Publicado por: mvmportugues | junho 21, 2018

JESUS PREGA NA SINAGOGA DE NAZARÉ – Lucas 4:18-19

“O Espírito do Senhor está sobre Mim, porque ele Me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele Me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor.” (Lucas 4:18-19) 

O Senhor leu esse belo versículo escrito pelo profeta Isaías referindo-se a Si mesmo, pregando na sinagoga de Nazaré e proclamando: “Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir” (Lucas 4:21). Note que Ele veio pregar o evangelho para os humildes e não para os orgulhosos. 

Ele também veio para libertar os oprimidos. Isso nos lembra do ano do Jubileu mencionado em Levítico 25 e é definido como o ano sabático depois de sete ciclos de sete anos (49 anos). O quinquagésimo ano era para ser um tempo de celebração e alegria para os israelitas. 

O Ano do Jubileu envolveu um ano de libertação do endividamento (Levítico 25:23-38) e todos os tipos de escravidão (vs. 39-55). Todos os prisioneiros e oprimidos foram libertados, todos os escravos foram libertados, todas as dívidas foram perdoadas e toda a propriedade foi devolvida aos seus proprietários originais. Além disso, todo o trabalho deveria cessar por um ano, e aquele que estava obrigado por contrato era liberado dele. Um dos benefícios do Jubileu foi que tanto a terra como o povo puderam descansar. 

O Jubileu apresenta uma bela imagem dos temas do Novo Testamento, redenção e perdão. Cristo é o Redentor que veio para libertar os que são escravos e prisioneiros do pecado – “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus, porque por meio de Cristo Jesus a lei do Espírito de vida me libertou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:1-2). 

A dívida do pecado que devemos a Deus foi paga na cruz quando Jesus morreu em nosso favor – “Quando vocês estavam mortos em pecados e na incircuncisão da sua carne, Deus os vivificou com Cristo. Ele nos perdoou todas as transgressões, e cancelou a escrita de dívida, que consistia em ordenanças, e que nos era contrária. Ele a removeu, pregando-a na cruz (Colossenses 2:13-14), e somos perdoados da dívida para sempre. Nós não estamos mais em cativeiro, não somos mais escravos do pecado, e tendo sido libertos por Cristo, podemos verdadeiramente entrar no descanso que Deus provê. 

Quando Cristo citou “para proclamar liberdade aos presos”, Ele realmente expandiu e interpretou da seguinte forma: “E a recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos” (Lucas 4:18). 

A “prisão” que Cristo veio abrir é evidentemente uma prisão espiritual, uma cegueira da mente. “Portanto, se o Filho os libertar, vocês de fato serão livres” (João 8:36), e livres da escravidão do pecado se traduz em nos tornarmos “um sacerdócio real, … povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1 Pedro 2:9). 

Para libertar os oprimidos também tinha um significado adicional, porque depois da Sua crucificação, enquanto o Seu corpo estava na tumba, Seu espírito desceu ao Hades, onde os espíritos de todos que morreram na fé estavam esperando por Ele, e “quando ele subiu em triunfo às alturas, levou cativos muitos prisioneiros,. . . subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas” (Efésios 4:8, 10). 

A boa notícia é que ainda estamos no “ano da graça do Senhor”, que é o ano em que somos restaurados e libertados. É o ano em que aceitamos a Jesus como nosso Messias e reconhecemos a necessidade de um Salvador e decidimos que vamos servi-Lo, louvá-Lo, adorá-Lo, honrá-Lo, buscá-Lo e obedecê-Lo pelo resto de nossa vida. 

Jesus nos ungiu para sermos Seu embaixador, habitado pelo Espírito para levar a mensagem de boas novas, enquanto ajudamos a cumprir a grande comissão de Cristo. O evangelho está sendo pregado aos pobres, os cegos estão vendo e os cativos estão sendo libertados. Você acreditará, receberá e será libertado?

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Publicado por: mvmportugues | junho 14, 2018

VERDADEIROS E FALSOS DICÍPULOS – Mateus 7:21-23

“Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu. No dia do juízo, muitos me dirão: ‘Senhor! Senhor! Não profetizamos em teu nome, não expulsamos demônios em teu nome e não realizamos muitos milagres em teu nome?’. Eu, porém, responderei: ‘Nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que praticam a iniquidade!’” (Mateus 7:21-23) 

De acordo com esses versículos, quem entra no reino? É “… apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai.” Agora, o que significa “fazer a vontade de Deus”? 

Jesus advertiu Seus discípulos sobre o caminho amplo que leva à perdição, e seguindo no versículo 15 Ele adverte sobre o perigo dos falsos profetas que conduzem as pessoas por essa estrada larga. Nos versos 16 a 20 Ele explica como distinguir um genuíno profeta de um falso profeta. Jesus diz que você simplesmente os conhecerá pelos seus frutos. Você deve examiná-los muito de perto, porque quanto melhor a falsificação, mais cuidadosamente ela deve ser examinada antes que seja possível determinar que ela é falsa. Jesus está dizendo que as doutrinas que ensinam e o caráter de suas vidas revelam se pertencem a Deus ou não. 

Então, nos versículos 21-23, Jesus reforça sua advertência dizendo que muitos dos falsos profetas farão e dirão coisas maravilhosas e impressionantes – “… Não profetizamos em teu nome, não expulsamos demônios em teu nome e não realizamos muitos milagres em teu nome?” Eles fazem algumas coisas muito impressionantes, mas eles não são de Deus. No versículo 20, Jesus novamente diz: “Portanto, pelos seus frutos vocês os reconhecerão!” 

Então, o contexto dos versos 21-23 está lidando com os falsos profetas. Esses falsos profetas podem dizer: “Senhor, Senhor”, mas eles não são de Deus. 

Uma pessoa pode chamar Jesus de Senhor e não saber quem Ele é. O título “Senhor” não indica que uma pessoa tenha uma crença em Cristo. Antes de Paulo ser convertido na estrada para Damasco, ele chamou Jesus de Senhor, mas não sabia quem Ele era: “Quem és tu, Senhor?” Então o Senhor disse: “Eu sou Jesus, a quem você está perseguindo” (Atos 9:3-5). Como vemos, ele O chama de Senhor, mas não sabe quem Ele é. 

Muitos também poderiam estar chamando Jesus de Senhor em um sentido hipócrita, o que significa que eles estão chamando-O de Senhor, mas eles realmente não acreditam Nele. Jesus os chamou de: “Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo: ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’” (Mateus 15:7-9). Então, o fato de que eles chamam Jesus de Senhor não significa que eles acreditem em quem Ele realmente é. 

Precisamos lembrar o que Jesus disse: “mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu.” Jesus está claramente dizendo que somente aqueles cuja vida é caracterizada pela obediência a tudo o que o Pai ordenou terão o privilégio de estar com Ele por toda a eternidade. Ele disse a eles: “Eu sou o pão da vida. Aquele que vem a mim nunca terá fome; aquele que crê em mim nunca terá sede. Mas, como eu lhes disse, vocês me viram, mas ainda não crêem. Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei. Pois desci dos céus, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Porque a vontade de meu Pai é que todo aquele que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia (João 6:35-40). 

Ser cristão é mais do que apenas acreditar nas coisas certas, você deve obedecer, o que significa ouvir a Palavra de Deus e agir de acordo. A obediência bíblica a Deus significa, simplesmente, ouvir, confiar, submeter-se e render-se a Deus e à sua Palavra. “Disse Jesus aos judeus que haviam crido nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos” (João 8:31). 

