Publicado por: mvmportugues | abril 19, 2018

ADVERTÊNCIA PARA NÃO CAUSAR ALGUÉM A PECAR – Mateus 18:6

“Mas se alguém fizer tropeçar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe seria amarrar uma pedra de moinho no pescoço e se afogar nas profundezas do mar.” (Mateus 18:6) 

Esta é uma mensagem tão importante que Marcos e Lucas também se referem a ela. 

Ser uma pedra de tropeço para “um destes pequeninos que crêem em mim” é uma ofensa grave. A referência aqui é para uma pessoa que foi convertida e se torna humilde como uma criança. Jesus retrata a seriedade de fazer com que um crente ou uma criança inocente caia em pecado de uma maneira muito gráfica, dizendo que seria melhor ter sido morto por afogamento no mar mais profundo com uma pedra pesada ao redor do pescoço. 

A pedra de moinho descrita aqui é uma rocha grande e pesada que era cortada em forma de roda e puxada por um burro.

Esta forma de execução foi usada ocasionalmente pelos romanos para matar um criminoso. Esse tipo de execução pagã teria sido inimaginavelmente horrível para os judeus, mas Jesus disse que sofrer uma morte tão terrível seria melhor do que causar um dos pequeninos que crêem em mim a pecar. 

Enquanto lemos, Jesus pronuncia “ai” sobre aqueles que são tais obstáculos e afirma que os obstáculos são inevitáveis. É certo que eles vão ocorrer por dois motivos principais. O primeiro é que o mundo e o pecador odeiam a Deus. Jesus disse em João 15:18-19: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes me odiou. Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” Porque o mundo odeia a Deus, ele também odeia aqueles que pertencem a Cristo, e aqueles que são mundanos usarão múltiplos meios para tentar fazer com que as pessoas se afastem de Deus. Os métodos usados ​​incluirão falsas doutrinas para atrair os desejos das pessoas, e alguns desses esforços serão inspirados e fortalecidos por demônios (Efésios 6:12). Infelizmente, muitos desses métodos serão por pessoas que são amigáveis ​​e parecem querer fazer algo de bom para você, e o elemento comum serão as mentiras que afastam a pessoa das verdades da palavra de Deus. 

Precisamos estar conscientes de que as pedras de tropeço também são causadas por cristãos imaturos que ainda estão lutando contra o pecado e acabam destruindo um ao outro em vez de se ajudar. Isso não deveria ser, mas essa é a realidade vista tanto na Bíblia quanto na experiência em nossa própria vida. 

Vamos dar uma olhada na Bíblia, pois é perigoso pensar que somente aqueles que não são cristãos serão pedras de tropeço; já que precisamos estar plenamente conscientes de que os cristãos também podem se tornar pedras de tropeço se não formos cuidadosos. 

Aqui estão vários avisos sobre isso. Romanos 14:13 diz aos crentes para “não colocar pedra de tropeço ou obstáculo no caminho do irmão.” 1 Coríntios 10:32 adverte os crentes a “não se tornarem motivo de tropeço, nem para judeus, nem para gregos, nem para a igreja de Deus.” Os cristãos não devem fazer com que os irmãos crentes caiam em pecado, nem tampouco impedir que não-cristãos venham a Cristo por causa de sua conduta em promover o pecado. 

Quais são algumas das maneiras pelas quais os crentes podem atrair ou serem atraídos ao pecado? A atração direta ao pecado pode vir através de conselhos que se revelem ímpios. Dar conselho anti-bíblico promove o pecado, e aquele que dá esse conselho está fazendo com que os filhos de Deus tropeçam. Essas pessoas estão em grave perigo de serem abordadas um dia com as mesmas palavras que o Senhor advertiu em Mateus 7:23. “Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!” 

A indução direta ao pecado também vem quando você tenta convencer alguém a concordar com sua própria prática pecaminosa. Por exemplo: Um marido ou esposa que leva seu cônjuge para alguma forma imoral de entretenimento, quando Efésios 5:25-27 diz aos maridos para levar suas esposas à pureza, não à impureza. Uma outra maneira é assistindo filmes violentos, pornográficos e satânicos em casa na presença de seus filhos e ignorando seus apelos para desligá-lo porque eles estão com medo. 

As pessoas também podem tropeçar por meio das nossas ações, porque o exemplo que estabelecemos pode atrair a pessoa a pecar por nos imitar. Isto é especialmente importante em casa porque as crianças são facilmente impressionáveis ​​e emulam o que seus pais estão fazendo. Precisamos também entender que novos cristãos, e cristãos imaturos também são muito impressionáveis; e, como ainda não estão bem familiarizados com a palavra de Deus, muitas vezes acabam acreditando que a piedade é aquilo que o “cristão mais maduro” está fazendo. 

