conforte-se na paz que somente Ele pode prover (Filipenses 4:7). Peça sabedoria, confie nas Suas promessas, e Ele guiará o seu caminho: “Confie no Senhor de todo o coração; não dependa de seu próprio entendimento. Busque a vontade Dele em tudo que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho que deve seguir” (Provérbios 3:5-6). 

Deus abençoa aquelas decisões que Ele inicia e que se alinham com Sua Palavra e o instrui no caminho da sabedoria e o conduz por caminhos retos (Provérbios 4:11); e Ele abençoa as decisões que cumprem Seu propósito e dependem de Sua força, “pois Deus está agindo em vocês, dando-lhes o desejo e o poder de realizarem aquilo que é do agrado Dele” (Filipenses 2:13). 

Lembre-se sempre de que ter o desejo de viver uma vida piedosa exige determinação. A pessoa que busca viver como Deus quer que ela viva se apressa e não demora em obedecer aos mandamentos do Senhor (Salmo 119:60). 

Que nossa oração seja sempre: “Examina-me, ó Deus, e conhece meu coração; prova-me e vê meus pensamentos. Mostra-me se há em mim algo que te ofende e conduze-me pelo caminho eterno” (Salmo 139:23-24). 

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Publicado por: mvmportugues | setembro 23, 2020

ENCONTRANDO FAVOR NOS OLHOS DO SENHOR – Gênesis 6:5-8

O Senhor observou quanto havia aumentado a perversidade dos seres humanos na terra e viu que todos os seus pensamentos e seus propósitos eram sempre inteiramente maus. E o Senhor se arrependeu de tê-los criado e colocado na terra. Isso lhe causou imensa tristeza. O Senhor disse: “Eliminarei da face da terra esta raça humana que criei. Sim, e também destruirei todos os seres vivos: as pessoas, os grandes animais, os animais que rastejam pelo chão e até as aves do céu. Arrependo-me de tê-los criado.” Noé, porém, encontrou favor diante do Senhor. (Gênesis 6:5-8) 

De acordo com esse relato bíblico, o mundo antigo estava tão cheio de perversidade e maldade, que Deus se arrependeu e lamentou ter feito a humanidade. Por isso, Ele decidiu eliminar todas as criaturas vivas na terra. Mas no meio de toda a corrupção, Noé “encontrou favor diante do Senhor” e foi resgatado da destruição do dilúvio. 

Nosso mundo hoje também está cheio de pecado e corrupção e, como cristãos, somos chamados a andar como Noé caminhou, no favor de Deus. 

O favor de Deus pode ser explicado como “evidência tangível de que uma pessoa tem a aprovação do Senhor.” Quando favorecemos alguém, queremos estar com eles. Da mesma forma, Deus mostra favor para aqueles que O honram e se deleitam Nele. Isaías 66:2 diz: “A este Eu estimo: ao humilde e contrito de espírito, que treme diante da minha palavra.” 

Como vemos, o favor de Deus é expresso por Sua aprovação, aceitação, apoio, provisão, poder e alegria. Isso é o que Ele mostrou a Noé e também a Maria, a mãe de Jesus, quando “O anjo apareceu a ela e lhe disse: “Alegre-se, mulher favorecida! O Senhor está com você!” (Lucas 1:28); e é também o que Ele manifestou a todos os que foram salvos por Jesus Cristo. 

O favor de Deus foi derramado sobre nós na salvação quando nossos pecados foram perdoados, e é ainda mais demonstrado pela presença de Seu Espírito Santo que nos sela como Seus filhos. Seu favor é um fato, e também é algo que podemos experimentar diariamente à medida que caminhamos nele. 

Após a salvação, devemos ver a evidência do favor de Deus operando em nossa conversa, caráter e conduta enquanto caminhamos na plenitude do Seu Espírito. Nosso estilo de vida e hábitos devem indicar aos que estão ao nosso redor que temos o favor de Deus. Em vez de nos preocuparmos com as circunstâncias de nossa vida, podemos ter confiança em Sua presença conosco e em Sua fidelidade em responder às nossas orações. 

Outra evidência do favor de Deus é Sua disposição de se comunicar conosco; e por sua vez, nossa disposição de aprender a ouvi-Lo e obedecer à Sua vontade. Uma das primeiras lições que aprendemos quando crianças foi ouvir nossos pais, e isso é exatamente o que precisamos fazer em nosso relacionamento com nosso Pai celestial. Portanto, se tudo o que fizermos for falar com Ele em oração, sem ouvi-Lo, não saberemos Sua vontade para nós. 

Se dermos tempo para ouvi-Lo, Deus nos fará essas promessas conforme escritas pelo salmista no Salmo 32:8.

  • Eu o instruirei e o ensinarei.” O Senhor nos dá uma visão e compreensão de Sua Palavra para que saibamos como viver nossas vidas diárias.
  •  “No caminho que você deve seguir.” Não sabemos o que o dia reserva, mas Deus sabe, e Ele nos guiará ao longo do dia.
  • Eu o aconselharei e cuidarei de você.” Todos os dias tomamos decisões e encontramos situações que nos desafiam porque não sabemos o que fazer. O que precisamos é de orientação pessoal do Senhor, e Ele será fiel em provê-la se ouvirmos. Porque Ele nos ama e deseja que obedeçamos à Sua vontade, Deus continuamente nos dá conselhos por meio de Seu Espírito Santo, que é nosso guia interno. 