O Novo Testamento ensina que a salvação é pela graça através da fé. Fé é o meio instrumental; a graça é o meio efetivo de nossa salvação. Nós somos salvos por Jesus Cristo. Somos salvos pela Sua graça através da fé. Mas precisamos entender que Jesus também disse: “Se vocês me amam, obedecerão aos meus mandamentos” (João 14:15). Isso significa que precisamos ser obediente. 

Muitas pessoas pensam que ser salvo significa dizer “a oração do pecador” e depois viver a vida como sempre. Eles acreditam que alguma coisa mística acontece ao recitar algumas palavras. 

Precisamos entender que devemos nos arrepender e abandonar nossos pecados e obedecer à palavra de Deus. Ao continuarmos lendo a Bíblia e obedecendo ao que lemos, a palavra nos lavará e, pela graça de Deus, mudanças incríveis ocorrerão. A graça é definida como a influência divina que opera nos seres humanos para regenerar e santificar e para dar força para suportar a prova e resistir à tentação; é uma virtude de origem divina. 

1 Pedro 1:15-16 nos diz: Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. 

E Paulo escreve ao jovem Timóteo: “Mas o alicerce sólido de Deus permanece firme, com esta inscrição: “O Senhor conhece quem pertence a ele” e “Todos que pertencem ao Senhor devem se afastar do mal” (2 Timóteo 2:19). 

O mundo está cheio de falsos profetas que estão falando por espíritos mentirosos. Estes falsos profetas pretendem falar em nome do Senhor. Mas a mensagem deles não é uma mensagem de arrependimento e obediência. É uma mensagem de prosperidade e bênçãos. Certamente somos abençoados pelo Senhor, mas nossa mensagem sempre deve ser uma mensagem de se afastar do mundo e voltar-se para o Senhor. 

As pessoas dizem: “Eu creio que Jesus é o Senhor”, mas usam linguagem suja, não querem ouvir falar de arrependimento ou de parar o mal, amam tudo que esse mundo iníquo tem a oferecer, não se sentem convictos do pecado e não estão interessado nas coisas de Deus. Você pensa que esta pessoa realmente acredita que está indo para o céu? 

Muitos que se declaram cristãos fazem o que querem, não importa o que – fornicar, assistir todo tipo de maldade e blasfêmia na televisão, ir ao cinema assistir a filmes demoníacos, ler “livros satânicos”, etc., enquanto afirmam ser salvos. 

Pessoas não salvas fazem o que Satanás quer que elas façam. As pessoas salvas estão sob os comandos do Senhor. Aonde você se encontra? Ou somos obedientes ou desobedientes. Aqueles que vivem sem levar em consideração a justiça de Deus, usando a graça de Deus como uma licença para pecar, e confiando na graça para limpar o pecado estão dando às pessoas da igreja um nome falso. Se Jesus não é seu Senhor e Mestre, ele não é seu Salvador. 

A fé salvadora se manifestará em mudança. Se nenhuma mudança ocorre na vida de uma pessoa, temos muitas escrituras para nos informar que a verdadeira conversão nunca ocorreu. 

Nós não somos salvos por nossas obras, mas quando somos salvos; nossa vida certamente reflectirá essa decisão por nossas boas obras. “Assim também a fé, por si só, se não for acompanhada de obras, está morta” (Tiago 2:17). Você obedece a palavra de Deus? 

O reino dos céus não é para aqueles que meramente se dirigem a Jesus como Senhor com suas palavras, mas que reconhecem Jesus como seu Senhor em seu comportamento. Esse contraste é esclarecido na versão de Lucas, onde Jesus diz: “Por que você me chama de ‘Senhor, Senhor’ e não faz o que eu digo?” (Lucas 6:46) 

Se você não faz a vontade do Pai, se você chama Jesus de Senhor, mas não faz o que Ele diz, você precisa examinar seu relacionamento com Ele. Se você suspeita que Jesus não te conhece como esta passagem descreve, você precisa falar com Ele em oração agora mesmo. Peça a Ele para salvá-lo e que você quer que Ele seja o Senhor da sua vida. 

COMO RECEBER A VIDA ETERNA

Publicado por: mvmportugues | junho 7, 2018

O QUE SIGNIFICA TER VERDADEIRA LIBERDADE EM CRISTO? – Gálatas 5:1

Foi para a liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão. (Gálatas 5:1) 

A Bíblia nos diz que somos ou escravos do pecado ou escravos da justiça. Aqueles que são escravos do pecado não podem se libertar dele, mas uma vez que somos libertos da penalidade e do poder do pecado por crermos em Seu sacrifício expiatório na cruz e fazemos de Jesus o Senhor da nossa vida, nos tornamos um tipo diferente de escravo, e encontramos paz completa e verdadeira liberdade em Cristo. 

Por que, então, tantos chamados ‘cristãos’ continuam vivendo como se eles ainda estivessem em escravidão? É porque eles estão, e os com falsa fé não reconhecem sua própria escravidão ao pecado. O pecado é a última causa do mal, do sofrimento e da falta de liberdade. Então, o que Deus quer que façamos a respeito do pecado? Por que Ele nos ordena a nos arrependermos, e o que é o arrependimento? 

A Bíblia mostra que o arrependimento é uma decisão significativa, pessoal e transformadora, porque o arrependimento é caracterizado por uma compreensão da seriedade do pecado, um profundo desejo de ser perdoado e um compromisso determinado de mudar nosso comportamento e pensamentos para parar de pecar. O arrependimento é uma rendição incondicional a Deus e procurar fazer o que Deus nos diz. 

Se não nos arrependermos, não poderemos ser perdoados ou receber o dom da vida eterna, e em vez disso, receberemos a penalidade da morte que merecemos. Mas se nos arrependermos e nos submetermos a Deus, Ele perdoará e proverá a ajuda que precisamos para mudar e nos preparará para a vida eterna (Atos 3:19). 

Paulo diz aos efésios, quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade (Efésios 4:22-24). 

Um verdadeiro cristão realiza que ele foi crucificado com Cristo (Gálatas 2:20) e que ele renasceu como uma completa nova criatura (2 Coríntios 5:17). A vida cristã é uma de morte para si e re-nascimento para “viver uma vida nova” (Romanos 6:4), e essa nova vida é caracterizada por obediência a Jesus que nos salvou. 

É vital que fortaleçamos a nova natureza liberta, alimentando-nos continuamente com a Palavra de Deus e, através da oração, para obter o poder que necessitamos para escapar ao desejo de voltar à velha vida pecaminosa. Então realizamos que nosso novo status como escravos de Cristo é a única verdadeira liberdade, e invocaremos Seu poder para “não permitir que o pecado reine em seu corpo mortal, cedendo aos desejos pecaminosos” (Romanos 6:12). 

Jesus disse: “Eu lhes digo a verdade: todo o que peca é escravo do pecado. O escravo não é membro permanente da família, mas o filho faz parte da família, para sempre. Portanto, se o Filho os libertar, vocês serão livres de fato” (João 8:34-36). A liberdade em Cristo é a única forma verdadeira de liberdade, porque provê liberdade duradoura além desta vida. Por outro lado, aqueles com a falsa fé confiam em sua própria justiça ou religião para salvá-los, e não somente em Cristo. 

Uma pessoa que experimentou a verdadeira liberdade em Cristo é chamada a viver como Seu escravo. O apóstolo Paulo foi um exemplo disso, pois muitas de suas cartas começaram com a introdução de si mesmo como “escravo de Cristo Jesus” (Romanos 1:1). A verdadeira liberdade vem do conhecimento de Cristo através da fé genuína, que vem pelo estudo de Sua palavra e consequentemente obedecendo Seus mandamentos. 

Lembre-se, o pecado escraviza as pessoas e causa a morte espiritual e a eternidade à parte de Deus. Conhecer a Cristo fornece a liberdade do controle do pecado, e a vida eterna com Ele.

Somos libertos para servir a Cristo porque a palavra de Cristo é a verdade que verdadeiramente nos liberta quando permanecemos nela. Quando realmente cremos em Cristo, Ele nos dá o desejo de agradá-Lo e nos dá a capacidade de obedecê-Lo enquanto andamos pelo Espírito que vive em nós. Ele nos dá oportunidades diariamente para dizer não ao pecado e ao egoísmo e para servir a outros com amor. 

As mais lindas palavras que um cristão quer ouvir de Jesus é: “Muito bem! Você é um servo bom e fiel!” (Mateus 25:21), mas primeiro certifique-se de que você é realmente salvo. Os incrédulos nunca ouvirão essas palavras, pois “sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). E reconheça que Jesus não é apenas seu Salvador; Ele também pergunta: “Por que vocês me chamam: ‘Senhor, Senhor’ e não fazem o que eu digo?” (Lucas 6:46). 

E as palavras mais devastadoras que alguém acreditando ser um cristão jamais ouvirão são: “Afastem-se de mim, seus malfeitores!” Porque “nem todo o que me diz: “Senhor, Senhor” entrará no reino do céu, mas somente aquele que faz a vontade de meu Pai que está no céu! Quando aquele Dia chegar, muitas pessoas me dirão: “Senhor, Senhor! Não foi em seu nome que nós profetizamos? Também não foi em seu nome que expulsamos demônios? Não foi em seu nome, ainda, que fizemos muitos milagres?” Eu, porém, lhes direi abertamente: “Eu nunca os conheci!” (Mateus 7:21-23). 

Por favor, saibam que um verdadeiro cristão nascido de novo tem liberdade em Cristo, porque as Escrituras nos dizem: “Agora, portanto, já não há nenhuma condenação para os que estão em Cristo Jesus. Pois em Cristo Jesus a lei do Espírito que dá vida os libertou da lei do pecado, que leva à morte” (Romanos 8:1-2).

Publicado por: mvmportugues | maio 31, 2018

DEUS ESTÁ TENTANDO CHAMAR SUA ATENÇÃO? – Salmo 119:67

Antes de ser castigado, eu andava desviado, mas agora obedeço à tua palavra. (Salmo 119:67) 

Para chamar nossa atenção, Deus permitirá o sofrimento, a adversidade, a doença, a angústia, as provações e tribulações em nossa vida. 

Sua vida pode ser um desastre após o outro, principalmente por causa de sua desobediência a Deus. Na verdade, Deus está sempre tentando chamar a nossa atenção, mas às vezes não ouvimos até que temos que passar por momentos de dificuldade ou de dor. 

Deus nos ama, e Ele não quer que passemos nossa vida de uma crise para outra, em vez disso, Ele quer que construímos nossa vida sobre um fundamento sólido que é fundado na verdade da Sua Santa Palavra. Se Deus não nos amasse, Ele não se incomodaria em tentar chamar nossa atenção. 

Ele quer que entendamos que precisamos Dele. Precisamos do perdão de Deus, de Sua orientação e direção na vida. Nós não fomos criados somente para esta vida, mas para a eternidade, e o desejo de Deus é que nós estejamos com Ele para sempre no céu, é por isso que Ele enviou Seu Filho para nos ensinar e para pagar o preço na cruz pelos nossos pecados. Jesus veio ao mundo para nos unir ao Pai. A Bíblia diz: “Pois também Cristo sofreu pelos pecados uma vez por todas, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” (1 Pedro 3:18). 

Deus usou tragédia para trazer pessoas a si mesmo. Antes de aceitar o chamado de Deus, Jonas fugiu de Nínive e entrou em um barco, esperando que isso o afastasse do que Deus o estava chamando a fazer. Logo depois que o barco deixou a costa, uma tempestade muito ruim veio e começou a lançar o barco. Todos os homens estavam com muito medo e eles logo realizaram que Jonas era a causa, e ele foi jogado nas águas tempestuosas, na esperança de apaziguar um Deus irado. Jonas é então engolido por uma baleia e, enquanto na barriga da baleia, ele finalmente recupera os sentidos e aceita Sua ‘chamada’. 

Talvez algo radical, trágico tenha acontecido para você: más notícias de um médico, um acidente ou um quase encontro com a morte. Ou talvez algo mais tenha chamado sua atenção. 

Deus quer o que é melhor para nós. Por esta razão, Ele nos disciplinará se persistirmos no pecado, e administrará a correção se desonrarmos o Seu nome e Seus mandamentos que estão na Bíblia. Ele diz: “Repreendo e disciplino aqueles que eu amo. Por isso, seja diligente e arrependa-se” (Apocalipse 3:19). 

Por favor, entendam que, “embora o Senhor lhe dê o pão da adversidade e a água da aflição, se você confiar e obedecer a Ele, seus ouvidos ouvirão uma palavra atrás de você, dizendo: “Este é o caminho pelo qual devem andar”, quer se voltem para a direita, quer para a esquerda” (Isaías 30:20-21) e “Quando passar por águas profundas, estarei a seu lado. Quando atravessar rios, não se afogará. Quando passar pelo fogo, não se queimará; as chamas não lhe farão mal” (Isaías 43:2). 

Se tentarmos encobrir nossa desobediência e rebelião, Deus removerá nossa sensação de paz e alegria, e o Espírito Santo nos manterá profundamente convicto até que nos humilhemos e nos arrependamos de nossos pecados e rebelião. Algumas pessoas tendem a exibir um espírito continuamente desobediente e rebelde; portanto, essas pessoas podem ter que ser constantemente castigadas com perdas e, às vezes, dores crônicas, para evitar que destruam suas vidas e causem mais desonra ao nosso Santo Deus. 

Lembre-se sempre de que Deus te ama: “Porque eu sei os planos que tenho para vocês”, diz o Senhor. “São planos de bem, e não de mal, para lhes dar o futuro pelo qual anseiam” (Jeremias 29:11). 

Através de provações e tribulações, esperamos que nos tornemos mais sábios e finalmente veremos as coisas sob uma luz diferente. Saberemos a diferença entre coisas que são realmente valiosas e aquelas que são inúteis, e agradecemos ao Senhor ao realizar que: “O sofrimento foi bom para mim, pois me ensinou a dar atenção a teus decretos” (Salmo 119:71). 

Assim como o salmista, nós também precisamos aprender que a palavra de Deus é essencial para nosso crescimento espiritual e vida, pois sem ela vagaremos e sofreremos muitas aflições evitáveis. 

O sofrimento e a aflição nos ajuda a aprender as ordenanças de Deus, nos ensinam a obedecer a Sua Palavra e nos ajudam a não esquecemos a Sua Palavra, mas afirmar, aplicar e obedecer-la. Não foi até depois que o salmista foi afligido que ele mudou seu curso para o caminho correto de manter a palavra de Deus, e nós não somos diferentes dele. 