O Senhor não nos salva e nos deixa fazer o melhor que podemos, Ele deseja se comunicar conosco se ouvirmos. No entanto, ouvir a Deus exige nosso tempo e atenção. O Espírito Santo que dirigiu e guiou os apóstolos é o mesmo que habita em nós e nos guia. Nós somos tremendamente abençoados, mas muitas vezes não temos tempo para ouvi-Lo. Quando nossa mente está tão ocupada com outras preocupações, é impossível ouvi-Lo. Precisamos entender, entretanto, que não há nada mais importante do que reservar um tempo para que possamos ouvir Sua voz e operar sob Seu controle. 

Quando temos o favor do Senhor, descansamos em serena confiança de que estamos dentro do plano de Deus e pedimos a Ele: “Ensina-me o teu caminho, Senhor, para que eu ande na tua verdade; dá-me um coração  inteiramente fiel, para que eu tema o teu nome” (Salmo 86:11). 

Ficamos cientes de que Ele está ao nosso lado o tempo todo (Isaías 41:10; Mateus 28:20); e caminhamos com Deus como com nosso amigo mais próximo, e começamos a ver e apreciar as pequenas bênçãos que Deus fornece para nossa alegria, porque o favor de Deus pode ser sentido em nosso espírito. 

Ao olhar para si mesmo, você está caminhando no favor de Deus? Em caso afirmativo, qual é a evidência do favor de Deus em sua vida? 

Se você é realmente um filho de Deus e um crente nascido de novo, você não tem nada a temer, “pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; eu o segurarei com a minha mão direita vitoriosa” (Isaías 41:10). 

Encontrando o favor do Senhor mantém nossa vida e pensamentos puros porque desejamos agradá-Lo mais do que a nós mesmos. Aqueles que são favorecidos por Deus sabem que Deus está com eles e que nada pode acontecer a eles sem Seu bom propósito (Romanos 8:28); e que Seus ouvidos estão atentos ao seu clamor (Salmo 34:15). 

Se você deseja encontrar e desfrutar do favor de Deus e não é um crente, de uma espiada no PLANO DE SALVAÇÃO.

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Publicado por: mvmportugues | setembro 16, 2020

O NÃO PERDOAR E A VINGANÇA TÊM PODERES DESTRUTIVOS – Efésios 4:29

Não digam palavras que fazem mal aos outros, mas usem apenas palavras boas, que ajudam os outros a crescer na fé e a conseguir o que necessitam, para que as coisas que vocês dizem façam bem aos que ouvem. (Efésios 4:29) 

O que acontece quando alguém te ofende ou te prejudica? Qual é a sua primeira resposta? Você imediatamente fica com raiva e tem o desejo de retaliar? Ou talvez sua expressão externa não mude, mas por dentro você começa a nutrir a amargura em silêncio. 

Embora essas reações possam parecer perfeitamente naturais para os homens, definitivamente não são como Deus nos diz para responder. 

Precisamos entender que a falta de perdão é espiritualmente destrutiva porque é contrária à vontade de Deus e afeta nossas emoções, pensamentos, orações, nosso relacionamento com os outros e especialmente com nosso Pai celestial. 

A Escritura é muito clara que devemos perdoar qualquer um que nos cause dano, porque nós mesmos fomos perdoados de uma dívida de pecado muito maior por Deus. A graça que Ele derrama sobre cada um de nós deve ser nossa motivação para estender a graça aos outros. Se recebemos Seu perdão amoroso, devemos fazer o mesmo pelos outros, mesmo que pareça injusto. 

O perdão envolve uma mudança total de atitude e ação; por meio do qual desistimos do ressentimento em relação a alguém e renunciamos ao nosso desejo de vingança. Em nossa própria força, isso é impossível, mas se, em vez de em nosso orgulho continuarmos focando no que aconteceu e pedirmos ao Senhor que nos mude e nos encha com Seu Espírito, Ele iniciará o processo de transformação de nosso coração. 

Porque temos tanta dificuldade em conceder perdão aos outros? Talvez um dos motivos seja que não parece certo. A justiça exige que haja punição por transgressões. No entanto, quando lemos a Palavra de Deus, ficamos cientes de que não somos aqueles que têm autoridade para retaliar, e isso equivale a usurpar o papel de Deus, que é tão pecaminoso quanto o que foi feito a nós. 

A Bíblia nos diz: “sejam bons e atenciosos uns para com os outros. E perdoem uns aos outros, assim como Deus, por meio de Cristo, perdoou vocês” (Efésios 4:32). 

Que devemos ajudar nossos irmãos em Cristo a, “cuidar para que ninguém se exclua da graça de Deus; que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos” (Hebreus 12:15). 

E que não devemos “entristecer o Espírito Santo de Deus, com o qual vocês foram selados para o dia da redenção. Livrem-se de toda amargura, indignação e ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade” (Efésios 4:30-31). 