A dor do salmista o levou de volta ao Senhor, e onde ele uma vez serviu a si mesmo, fez o que estava certo aos seus próprios olhos, ele agora obedece à Palavra de Deus. 

Para muitos que são teimosos, desobedientes e ressentidos, é em problemas, crises, dores, lutas e sofrimentos onde o verdadeiro crescimento espiritual acontece. Então: “Guarda as ordenanças do Senhor teu Deus, andando nos seus caminhos, e observando os seus estatutos, os seus mandamentos, os seus preceitos e os seus testemunho…para que prosperes em tudo quanto fizeres e por onde quer que fores” (1 Reis 2:3). 

Será que Deus está tentando chamar sua atenção? Quanta dor e perda você terá que suportar até que você entregue totalmente seu espírito desobediente a Ele e comece a obedecer a Sua Santa Palavra?

Publicado por: mvmportugues | maio 24, 2018

O SENHORIO DE JESUS CRISTO – Lucas 6:46

Por que vocês me chamam “Senhor, Senhor” e não fazem o que eu digo?” – Lucas 6:46 

É vital entender que Jesus Cristo veio à Terra para nos reconciliar com o Pai; Ele morreu na cruz para nos salvar de uma eternidade no inferno e nos dar o dom gratuito da salvação. É fundamental entender que, ao aceitá-Lo como nosso Salvador, também precisamos torná-Lo o Senhor de nossa vida. 

Muitos dizem: “Jesus é meu Salvador, mas eu ainda não o fiz o Senhor da minha vida”. Por favor, entenda que as únicas pessoas prontas para o Seu retorno são aquelas que diariamente procuram trazer cada área de sua vida sob Seu Senhorio. A obediência, é a marca de um verdadeiro cristão, e se você não tem certeza, examine-se para ver se você está na fé (2 Coríntios 13:5), porque aqueles que estão prontos para o retorno de Cristo procuram segui-Lo como Senhor. 

Paulo disse: “Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele” (1 Coríntios 6:19-20). 

O senhorio ensina que uma verdadeira profissão de fé será apoiada por evidências de fé. Se uma pessoa estiver realmente seguindo o Senhor, ela obedecerá às instruções do Senhor. Uma pessoa que vive em pecado intencional e impenitente obviamente não escolheu seguir a Cristo, porque Cristo nos chama do pecado e nos leva à justiça. De fato, a Bíblia ensina claramente que a fé em Cristo resultará em uma vida transformada (2 Coríntios 5:17; Gálatas 5:22-23). 

Para estar pronto para a vinda de Jesus, devemos viver na expectativa de Seu iminente retorno, como Ele declara: “Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando!” (Lucas 12:37), e Ele continua, “Vocês, também, fiquem alertas, porque o Filho do Homem vai chegar quando não estiverem esperando” (Lucas 12:40). 

Se você está esperando um convidado, especialmente um convidado importante, você vive de maneira diferente. Sua casa estará impecável; todas as camas feitas. Seu quintal limpo e você pode até ter algumas flores dentro da casa. Você quer que as coisas estejam limpas e apresentáveis, porque você está esperando um convidado especial. 

Então se você está esperando o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, como deve viver sua vida? Você se sentiria confortável se Ele viesse enquanto você estiver assistindo um programa de TV impróprio e tiver revistas indesejáveis ​​na sua mesa? Jesus diz que devemos estar prontos imediatamente para abrir a porta para Ele quando Ele vier (Lucas 12:36). Nós não deveríamos ter que gritar: “Espere um minuto”, enquanto nós desligamos a TV e escondemos um monte de coisas embaraçosas no armário. 

Então, para estar pronto para o retorno de Cristo, certifique-se de que Ele é o seu Mestre; esteja envolvido em servi-Lo todos os dias; e viva como se esperasse que Ele voltasse a qualquer momento. 

Podemos nos perguntar: estou vivendo apenas para hoje, sem consideração pelo retorno do Mestre e pela responsabilidade que Ele exigirá? Você está imprudentemente colocando isso fora de sua mente pensando: “Eu tenho tempo”? Jesus diz que devemos ser “como homens que estão esperando por seu mestre quando ele retornar”. Devemos viver cada dia com a expectativa de que um dia “o Senhor mesmo descerá do céu com um brado de comando, com a voz do arcanjo e com o toque da trombeta de Deus” (1 Tessalonicenses 4:16), e que seremos abençoado quando o Mestre nos encontrar prontos quando Ele vier por nós.

Aqui estão alguns pontos para pensar: 

  • O arrependimento é uma mudança de mente, de viver em pecado e rejeitar a Cristo, à aceitá-Lo e rejeitar o pecado (Atos 3:19). O arrependimento genuíno vem quando uma pessoa se submete ao senhorio de Cristo, resultando em uma mudança de comportamento (Atos 26:18-20). 
  • A fé é crença em Jesus Cristo, não em uma promessa, oração ou um credo (João 3:16). A fé deve envolver um compromisso pessoal com Cristo (2 Coríntios 5:15). É mais do que estar convencido da verdade do evangelho; é um abandono deste mundo e um seguimento do Mestre. A fé verdadeira sempre produz uma vida transformada (2 Coríntios 5:17). A pessoa interior é transformada pelo Espírito Santo (Gálatas 2:20), e os nascidos de novo têm uma nova natureza (Romanos 6:6). 
  • Aqueles que se submetem ao senhorio de Cristo seguem Jesus: “Minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem” (João 10:27). Eles amam seus irmãos (1 João 3:14), obedecem aos mandamentos de Deus (1 João 2:3), fazem a vontade de Deus (Mateus 12:50), permanecem na Palavra de Deus (João 8:31), e guardam a Palavra de Deus (João 17:6). 

As escrituras ensinam que Cristo exige rendição incondicional à Sua vontade (Romanos 6:17-18). Aqueles que vivem em rebelião contra Deus não terão a vida eterna, pois “Deus se opõe aos orgulhosos, mas concede graça aos humildes” (Tiago 4:6).

Por favor, entendam que aqueles que realmente crêem em Cristo irão amá-Lo, e aqueles que amamos, nós desejamos agradar (João 14:23). Se uma pessoa não está disposta a obedecer a Cristo, ela fornece evidência de que sua “fé” é apenas em nome (1 João 2:4). Uma pessoa pode reivindicar Jesus como Salvador e fingir obedecer por um tempo, mas, se não houver mudança de coração, sua verdadeira natureza acabará se manifestando. Este foi o caso de Judas Iscariotes. Por outro lado, um crente genuíno pode tropeçar e cair, mas persevera na fé (1 Coríntios 1:8), e este foi o caso de Simão Pedro.

Agora, um “crente” que se afasta completamente do Senhor mostra claramente que ele nunca nasceu de novo (1 João 2:19), porque um pecador que se recusa a se arrepender não é salvo, pois ele não pode se apegar ao pecado e ao Salvador ao mesmo tempo. E um pecador que rejeita a autoridade de Cristo em sua vida não tem fé salvadora, pois a fé verdadeira engloba uma entrega total a Deus. Assim, o evangelho requer mais do que tomar uma decisão intelectual ou fazer uma oração; a mensagem do evangelho é um chamado ao discipulado. As ovelhas seguirão o seu Pastor na obediência submissa e farão dele o Senhor da sua vida. 

Não devemos dar aos pecadores impenitentes falsas esperanças; antes, vamos declarar todo o conselho de Deus: “É necessário nascer de novo” (João 3:7) e avisá-los que Jesus disse: “Nem todos que me chamam: ‘Senhor! Senhor!’ entrarão no reino dos céus, mas apenas aqueles que, de fato, fazem a vontade de meu Pai, que está no céu” (Mateus 7:21).

Publicado por: mvmportugues | maio 17, 2018

A DOUTRINA ASSOMBROSA DE JESUS – Mateus 7:28-29

“E aconteceu que, concluindo Jesus este discurso, a multidão se admirou da Sua doutrina, porquanto os ensinava com autoridade e não como os escribas.” (Mateus 7:28-29) 

A Bíblia diz que eles estavam “admirados com a Sua doutrina” (ensino). Eles ficaram admirados; e quem poderia culpá-los, eles realmente nunca ouviram alguém falar ou ensinar como Cristo. 

As multidões ficaram maravilhadas com o ensinamento de nosso Senhor, já que seus ouvidos estavam acostumados a ouvir os mestres farisaicos da Lei que eram um mero reflexo de autoridade, e não muito bons nisso. Jesus, por outro lado, era e é a Autoridade suprema. Ele possui todo poder e conhecimento; e essa diferença era extremamente óbvia para Seus ouvintes! 

Os fariseus eram um mero pretexto, incapazes de cumprir o que pregavam; eles estavam recitando passagens memorizadas, enquanto Jesus, que falou o mundo à existência, falava com autoridade. 

Havia muitos ‘rabinos’ que haviam dedicado uma vida inteira ao estudo das Escrituras, mas o ensinamento de Jesus atingiu a multidão como especial. Ele os lembrou das recompensas pela perseverança em amar a Deus, Ele expôs as palavras de Deus como a base na qual eles podiam confiar, e então Ele revelou seu significado, contrastando Sua autoridade com o ensinamento tradicional. 

Jesus ensinou com uma compreensão segura da intenção da lei, e Ele não estava simplesmente recitando o que as Escrituras diziam ou citando as opiniões prevalecentes dos escribas; os teólogos profissionais de seus dias e a autoridade em matéria de “lei religiosa”. Sua mensagem era radicalmente diferente da deles e isso deixou a multidão atônita. 

Em Mateus 7:28 encontramos a primeira menção de “doutrina” (didache em grego) no Novo Testamento e, como tal, é significativo que ela se refira às doutrinas ensinadas por Cristo no Sermão da Montanha. Também é significativo que existam quatro outros versos nos dizendo que Seus ouvintes estavam “maravilhados com sua doutrina” (Mateus 22:33; Marcos 1:22; 11:18; Lucas 4:32). 

Não é de admirar que Ele pudesse falar com autoridade, pois: “Minha doutrina não é minha”, disse Ele, “mas daquele que me enviou” (João 7:16). 

Paulo também pôde ensinar essa surpreendente doutrina porque ele teve o cuidado de ensinar somente a Palavra de Deus. E assim podemos nós se do mesmo modo acreditarmos e ensinarmos só no contexto da autoridade infalível, doutrinal da Palavra de Deus. 

Infelizmente, tornou-se moda hoje, mesmo em muitas igrejas evangélicas, evitar a “doutrina” em favor da “discussão” e do “cristianismo pessoal”. Esse é um grande erro e explica em grande parte a crescente secularização de nossa sociedade e o fraco testemunho da igreja cristã. A Bíblia nos diz claramente que devemos nos apegar à palavra confiável, conforme ensinada, para que possamos ser capazes de dar instruções em sã doutrina e também repreender aqueles que a contradizem – Tito 1:9. 

A doutrina e o ensino são os mesmos e, portanto, as palavras de despedida do Senhor para Seus discípulos é ensinar “todas as coisas que eu lhes ordenei” (Mateus 28:20). Esta é uma parte integral da grande comissão de Cristo. É imperativo que nós, como Paulo, ensinemos “todo o conselho de Deus” (Atos 20:27), pois “todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo, não tem a Deus”. Contudo, “aquele que persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto o Pai como o Filho” (2 João 1:9). 

Então, por que devemos estudar e ensinar a doutrina cristã? 

  • Porque revela a verdade sobre Deus, Jesus Cristo, o Espírito Santo, as Escrituras, a salvação, a humanidade, o pecado, eventos futuros (etc.), dando-nos uma perspectiva correta do mundo em que vivemos (João 17:17; 1 João 5:20).
  • Revela a obra de redenção de Deus. É a verdade que leva à salvação (João 8:31-32).
  • Ela nos dá instruções sobre como devemos viver (2 Timóteo 3:16-17).
  • Nos torna conscientes do erro e do falso ensino. Nós devemos primeiro conhecer a verdade para reconhecer o erro (2 Timóteo 2:15).
  • Então, nos permite defender a verdade contra o erro (1 Pedro 3:15; 2 Timóteo 4:3-5).
  • Aumenta e fortalece a nossa fé (Efésios 4:14). 

E o fato mais importante é que, aplicando a doutrina, nos dará uma motivação maior para viver uma vida santa para Ele! (Colossenses 2:6-7). 

Bem-aventurados os que guardam os Seus testemunhos (doutrinas e ensinamentos) e O buscam de todo o coração. (Salmo 119:2)

Publicado por: mvmportugues | maio 10, 2018

ADVERTÊNCIA DE NÃO JULGAR OUTROS – Romanos 2:1-4

Portanto, você, que julga os outros é indesculpável; pois está condenando a si mesmo naquilo em que julga, visto que você, que julga, pratica as mesmas coisas. Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade. Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus? Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento? (Romanos 2:1-4) 

O capítulo um de Romanos retratou uma imagem moral deplorável do mundo dos gentios; o mal, a idolatria, a perversão sexual e a devassidão de todo tipo. 

Agora vemos Paulo se dirigindo aos judeus que pensavam que eles eram melhores que os gentios e estavam julgando-os. Ele começa a se dirigir aos judeus sem mencioná-los por nome, mas dizendo aos chamados moralistas que: “Vocês são tão culpados quanto eles!” 

Embora “moralistas” possam não se entregar a manifestações grosseiras do pecado como alguns fazem, todas as pessoas têm pensamentos, motivos e atitudes que às vezes desagradam a Deus. O argumento de Paulo é que até mesmo “bons pecadores” que julgam os outros são condenados. Precisamos lembrar o que a Bíblia nos diz que: “Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8); e que todos nós “pecamos e estamos destituídos da glória de Deus” (Romanos 3:23). 

Os judeus haviam disfarçado sua piedade por “guardar a lei”. Se tivessem sido honestos, teriam confessado que a Lei era impossível de manter e acolheriam a oportunidade de servir a Deus fielmente e não de maneira hipócrita. 

Os judeus tinham condenado com precisão as práticas descritas por Paulo em Romanos, capítulo um, mas também praticavam as coisas que eles estavam condenando! Isso era hipocrisia da mais alta ordem. Eles agradeceram a Deus que eles não eram gentios, e depois agiam como os gentios que eles menosprezavam. 

Precisamos lembrar que muitos judeus estimam os fariseus; Jesus, sabendo que as multidões enfrentariam perigo espiritual se seguissem esses mestres em suas ações, os repreendeu severamente: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas, porque percorrem terra e mar para fazer um convertido e, quando conseguem, vocês o tornam duas vezes mais filho do inferno do que vocês” (Mateus 23:15). E Ele os chamou de “Serpentes! Raça de víboras!” (Mateus 23:33). 