Como Paulo nos ensina, em vez de exigir justiça agora, devemos encorajar outros a abençoar e fazer o bem aos que nos perseguem. Por mais difícil que isso possa ser até para o cristão, a Palavra nos diz: “Não retribuam a ninguém mal por mal. Procurem fazer o que é correto aos olhos de todos. Façam todo o possível para viver em paz com todos” (Romanos 12:17-18). Como vemos, nunca podemos vencer o mal com atitudes e ações pecaminosas, mas apenas com o bem. 

Devemos confiar em Deus e deixar a vingança para Ele porque está escrito: “Minha é a vingança; Eu retribuirei”, diz o Senhor, (Romanos 12:19). 

E lembre-se sempre do que Jesus disse: “Se não perdoarem uns aos outros, o Pai celestial não lhes perdoará as ofensas” (Mateus 6:15); e isto é uma coisa muito séria em que devemos pensar. 

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Publicado por: mvmportugues | setembro 9, 2020

SALVAÇÃO, SANTIFICAÇÃO E GLORIFICAÇÃO

O Novo Testamento usa três termos para descrever a obra salvadora de Deus na vida do crente nascido de novo. 

O primeiro aspecto da salvação é a justificação. “Portanto, uma vez que pela fé fomos declarados justos, temos paz com Deus por causa daquilo que Jesus Cristo, nosso Senhor, fez por nós. Foi por meio da fé que Cristo nos concedeu esta graça que agora desfrutamos com segurança e alegria, pois temos a esperança de participar da glória de Deus” (Romanos 5:1-2). 

Não há nenhuma maneira de desfrutarmos de uma vida cristã vitoriosa a menos que entendamos o significado bíblico da justificação, porque é a base de tudo o que acreditamos sobre a salvação. Ser justificado é ser declarado justo pelo Senhor. A justificação foi iniciada pela graça de Deus, realizada pela morte e ressurreição de Cristo, e é recebida por meio da fé. 

Jesus viveu uma vida sem pecado e obedeceu à lei de Deus perfeitamente; então Ele se ofereceu na cruz como um sacrifício substituto por nossos pecados. Quando nós confiamos em Cristo pela fé, Deus nos declara inocentes porque Jesus levou sobre nós o nosso pecado e sofreu o castigo que nós merecíamos: “Pois Deus fez de Cristo, aquele que nunca pecou, a oferta por nosso pecado, para que por meio Dele fôssemos declarados justos diante de Deus” (2 Coríntios 5:21). 

Precisamos louvar a Deus, porque a justificativa é toda Sua obra e não tem nada a ver com o que fizemos, é devido unicamente à Sua graça (Gálatas 2:16). O Senhor não vê alguma bondade ou dignidade em nós que garante a salvação “pois todos pecaram e não alcançam o padrão da glória de Deus, mas Ele, em sua graça, nos declara justos por meio de Cristo Jesus, que nos resgatou do castigo por nossos pecados” (Romanos 3:23-24). Como vemos, não há nada que possamos fazer para nos tornar justos ou aceitáveis ​​ao Santo Deus. A única maneira de ser feito justo é por Sua incrível graça, por meio da fé em Seu Filho. 

A segunda parte da salvação é a santificação. Isso também é uma obra de Deus em nosso favor. “Foi por iniciativa de Deus que vocês estão em Cristo Jesus, que se tornou a sabedoria de Deus em nosso favor, nos declarou justos diante de Deus, nos santificou e nos libertou do pecado” (1 Coríntios 1:30). A justificação é uma declaração legal que aconteceu quando recebemos a fé em Jesus Cristo como nosso Salvador. Embora a santificação tenha começado ao mesmo tempo, é um processo que continua ao longo de nossas vidas à medida que a justiça de Cristo é realizada em e através de nós pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus. 

Nossa posição de justiça nunca pode ser mudada porque a obra de Cristo na cruz não pode ser desfeita. Somos reconciliados com o Pai, redimidos pelo sangue de Cristo e habitados pelo Espírito Santo para sempre. Essas são as verdades fundamentais às quais devemos nos apegar sempre que o pecado ameaça nos enredar, a culpa nos oprime e o desânimo ofusca nossa alegria em Cristo. Mesmo em meio à derrota, podemos ter certeza de que a boa obra que Deus começou em nós será completada por Ele também (Filipenses 1:6). 

Embora é Deus quem nos transforma à imagem de Seu Filho, desempenhamos um papel no processo. O Senhor usa uma variedade de meios para nos amadurecer e para crescer espiritualmente devemos ser ensináveis, nos submetendo ao Seu Espírito e enchendo nossas mentes com as verdades de Sua Palavra. E, no processo, é um conforto saber que um dia nosso crescimento será completo (Filipenses 3:12). 

O terceiro e último aspecto da salvação é a glorificação. Chegará o dia em que nossa posição justa diante de Deus se tornará uma realidade viva. “Nossa cidadania, no entanto, vem do céu, e de lá aguardamos ansiosamente a volta do Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele tomará nosso frágil corpo mortal e o transformará num corpo glorioso como o Dele, usando o mesmo poder com o qual submeterá todas as coisas a Seu domínio” (Filipenses 3:20-21). Nossa batalha contra o pecado terminará e nunca mais seremos carregados de culpa. Viveremos eternamente na liberdade completa de sermos pessoalmente justos, bem como justos por meio de Cristo. 

Até este momento chegar, andamos pela fé sabendo que pertencemos a Cristo, nossos pecados estão perdoados, fomos declarados justos e nada pode nos separar do Seu amor. No entanto, por mais tentador que pareça confiar na justificação, ignorar a santificação e viver como quisermos até sermos glorificados, esse não é nosso objetivo. Pelo contrário, devemos buscar “a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). 

Há um grande conforto em saber que Deus providenciou tudo de que precisamos na salvação para descansar na justiça de Cristo e crescer nela. Reserve um tempo para agradecer e louvá-Lo por Sua grande misericórdia e graça para com você por meio de Cristo Jesus. 

O favor de Deus foi derramado sobre nós na salvação quando nossos pecados foram perdoados, e é ainda mais demonstrado pela presença de Seu Espírito Santo que nos sela como Seus filhos. Seu favor é um fato, mas também é algo que podemos experimentar diariamente à medida que caminhamos nele. 

Após a salvação, devemos ver a evidência do favor de Deus atuando em nossa conversa, caráter e conduta enquanto caminhamos na plenitude do Seu Espírito. Nosso estilo de vida e hábitos devem indicar aos que estão ao nosso redor que temos o favor de Deus. Em vez de nos preocuparmos com as circunstâncias de nossa vida, podemos ter confiança em Sua presença conosco e em Sua fidelidade em responder às nossas orações, assim como Deus prometeu ao salmista. “Eu o guiarei pelo melhor caminho para sua vida, lhe darei conselhos e cuidarei de você” (Salmo 32:8); mas precisamos aprender a ouvir. 

A voz de Deus falará calmamente e claramente. Ele não grita, mas fala baixinho através de nossa consciência e em nossas mentes, sussurrando: “Este é o caminho, ande nele” (Isaías 30:21). Ele quer que saibamos o que Ele está dizendo e tem falado conosco desde o dia da nossa salvação. Primeiro, Sua voz nos convenceu claramente do pecado e nos levou ao arrependimento e à salvação. Agora, Ele continua a se comunicar conosco para nos levar à obediência e à entrega em nossa vida diária. 

Portanto, “Confie no Senhor de todo o coração; não dependa de seu próprio entendimento. Busque a vontade Dele em tudo que fizer, e Ele lhe mostrará o caminho que deve seguir” (Provérbios 3:5-6). 

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Publicado por: mvmportugues | setembro 2, 2020

DEUS FAZ QUE O SOLITÁRIO VIVA EM FAMÍLIA – Salmo 68:6

Estar solitário e isolado não é a vontade de Deus para nós, portanto, “Deus faz que o solitário viva em família” (Salmo 68: 6). 

A grandeza de Deus é vista em sua preocupação e cuidado compassivo com os fracos e necessitados. Deus vê aqueles que vivem sem uma ligação familiar próxima e se preocupa em prover-lhes famílias. Eles podem estar sem marido ou mulher, sem pai ou mãe, ou sem um irmão ou irmã por perto; Deus cuida e tem conexões familiares entre Seu povo para os solitários. 

A família natural é a ideia de Deus (Colossenses 3:18-21); infelizmente muitas famílias não expressam o amor que Deus pretendia. Quando isso acontecer, o plano de Deus é nos colocar em outra família amorosa, Sua família, que é representada pelos cristãos e pela igreja. 

Deus deseja que tenhamos relacionamentos maravilhosos com as pessoas, especialmente com Seu povo. Seus planos para nós só podem ser cumpridos se aprendermos a nos relacionar corretamente tanto com nossos irmãos e irmãs em Cristo quanto com aqueles que, por ignorância ou rebelião, ainda estão fora da família de Deus. 

Uma família cristã deve ter todos os membros comprometidos com Cristo e Seu serviço. Quando um lar está cheio de amor, honra e respeito por Deus e uns pelos outros, então a paz e a harmonia reinam no lar. Mas, se tentarmos ter uma família sem Cristo como Cabeça ou sem aderir aos princípios bíblicos que o Senhor amorosamente providenciou para nós, o lar sofrerá. 

Deus nos criou para estarmos em famílias, pois temos um desejo natural de fazer parte de algo que nos dá sentido de aceitação, afirmação e sermos necessários e apreciados. Mas mesmo que nunca tenhamos recebido isso de nossas próprias famílias biológicas, há boas notícias, Deus nos coloca em famílias espirituais, e isso pode ser igualmente importante e benéfico para nossa vida. 

Nosso relacionamento e comunhão com os verdadeiros cristãos e uma verdadeira igreja é crucial para o nosso bem-estar, visto que os crentes em Jesus são todos irmãos e irmãs, e Deus é nosso Pai. 

É muito importante, entretanto, estar envolvido em uma igreja onde a liderança busca a santidade, porque, mesmo que alguns tenham a forma de piedade, eles são falsos líderes se não tem a fome de justiça no coração e na vida; e, se a igreja não for conduzida corretamente, será prejudicial para aqueles que buscam ter suas verdadeiras necessidades espirituais atendidas. 