Os judeus supunham que, porque eles eram o povo escolhido de Deus, que eles escapariam de Sua ira, assim como pensam hoje. No Antigo Testamento, eles resistiram aos pronunciamentos e advertências dos profetas, sentindo que a calamidade nunca viria, mesmo que eles não estivessem guardando os mandamentos de Deus. Eles sentiram que, como filhos de Abraão, Deus de alguma forma precisava deles; mas eles estavam errados. É tão fácil sentir superioridade espiritual aos outros por causa de nossa herança espiritual ou por aparentar obedecer a Deus. 

Quando Paulo escreve isso, é possível que ele tenha olhado para sua própria vida, uma vez que ele já foi culpado do mesmo. Antes de conhecer a Cristo, ele era uma daquelas pessoas orgulhosas e hipócritas que olhavam para as pessoas “ruins” ao seu redor. Mas quando ele encontrou Jesus no seu caminho para Damasco para matar os cristãos, ele começou a entender através da habitação do Espírito Santo que ele era culpado dos mesmos pecados que estava julgando nos outros.

Todos nós temos uma tendência a criticar em outros os pecados que desculpamos em nós mesmos. Precisamos estar alertas para que nossos próprios pecados aos quais estamos cegos, não distorcem nosso julgamento de outros. 

Sabemos que o juízo de Deus contra os que praticam tais coisas é conforme a verdade (Romanos 2:2). 

Deus julga com base na verdade, a condição real da pessoa. Ele julga, como as coisas realmente são, não como elas aparecem; e um dia, pessoalmente, vamos responder a Ele. 

Assim, quando você, um simples homem, os julga, mas pratica as mesmas coisas, pensa que escapará do juízo de Deus? Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?”(Romanos 2:3-4). 

Às vezes, podemos nos perguntar: por que Deus não julga adúlteros, molestadores de crianças, assassinos, pedófilos etc.? Quando devemos nos concentrar em nós mesmos e ponderar: “Por que Deus ainda não me julgou pelas coisas que fiz e pelas quais eu ainda não me arrependi ou mudei?” 

Deus retarda Seu julgamento porque é bondoso e paciente e quer nos dar tempo para nos arrependermos. Mas se nos recusarmos a nos arrepender, o julgamento virá; podemos contar com isso. 

Lembre-se de que a bondade, a tolerância e a paciência de Deus não são uma oportunidade para pecar; é um chamado para se arrepender! Arrependimento significa que examinamos nossa mente e coração antes de julgarmos alguém mais. Deus é paciente: Ele usou Noé para chamar pessoas perversas a se arrependerem; Noé pregou e ensinou sobre o amor e o perdão de Deus, Sua ira e julgamento por centenas de anos. Nenhuma pessoa se arrependeu – 7 bilhões de pessoas se tornaram mais perversas e malvadas todos os dias em que viviam. Eles eram tão maus e rebeldes que Deus teve que matar todos eles no dilúvio e Ele salvou apenas 8 pessoas; Noé e sua família. 

O ponto nesses versículos é muito claro: se o moralista é tão culpado quanto o pecador óbvio, como escaparão do julgamento de Deus? Na primeira vinda de Jesus, o caráter amoroso de Deus foi revelado com grande ênfase; na segunda vinda de Jesus, o julgamento justo de Deus será revelado bem claramente. 

Jesus ensinou: “Não julguem para não serem julgados, pois vocês serão julgados pelo modo como julgam os outros. O padrão de medida que adotarem será usado para medi-los” (Mateus 7: 1-2). 

Então onde você se encontra?

Publicado por: mvmportugues | maio 3, 2018

A TEIMOSIA CONDUZ À IRA DE DEUS – Romanos 2:5-6

Mas por causa de sua teimosia e seu coração impenitente, você está armazenando ira contra si mesmo para o dia da ira de Deus, quando seu justo julgamento será revelado. Deus recompensará a cada pessoa de acordo com o que elas fizeram. (Romanos 2: 5-6) 

A Bíblia divide toda a raça humana em duas classes; os justos que se alegram diante de Deus (Salmo 68:3) e os ímpios, com quem Deus está zangado todos os dias (Salmos 7:11). Os justos são aqueles que têm verdadeira fé em Cristo e que foram renovados pelo Espírito Santo. Seu egoísmo original e teimosia é subjugado e morto, e eles vivem uma nova vida através da graça sempre presente de Jesus Cristo. 

Todo pecador tem a oportunidade de experimentar a graça de Deus enquanto está vivo; mas precisa entender que no inferno não há graça. O homem não terá desculpa no julgamento final e não haverá escapatória do onisciente, onipresente e todo-poderoso Deus. Jesus disse: “Serpentes! Raça de víboras! Como vocês escaparão da condenação ao inferno?” (Mateus 23:33). Nem ateus, pagãos, falsos cristãos ou judeus incrédulos podem escapar do julgamento final e eterno de Deus. 

Paulo escreve: “Ou será que você despreza as riquezas da sua bondade, tolerância e paciência, não reconhecendo que a bondade de Deus o leva ao arrependimento?” (Romanos 2:4). Todos os pecadores experimentam a bondade abundante, a paciência e a longanimidade de Deus. Em outras palavras, Deus nos criou e provê para todas as nossas necessidades; Ele não nos deixa quando pecamos; e Ele é longânimo para conosco. Ele não nos pune instantaneamente por nossos pecados, mas espera pacientemente para ver se nos arrependermos e pensamos diferente sobre Ele, antes que seja finalmente tarde demais. Ele espera para ver se abandonaremos todos os nossos pecados e voltaremos a servi-Lo com toda a nossa mente, alma e coração. Precisamos entender que o propósito da graça de Deus é de nos levar ao arrependimento. 

Deus poderia ter nos julgado há muito tempo, em vez disso, Ele mostra a abundância de Sua bondade; no entanto, muitos ignoram intencionalmente o propósito da bondade de Deus, são teimosos e se recusam a se arrepender. Pedro nos diz que Deus é paciente conosco, “não querendo que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9).

 Infelizmente, a maioria das pessoas hoje abusam da bondade, paciência e longanimidade de Deus recusando-se teimosamente a responder a Deus e tornando seus corações mais endurecidos e impenitentes. Envolvendo-se em um pecado cada vez maior, eles se tornam mais violentos, perversos e imundos, armazenando assim para si mesmos a ira de Deus enquanto vivem uma vida pecaminosa, e condenada para uma eternidade no Lago de Fogo. 

O julgamento de Deus é um julgamento justo. “Mas por causa de sua teimosia e seu coração impenitente, você está armazenando ira contra si mesmo para o dia da ira de Deus, quando seu justo julgamento será revelado” (Romanos 2: 5), e todos os incrédulos devem esperar por tal julgamento. 

“Deus dará a cada pessoa de acordo com o que ele fez “ (Romanos 2:6). Todo indivíduo que já viveu será julgado pelo que fez enquanto estava no corpo. Todo homem, sendo criação de Deus, deve obedecer a Deus e adorá-Lo apenas, e ele será julgado por suas ações. Ele se conformou com a verdade de Deus, ou trocou a verdade por uma mentira? Ele suprimiu a verdade para praticar a maldade? Paulo está dizendo que cada um de nós será julgado pelo que fizemos. Então ele escreve: “Haverá tribulação e angústia para todo ser humano que pratica o mal” (Romanos 2:9). 