Observe o que Jesus disse: “Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas apenas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus” (Mateus 7:21). E em outra ocasião, referindo-se aos fariseus, Ele disse: “Deixem-nos; eles são guias cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco” (Mateus 15:14). 

Em uma igreja piedosa, você pode aprender sabedoria de cristãos mais maduros ao ter comunhão com eles: “Quem anda com os sábios será sábio” (Provérbios 13:20), e assim você crescerá em amor, fé, sabedoria e santidade. 

Ouvir a pregação de ministros ungidos de Cristo aumentará sua fé, visto que “a fé vem por ouvir, isto é, por ouvir as boas-novas a respeito de Cristo” (Romanos 10:17); e a Palavra aumentará sua fé e confiança nas promessas de Deus à medida que você tem comunhão com os verdadeiros crentes. 

A comunhão no Novo Testamento é traduzida da palavra grega “koinonia.” Esta palavra significa associação, comunidade, comunhão, participação conjunta. Significa compartilhar com outras pessoas. 

Estar envolvido na comunhão cristã com outros significa compartilhar sua vida com outros. Compartilhamos nossas vidas com outras pessoas e também com Cristo que promete estar conosco mesmo se somente dois ou três estiverem reunidos em Seu nome (Mateus 18:20).

A comunhão com Cristo e outros crentes envolve alimentar-se da Palavra juntos. Às vezes, significa comer refeições juntos (Atos 2:46). Em comunhão, compartilhamos nosso tempo, nossos dons e talentos, tanto espirituais quanto naturais. Também compartilhamos nossos recursos conforme a orientação de Deus (2 Coríntios 9). 

Isso não significa que os cristãos devam esperar que outros cristãos sustentem suas famílias, visto que 1 Timóteo 5:8 diz: “Aqueles que não cuidam dos seus, especialmente dos de sua própria família, negaram a fé e são piores que os descrentes.” E em Efésios 4:28 lemos que, “Quem é ladrão, pare de roubar. Em vez disso, use as mãos para trabalhar com empenho e honestidade e, assim, ajudar generosamente os necessitados.” 

A comunhão cristã existe não apenas para atender às necessidades dos cristãos; emocionalmente, socialmente, mentalmente, espiritualmente e sempre que necessário financeiramente. Também existe para demonstrar ao mundo o significado do amor cristão e para chamar as pessoas do mundo para a comunhão com Cristo e Seu corpo. 

Em comunhão com Cristo e uns com os outros, viemos não apenas para receber, mas também para dar. É aqui que nossa dedicação ao senhorio de Cristo se tornará prática e, portanto, provada real. 

Lembre-se sempre de que “Deus cura os de coração quebrantado e enfaixa suas feridas” (Salmo 147:3). E que “Mesmo que meu pai e minha mãe me abandonem, o Senhor me receberá” (Salmo 27:10). 

Deus quer que você aprenda a dar amor e encorajamento aos seus irmãos e irmãs em Cristo. Assim como João e Paulo escreveram: “Amados, continuemos a amar uns aos outros, pois o amor vem de Deus. Quem ama é nascido de Deus e conhece a Deus” (1 João 4:7). “Portanto, encorajem-se uns aos outros e edifiquem-se uns aos outros” (1 Tessalonicenses 5:11). 

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Paulo escreve, “como prisioneiro no Senhor, suplico-lhes que vivam de modo digno do chamado que receberam.” (Efésios 4:1)

Como vemos, a partir deste versículo e dos versículos seguintes, um chamado se refere ao nosso chamado como crentes, não nosso chamado para um ministério específico. 

“À igreja de Deus em Corinto, àqueles que Ele santificou por meio de Cristo Jesus. Vocês foram chamados por Deus para ser seu povo santo junto com todos que, em toda parte, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso” (1 Coríntios 1:2 ). 

“Oro para que seu coração seja iluminado, a fim de que compreendam a esperança concedida àqueles que Ele chamou e a rica e gloriosa herança que Ele deu a Seu povo santo” (Efésios 1:18). 

“Pois há um só corpo e um só Espírito, assim como vocês foram chamados para uma só esperança” (Efésios 4:4). 

“Assim, continuamos a orar por vocês, pedindo a nosso Deus que os capacite a ter uma vida digna de Seu chamado…” (2 Tessalonicenses 1:11). 

“Ele nos salvou e nos chamou para uma vida santa – não por causa de qualquer coisa que tenhamos feito, mas por causa da Sua própria determinação e graça” (2 Timóteo 1:9). 

Nosso chamado é amar a Deus, amar os outros, obedecer a Deus e cuidar dos outros. Precisamos entender que o chamado é “de Deus” e é irrevogável (Romanos 11:29). Somos chamados “pela Sua graça” (Gálatas 1:15) e “pela graça de Cristo” (Gálatas 1:6). 

Somos chamados “das trevas” e “para a Sua luz maravilhosa” (1 Pedro 2:9). Além disso, somos “chamados a ser santos” (Romanos 1:7). Nós somos “participantes do chamado celestial” (Hebreus 3:1) e, em resposta, devemos prossigir para o alvo, a fim de ganhar o prêmio do chamado celestial de Deus em Cristo Jesus (Filipenses 3:14). 