Ou produzimos boas obras, evidenciando nossa justificação pela fé, ou produzimos obras mortas, demonstrando nossa incredulidade, teimosia, falta de arrependimento e inimizade contra Deus. Aqueles que são salvos pela graça através da fé devem produzir boas obras: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Efésios 2:10). 

Boas obras são obras de Deus; é o fruto produzido devido à nossa união vital com a videira de Cristo. Se não produzimos frutos de obediência, não temos nenhuma conexão vital com Cristo. É verdade que não somos salvos pelas obras, mas pela fé somente; entretanto, a fé salvadora sempre se ajustará em obediência a Deus. Paulo escreve: “Jesus Cristo se entregou por nós a fim de nos remir de toda a maldade e purificar para si mesmo um povo particularmente seu, dedicado à prática de boas obras” (Tito 2:14); portanto, para um cristão, fazer boas obras é algo natural e que dá prazer.

Então, qual é o veredicto final do julgamento de Deus? Paulo escreve: “Deus dará a cada pessoa de acordo com o que ele fez.” Para aqueles que com perseverança fazem o bem, Ele dará a vida eterna, mas indignação e ira aos que são contenciosos e desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade;  tribulação e angústia sobre toda alma do homem que faz o mal (Romanos 2:6-9). 

O que podemos fazer à luz desta verdade sóbria do julgamento final e eterno? Primeiro, devemos entender que aqueles que já morreram não podem fazer nada. Seu destino foi selado (Hebreus 9:27); mas para aqueles que ainda estão vivos, há uma grande esperança. Arrependa-se e creia no Senhor Jesus e você será salvo. Jesus é o Juiz, mas Ele também é o único Salvador do mundo. A cruz revela a justiça e a ira de Deus, mas também revela Seu grande amor: “Portanto, agora não há condenação para os que estão em Cristo Jesus” (Romanos 8:1). 

Nenhum homem pode escapar do Juiz ou do julgamento, portanto, busque a Cristo e a vida eterna, e busque a paz com Deus através do arrependimento e fé. Existem apenas dois tipos de gente, crentes e incrédulos; apenas dois caminhos, o largo e o estreito; e apenas dois destinos, a vida eterna e a morte eterna. 

Qual deles você vai escolher? Quanto a mim e a minha casa, serviremos ao Senhor. (Josué 24:15)

 

Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14 Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 15 Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. (1 Coríntios 2:12-15) 

Nestes dois primeiros versículos, aprendemos que Deus se deleita em revelar Seus profundos pensamentos para nós, como Paulo escreve: “ Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. 13 As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais.” 

Como é que algumas pessoas podem ler uma passagem bíblica e encontrá-la, cansativa, confusa ou mesmo tola, enquanto outras recebem grande compreensão e bênção da mesma passagem? A resposta é que muitos estão funcionando apenas pelo espírito do mundo, “o espírito que agora está atuando nos que vivem na desobediência” (Efésios 2:2), enquanto outros são habitados pelo Espírito de Deus, tendo recebido o Espírito Santo quando eles confiaram em Cristo para o perdão e a salvação. 

No momento em que confiamos em Jesus Cristo e decidimos segui-Lo e obedecê-Lo, recebemos o Espírito Santo como “garantia” de sua salvação (2 Coríntios 1:22; Efésios 1:14). Portanto, o Espírito Santo foi provido a todo crente para que possamos obter as respostas de Deus através da verdade da Sua Palavra; e o Espírito de Deus, que conhece os pensamentos mais íntimos de Deus, comunica essas realidades a nós. 

Em contraste, Paulo explica por que algumas pessoas não respondem ao Espírito Santo: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 

O homem natural é uma pessoa que não tem o Espírito Santo. Seus valores naturais são físicos e materiais. Uma pessoa assim não pode entender as coisas espirituais. Elas são controlados por sentimentos, impulsos e desejos. Eles só podem pensar por raciocínio natural, escolhas lógicas feitas com base em metas centradas como o sucesso, a riqueza, o poder e o prazer. Tal pessoa “não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura”. Isso significa literalmente que elas não recebem as coisas de Deus e, portanto, não podem discernir aquelas coisas que são verdadeiras, porque elas não têm o receptor espiritual, o Espírito Santo, para capacitá-los a apreciar a verdade de Deus. 

Se você diz que a Bíblia é muito difícil de entender, que você não tem tempo para ler-la, porque é muito cansativo e enfadonho, você precisa entender que você não nasceu de novo e você não tem o Espírito Santo vivendo em você. 

Um cristão recém-nascido pode não ter muito conhecimento sobre a Bíblia, mas ele tem o desejo de aprender mais, e assim busca a verdade de Deus e esta ansiosos para fazer perguntas, que é um sinal de que o Espírito habita nele. 

Paulo continua, dando uma perspectiva contrastante: “A pessoa espiritual, porém, pode avaliar todas as coisas, mas ela mesma não pode ser avaliada por ninguém.” Pessoas espirituais são aqueles cristãos nos quais o Espírito se tornou o poder fundamental da vida, e que consistentemente obedecem o ensinamento da Escritura. Como resultado, eles têm um grande potencial para serem usados ​​por Deus pelo poder do Espírito Santo. Paulo entendeu e pregou a mensagem da cruz, ele era uma pessoa espiritual com a capacidade de discernir os corações dos coríntios. Em contraste, sua incapacidade de compreender a cruz revelou sua condição não espiritual e desqualificou-os de criticar Paulo (verso 15). 

O crente maduro pode portanto, discernir, apreciar e compreender a essência da verdade espiritual. Eles oram sobre questões difíceis e checam a palavra de Deus em busca de respostas em tudo o que fazem; e fazendo assim; eles têm a garantia de tomar a posição sobre valores e questões sobre as quais o mundo inconverso está totalmente confuso. Na realidade, o mundo não pode nos entender. Somos um mistério e eles não entendem por que alguém é voluntário para o ministério de crianças ou para o ministério de jovens, ano após ano, ou dão 10% de sua renda para o trabalho do Senhor. Eles não podem entender por que alguém quer falar sobre Jesus o tempo todo e torná-Lo o centro de sua atenção. Nosso estilo de vida parece estranho para as pessoas deste mundo e temos convicções que outras pessoas não tem, nós somos gentis e compassivos quando outros são cruéis; isto, porque temos uma visão da mente de Cristo. 

Paulo encerra esta seção com estas palavras dramáticas: “Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo” (1 Coríntios 2:16). Aqui Paulo cita Isaías 40:13, onde o profeta exaltava a majestade e o mistério insondável de Deus, e nos lembra que não podemos conhecer a mente de Deus à parte do Espírito Santo. Pois sem a luz do Espírito de Deus, nós estaremos no escuro. 

A mente de Cristo é a disposição de servir em vez de ser servido e de dar nossa vida como servos para outros, e isso pode ser visto no entendimento da pessoa sobre a cruz, e se eles tomam a sua cruz diariamente para seguir a Cristo (Lucas 9:23). 

Se você comprometer sua vida a Jesus Cristo, Ele enviará o Espírito Santo o professor da verdade para viver em você e você conhecerá a verdade e a verdade o libertará (João 8:32). Você finalmente terá a capacidade de entender e terá o desejo de aprender e obedecer a Sua Santa Palavra. É triste ver, no entanto, que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más (João 3:19). 

Você no entanto tem uma escolha: “Se, porém, não lhes agrada servir ao Senhor, escolham hoje a quem irão servir, se aos deuses que os seus antepassados serviram além do Eufrates, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra vocês estão vivendo. Mas, eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Josué 24:15).

Publicado por: mvmportugues | abril 19, 2018

ADVERTÊNCIA PARA NÃO CAUSAR ALGUÉM A PECAR – Mateus 18:6

“Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.” (Mateus 18:6) 

Esta é uma mensagem tão importante que Marcos e Lucas também se referem a ela. 

Ser uma pedra de tropeço para “um destes pequeninos que crêem em mim” é uma ofensa grave. A referência aqui é para uma pessoa que foi convertida e se torna humilde como uma criança. Jesus retrata a seriedade de fazer com que um crente ou uma criança inocente caia em pecado de uma maneira muito gráfica, dizendo que seria melhor ter sido morto por afogamento no mar mais profundo com uma pedra pesada ao redor do pescoço. 

A pedra de moinho descrita aqui é uma rocha grande e pesada que era cortada em forma de roda e puxada por um burro.

Esta forma de execução foi usada ocasionalmente pelos romanos para matar um criminoso. Esse tipo de execução pagã teria sido inimaginavelmente horrível para os judeus, mas Jesus disse que sofrer uma morte tão terrível seria melhor do que causar um dos pequeninos que crêem em mim a pecar. 

Enquanto lemos, Jesus pronuncia “ai” sobre aqueles que são tais obstáculos e afirma que os obstáculos são inevitáveis. É certo que eles vão ocorrer por dois motivos principais. O primeiro é que o mundo e o pecador odeiam a Deus. Jesus disse em João 15:18-19: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” Porque o mundo odeia a Deus, ele também odeia aqueles que pertencem a Cristo, e aqueles que são mundanos usarão múltiplos meios para tentar fazer com que as pessoas se afastem de Deus. Os métodos usados ​​incluirão falsas doutrinas para atrair os desejos das pessoas, e alguns desses esforços serão inspirados e fortalecidos por demônios (Efésios 6:12). Infelizmente, muitos desses métodos serão por pessoas que são amigáveis ​​e parecem querer fazer algo de bom para você, e o elemento comum serão as mentiras que afastam a pessoa das verdades da palavra de Deus. 

Precisamos estar conscientes de que as pedras de tropeço também são causadas por cristãos imaturos que ainda estão lutando contra o pecado e acabam destruindo um ao outro em vez de se ajudar. Isso não deveria ser, mas essa é a realidade vista tanto na Bíblia quanto na experiência em nossa própria vida. 

Vamos dar uma olhada na Bíblia, pois é perigoso pensar que somente aqueles que não são cristãos serão pedras de tropeço; já que precisamos estar plenamente conscientes de que os cristãos também podem se tornar pedras de tropeço se não formos cuidadosos. 

Aqui estão vários avisos sobre isso. Romanos 14:13 diz aos crentes para “não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão.” 1 Coríntios 10:32 adverte os crentes a “não se tornarem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus.” Os cristãos não devem fazer com que os irmãos crentes caiam em pecado, nem tampouco impedir que não-cristãos venham a Cristo por causa de sua conduta em promover o pecado. 

Quais são algumas das maneiras pelas quais os crentes podem atrair ou serem atraídos ao pecado? A atração direta ao pecado pode vir através de conselhos que se revelem ímpios. Dar conselho anti-bíblico promove o pecado, e aquele que dá esse conselho está fazendo com que os filhos de Deus tropeçam. Essas pessoas estão em grave perigo de serem abordadas um dia com as mesmas palavras que o Senhor advertiu em Mateus 7:23. “Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” 

A indução direta ao pecado também vem quando você tenta convencer alguém a concordar com sua própria prática pecaminosa. Por exemplo: Um marido ou esposa que leva seu cônjuge para alguma forma imoral de entretenimento, quando Efésios 5:25-27 diz aos maridos para levar suas esposas à pureza, não à impureza. Uma outra maneira é assistindo filmes violentos, pornográficos e satânicos em casa na presença de seus filhos e ignorando seus apelos para desligá-lo porque eles estão com medo. 

As pessoas também podem tropeçar por meio das nossas ações, porque o exemplo que estabelecemos pode atrair a pessoa a pecar por nos imitar. Isto é especialmente importante em casa porque as crianças são facilmente impressionáveis ​​e emulam o que seus pais estão fazendo. Precisamos também entender que novos cristãos, e cristãos imaturos também são muito impressionáveis; e, como ainda não estão bem familiarizados com a palavra de Deus, muitas vezes acabam acreditando que a piedade é aquilo que o “cristão mais maduro” está fazendo. 

Aqui estão algumas perguntas: Quão fiel você é para o Senhor, sua esposa e sua família? Qual é a sua atitude em relação ao dízimo? O que você assiste na TV ou que filmes você vai ver? Que tipo de empregado você é, você rouba do seu chefe? Que tipo de roupa você veste…você revela demais? 

Há uma história de um homem que gostava de beber álcool mais do que de sua família. Uma noite ele saiu para ir ao seu bar favorito. Ao voltar, a caminho de casa, ouviu passos suaves na neve atrás dele. Lá estava seu menino de cinco anos que disse quando ele alcançou seu pai, “Eu estou tentando seguir seus passos, papai”. 

Que tipo de exemplo você está definindo para aqueles que estão te seguindo? Cada um de nós precisa dar atenção à advertência que Paulo deu a Timóteo, “. . . seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1 Timóteo 4:12). 

Você também pode ser um obstáculo pela maneira em que você lida com os outros. Quando você fala, é a verdade com amor? Ou você fala com o julgamento condenatório que Jesus alertou em Mateus 7:1-4? Você responde a outros crentes de maneiras que irão ajudar-los ou derrubá-los? Os pais são especificamente alertados em Efésios 6:4 para “Não provocar vossos filhos à ira”. E Colossenses 3:21 acrescenta: “Pais, não irritem seus filhos, para que eles não desanimem.” Os princípios nesses versículos têm um sentido e aplicação mais ampla do que apenas para pais. 

A frustração e a raiva podem facilmente resultar quando você demonstra favoritismo ou exige expectativas irrealistas. Se você é mais crítico do que encorajador, você pode fazer com que outra pessoa desanime. Quando você é insensível, não é carinhoso e é cruel, você pode fazer com que outros membros do corpo de Cristo caiam em pecado. 

1 João 2:10 fala sobre a principal questão de como evitar ser uma pedra de tropeço, dizendo que “quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço.” Quanto mais você permanece na luz, isto é, anda no Espírito obedecendo as diretrizes que Deus deu nas Escrituras, e quanto mais você ama seu irmão, menos você será uma causa de alguém cair em pecado. 

A busca da santidade é a cura para os dois problemas, seja se desviado ou levando alguém ao mau caminho. Qualquer coisa que moralmente ou espiritualmente te prende, faz com que você caia em pecado ou permaneça em pecado, deve ser eliminada rápida e totalmente.

Todo cristão deve considerar-se crucificado com Cristo, morto para o pecado e vivo para a justiça. Portanto, examine-se e certifique-se de que você está na fé e que o Espírito Santo vive em você. Isso acabaria com o egoísmo que estimula a mesquinhez, o descontentamento, o controle das emoções e uma série de outros pecados. 

Cada um de nós precisa permanecer na luz, lutar pela santidade e amar uns aos outros para que não haja motivo de tropeço. 

E lembre-se que: “Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém” (Judas 24-25).

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