“Viver uma vida digna” refere-se à conduta piedosa diária de nossa vida. 

Paulo também encoraja os crentes colossenses, orando com Timóteo para que eles “sempre honrem e agradem ao Senhor, dando todo tipo de bom fruto e aprendendo a conhecer a Deus cada vez mais. Oramos também para que sejam fortalecidos com o poder glorioso de Deus, a fim de que tenham toda a perseverança e paciência de que necessitam. Que sejam cheios de alegria e sempre deem graças ao Pai. Ele os capacitou para participarem da herança que pertence ao seu povo santo, aqueles que vivem na luz” (Colossenses 1:10-12). 

Ser digno significa que nossas ações devem corresponder às nossas palavras e que nossa aparência externa deve corresponder às nossas convicções internas. “Viver uma vida digna” de nosso chamado significa cumprir esse chamado; vivendo de uma maneira que honra a Deus em tudo o que pensamos, dizemos e fazemos. 

Paulo está exortando os crentes a viverem suas vidas para provar que pertencem a Cristo. Devem manter fidelidade a Cristo e viver com integridade. Os verdadeiros crentes irão mostrar o fruto do Espírito que vive neles (João 14:17; Gálatas 5:22-23). Suas vidas diárias refletem sua posição em Cristo e o caráter de Cristo.

Fomos chamados das trevas para a luz (Atos 26:18), da escravidão do pecado para a liberdade (Romanos 6:16-18) e do reino de Satanás para o reino de Deus (1 Coríntios 1:9 ; Colossenses 1:13). 

Os escritores do Novo Testamento mencionam muitas coisas para as quais somos chamados. Somos “chamados a ter comunhão com Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor” (1 Coríntios 1:9). Somos “chamados para a liberdade” (Gálatas 5:13). Somos chamados “para Si por meio de Sua glória e excelência” (2 Pedro 1:3), até mesmo “para participarem de Sua glória eterna por meio de Cristo Jesus” (1 Pedro 5:10), pois somos “chamados filhos de Deus” (1 João 3:1). 

Em resumo, tornar o chamado e a eleição de alguém seguros é viver a vida cristã no poder do Espírito Santo. É fazer mais do que simplesmente prestar serviço labial a Cristo. Aqueles que professam a salvação, mas nunca crescem em sua caminhada com Deus, sofrerão uma falta de segurança, sempre se perguntando se estão realmente salvos ou não. Por outro lado, aqueles que crescem cada vez mais como Cristo terão a certeza de sua chamada. Eles saberão que têm vida eterna (1 João 5:13); e serão testemunhos vivos do poder de Deus para mudar vidas. 

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Deus possui a terra; Ele é seu Criador. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). No Salmo 24:1 lemos que “A terra e tudo que nela há são do Senhor…” e Apocalipse 4:11 afirma: “Tu, Senhor e Deus nosso, és digno de receber a glória, a honra e o poder, porque  criaste todas as coisas, e por tua vontade elas existem e foram criadas.” 

Deus possui as criaturas vivas que habitam a terra (Salmo 50:10). Ele possui os metais que estabelecem o valor monetário da terra, “Tanto a prata quanto o ouro me pertencem”, declara o Senhor dos Exércitos (Ageu 2:8). Ele também declara a propriedade sobre os corpos do verdadeiro crente: “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?” (1 Coríntios 6:19). 

Nada está excluído da esfera de Sua propriedade e realeza como lemos em 1 Crônicas 29:11-12, “Ó Senhor, a ti pertencem a grandeza, o poder, a glória, a vitória e a majestade. Tudo que há nos céus e na terra é teu, ó Senhor, e este é teu reino. Tu estás acima de tudo. Riqueza e honra vêm somente de ti, pois tu governas sobre tudo. Poder e força estão em tuas mãos, e cabe a ti exaltar e dar força.” 

Há inúmeros exemplos na Palavra que nos mostram que Deus é dono de tudo. 

Lúcifer, o orgulhoso arcanjo rebelde que caiu do céu e foi lançado à terra, no entanto, pensou que poderia se tornar como o Dono, usurpando todos os direitos e privilégios do Criador (Isaías 14:12-14), e como muitos hoje, esqueceu quem o Proprietário verdadeiro realmente é. 

O erro de Israel foi semelhante; eles se comportaram como se seus bens fossem sua propriedade e falharam em devolver a Deus com seus dízimos (Malaquias 3:8-10). 

Deus delegou autoridade sobre a criação ao homem (Gênesis 1:28); portanto, como mordomos de Deus, somos responsáveis ​​perante Ele pela administração adequada da criação e não devemos ser como o servo infiel de quem Jesus nos falou, que não fez nenhum esforço para ser produtivo (Mateus 25:14-29). 

Nesta parábola, um homem estava pronto para partir em uma viagem. Antes de partir, ele chamou três de seus escravos e confiou-lhes seus bens. A um deu cinco talentos, a outro dois e a outro um, cada um de acordo com sua capacidade; e ele foi na sua jornada. 

Cada mordomo tinha a confiança do mestre, e o sucesso do empreendimento dependia da produtividade do servo. Cada mordomo recebeu diferentes quantias de recursos de acordo com o mestre, e a recompensa era baseada no uso fiel desses recursos. 

Jesus contou uma parábola semelhante em Lucas 19:13-27, que enfocou o percentual de retorno. Em ambas as parábolas, os mordomos foram essencialmente questionados: “O que você fez com o que lhe foi dado?” Cada um tinha enorme liberdade em sua gerência e a oportunidade de demonstrar suas capacidades e administração. 

Precisamos entender que a doutrina bíblica da mordomia define o relacionamento do homem com Deus. Identifica Deus como proprietário e o homem como administrador que serve a Seu Mestre. Deus faz o homem O seu colaborador na administração de todos os aspectos da nossa vida. O apóstolo Paulo explica melhor dizendo: “Pois nós somos colaboradores de Deus, e vocês são lavoura de Deus e edifício de Deus” (1 Coríntios 3:9). 

Uma vez que entendemos o significado de mordomia, somos capazes de ver com precisão e avaliar corretamente não apenas nossos bens, mas, mais importante, a própria vida humana. Em essência, a mordomia define nosso propósito neste mundo como designado a nós pelo próprio Deus. É nossa oportunidade dada por Deus de nos unirmos a Ele em Seu movimento redentor mundial e eterno (Mateus 28:19-20). A mordomia não é Deus tirando algo de nós; é Seu método de conceder Seus mais ricos dons a Seu povo. 

Na maioria das vezes, quando pensamos em boa administração, pensamos em como administramos nossas finanças e nossa fidelidade no pagamento dos dízimos e ofertas a Deus. Mas é muito mais do que isso. Na verdade, é mais do que apenas administrar nosso tempo, nossos bens, nosso meio ambiente ou nossa saúde. 

A mordomia é nossa testemunha obediente à soberania de Deus. É o que motiva o seguidor de Cristo a agir, realizando atos que manifestem sua fé Nele. A mordomia de Paulo envolvia proclamar aquilo que foi confiado a ele – a verdade do evangelho. 

Gerenciar os recursos confiados por Deus define nossa obediência prática na administração de tudo sob nosso controle, tudo delegado a nós. É a dedicação de si mesmo e de seus bens ao serviço de Deus. A mordomia reconhece que não temos o direito de controle sobre nós mesmos ou nossa propriedade – Deus tem esse controle. Significa que, como mordomos de Deus, somos administradores daquilo que pertence a Deus e estamos sob Sua autoridade constante ao administrar Seus negócios. 

A mordomia fiel significa que reconhecemos plenamente que não pertencemos a nós, mas pertencemos a Cristo, o Senhor, que Se entregou por nós. Como resultado, reconhecemos a propriedade de Deus por meio do serviço fiel a Ele e a nossos semelhantes, ao usar nosso dinheiro com sabedoria para a proclamação de Seu evangelho, o apoio às missões, o crescimento de Sua igreja e ajudando os necessitados. 

Precisamos entender plenamente que tudo o que temos pertence a Deus que o confiou a nós, portanto, a mordomia é um privilégio dado por Ele para o cuidado do que pertence a Ele em amor e vitória sobre o egoísmo e a cobiça. Um mordomo fiel não é egoísta; ele se alegra com as bênçãos que advêm a outros como resultado de sua fidelidade. 

Você é o senhor da sua vida? Ou é Cristo que é o Senhor da sua vida? A mordomia é o nosso amor expresso em total obediência a Deus e nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. 

Como Paulo disse aos coríntios: “Lembrem-se: quem lança apenas algumas sementes obtém uma colheita pequena, mas quem semeia com fartura obtém uma colheita farta. Cada um deve decidir em seu coração quanto dar. Não contribuam com relutância ou por obrigação. “Pois Deus ama quem dá com alegria.” Deus é capaz de lhes conceder todo tipo de bênçãos, para que, em todo tempo, vocês tenham tudo de que precisam, e muito mais ainda, para repartir com outros.” (2 Coríntios 9:6-8) 

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Publicado por: mvmportugues | agosto 12, 2020

O QUE SIGNIFICA SER UM PACIFICADOR? – Mateus 5:9

Muitos não entendem o verdadeiro significado desta pergunta; Jesus, porém, deu um grande valor a essa característica quando disse: “Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus” (Mateus 5:9). 

As pessoas normalmente pensam nos pacificadores como mediadores que negociam disputas e resolvem discussões ou desentendimentos entre duas partes; e isso é exatamente o que precisamos ser em todos os nossos relacionamentos, seja em casa, no trabalho, na escola, na vizinhança ou na igreja. 

A sociedade tem sido amplamente caracterizada por conflito, ressentimento e contenda, mas como cristãos somos ensinados para, “se for possível, na medida em que depender de vocês, viva em paz com todos” (Romanos 12:18). 

Somos, portanto, responsáveis ​​por fazer o que pudermos para viver em paz, agindo de maneira piedosa, mesmo se uma resolução satisfatória não ocorra. 

O primeiro passo para se tornar um pacificador é receber a paz de Cristo. Não é algo que obramos para alcançar, mas é um presente dado gratuitamente a todos os que confiam em Jesus como Salvador. Na verdade, é o dom do próprio Cristo, que é adquirido na salvação. Quando confiamos em Jesus e em Sua morte como pagamento por nossos pecados, não apenas temos paz com Deus, mas nos tornamos Seus filhos amados. Naquele momento, um relacionamento eterno com Cristo é estabelecido, e onde Ele está, há paz. 

Na noite anterior à Sua crucificação, Jesus deu aos Seus discípulos uma promessa surpreendente: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14:27). Jesus não estava dizendo que a vida sempre seria tranquila, mas que eles teriam paz de espírito e coração, mesmo que suas circunstâncias fossem dolorosas, difíceis e incertas. Este é o mesmo tipo de paz que Jesus promete a todos nós que pertencemos a Ele; e uma das evidências desse relacionamento com Cristo é que nos esforçamos para nos tornarmos pacificadores. 

Jesus deu Sua vida para fazer a paz entre Deus e os pecadores, e quando levarmos essa mensagem de paz a outros, nos tornamos pacificadores. Deus se deleita daqueles que reconciliam outros a Ele – aqueles que anunciam boas novas, que proclamam a paz, que trazem boas notícias, que proclamam salvação, que dizem a Sião: “O seu Deus reina!” são chamados de “belos” (Isaías 52:7). 

Em segundo lugar, a maneira mais básica de fazer a paz é conectando outras pessoas ao último Príncipe da Paz, Jesus Cristo. Por causa do pecado, todos nós nascemos inimigos de Deus, e a única maneira de nos reconciliarmos com Ele é pela fé em Seu Filho para o perdão dos nossos pecados (Romanos 5: 8-11). 

Por esse motivo, a maneira mais óbvia de fazer isso é compartilhar o evangelho com outras pessoas e orar para que o Senhor abra seus corações e mentes para entender e crer. Isso também é realizado por nossa conduta, que também é um meio pelo qual Deus usa para atrair as pessoas a Si mesmo. 

Jesus disse aos Seus seguidores: “Vocês são a luz do mundo… Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus” (Mateus 5:14, Mateus 5:16). 

A vida humana sem um relacionamento com Cristo é caracterizada por ansiedade, medo e rancor, e sem um relacionamento com Ele, ninguém jamais terá paz genuína. As únicas coisas que o mundo pode oferecer são falsificações que fornecem apenas um alívio temporário. 

Quando os incrédulos nos veem passando por dificuldades com uma sensação de paz e contentamento, eles podem se perguntar o que torna os cristãos tão diferentes. Portanto, devemos estar sempre prontos para gentilmente e humildemente dizer a eles por que temos a esperança e a paz de Cristo em nossos corações (1 Pedro 3:15). 

Terceiro, somos chamados a ser pacificadores em nossos relacionamentos, porque a paz interna que Cristo dá também deve transbordar em nossos relacionamentos com os outros. Sempre que experimentamos desentendimentos ou conflitos, Ele pode nos dar paz de espírito para reagir de uma maneira piedosa que neutraliza a agressão e a hostilidade. Como Paulo disse a Timóteo: “Instrua com mansidão aqueles que se opõem, na esperança de que Deus os leve ao arrependimento e, assim, conheçam a verdade” (2 Timóteo 2:25). 

No entanto, se estivermos preocupados em exercer nossos direitos, conseguir o que queremos e provar que a outra pessoa está errada, a contenda aumentará e, junto com ela, o rancor, a amargura e o ressentimento. Nada disso pode coexistir com a paz porque são emoções negativas que mantêm nosso foco longe do Senhor e em nossas próprias demandas egoístas. 

Tiago aponta que existem dois tipos de sabedoria com os quais podemos responder aos conflitos (Tiago 3:13-18). A sabedoria do mundo é natural e demoníaca. É caracterizada por ciúme amargo e ambição egoísta e resulta em maldade e desordem. Mas a sabedoria do alto é pura, pacífica, gentil, razoável, cheia de misericórdia e bons frutos, inabalável e sem hipocrisia. Aqueles que fazem a paz confiam na sabedoria de Deus, que produz justiça. 

A palavra paz significa ligar ou unir; significando unidade sem conflito ou ansiedade; e esse deve ser nosso objetivo em todos os relacionamentos. Embora outros possam rejeitar nossas tentativas de pacificar, devemos lembrar que Jesus disse que somos abençoados porque, como filhos de Deus, refletimos o caráter de Cristo em nossa conduta, conversa e interação com os outros. 

Somente os filhos de Deus podem levar a paz de conhecer a Deus aos outros. A pessoa deve ter um relacionamento real com Deus antes de poder ajudar outra pessoa a conhecer a Deus. Aqueles que testemunham de Cristo, compartilham sua fé com seus amigos e servem aos outros em nome de Cristo são os embaixadores da paz. Aqueles que trazem a maravilhosa mensagem da paz de Deus ao mundo são “pacificadores”, e Jesus os chama de “filhos de Deus”. 

Nossa esperança é que você seja um crente nascido de novo que fala às pessoas sobre o dom de Jesus Cristo de reconciliação com Deus e que busca semear a paz em todos os relacionamentos. Se você fizer isso, você será abençoado e colherá o fruto da justiça. 

Lembre-se sempre de que é “Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:18), como resultado, devemos ser Seus pacificadores enquanto estivermos nesta terra.

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