Aqui estão algumas perguntas: Quão fiel você é para o Senhor, sua esposa e sua família? Qual é a sua atitude em relação ao dízimo? O que você assiste na TV ou que filmes você vai ver? Que tipo de empregado você é, você rouba do seu chefe? Que tipo de roupa você veste…você revela demais? 

Há uma história de um homem que gostava de beber álcool mais do que de sua família. Uma noite ele saiu para ir ao seu bar favorito. Ao voltar, a caminho de casa, ouviu passos suaves na neve atrás dele. Lá estava seu menino de cinco anos que disse quando ele alcançou seu pai, “Eu estou tentando seguir seus passos, papai”. 

Que tipo de exemplo você está definindo para aqueles que estão te seguindo? Cada um de nós precisa dar atenção à advertência que Paulo deu a Timóteo, “. . . seja um exemplo para os fiéis na palavra, no procedimento, no amor, na fé e na pureza” (1 Timóteo 4:12). 

Você também pode ser um obstáculo pela maneira em que você lida com os outros. Quando você fala, é a verdade com amor? Ou você fala com o julgamento condenatório que Jesus alertou em Mateus 7:1-4? Você responde a outros crentes de maneiras que irão ajudar-los ou derrubá-los? Os pais são especificamente alertados em Efésios 6:4 para “Não provocar vossos filhos à ira”. E Colossenses 3:21 acrescenta: “Pais, não irritem seus filhos, para que eles não desanimem.” Os princípios nesses versículos têm um sentido e aplicação mais ampla do que apenas para pais. 

A frustração e a raiva podem facilmente resultar quando você demonstra favoritismo ou exige expectativas irrealistas. Se você é mais crítico do que encorajador, você pode fazer com que outra pessoa desanime. Quando você é insensível, não é carinhoso e é cruel, você pode fazer com que outros membros do corpo de Cristo caiam em pecado. 

1 João 2:10 fala sobre a principal questão de como evitar ser uma pedra de tropeço, dizendo que “quem ama seu irmão permanece na luz, e nele não há causa de tropeço.” Quanto mais você permanece na luz, isto é, anda no Espírito obedecendo as diretrizes que Deus deu nas Escrituras, e quanto mais você ama seu irmão, menos você será uma causa de alguém cair em pecado. 

A busca da santidade é a cura para os dois problemas, seja se desviado ou levando alguém ao mau caminho. Qualquer coisa que moralmente ou espiritualmente te prende, faz com que você caia em pecado ou permaneça em pecado, deve ser eliminada rápida e totalmente.

Todo cristão deve considerar-se crucificado com Cristo, morto para o pecado e vivo para a justiça. Portanto, examine-se e certifique-se de que você está na fé e que o Espírito Santo vive em você. Isso acabaria com o egoísmo que estimula a mesquinhez, o descontentamento, o controle das emoções e uma série de outros pecados. 

Cada um de nós precisa permanecer na luz, lutar pela santidade e amar uns aos outros para que não haja motivo de tropeço. 

E lembre-se que: “Àquele que é poderoso para impedi-los de cair e para apresentá-los diante da sua glória sem mácula e com grande alegria, ao único Deus, nosso Salvador, sejam glória, majestade, poder e autoridade, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor, antes de todos os tempos, agora e para todo o sempre! Amém” (Judas 24-25).

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Publicado por: mvmportugues | abril 12, 2018

TER A MENTE DE CRISTO – Filipenses 2:5

“Tenham a mesma mente ou atitude demonstrada por Cristo Jesus.” (Filipenses 2:5) 

O exemplo de humildade de Jesus Cristo nos ajuda a ver o ápice da virtude da qual os apóstolos extraíram ilustrações e advertências para nós. Jesus deixou a inexprimível glória para tomar sobre Si a forma humilde da humanidade e realizar os mais humildes serviços para nós. Ele consentiu em não ter distinção ou honra e estava disposto a ser desprezado e rejeitado pelos homens. Quando Ele deixou de lado Sua antiga posição e dignidade, Ele se tornou um humilde servo, mas agora Ele é exaltado acima de tudo e de todos. Ele estabeleceu este exemplo para nós, para que pudéssemos superar a auto-exaltação e desenvolver verdadeira humildade. 

Sua humildade foi o maior exemplo que poderia ser fornecido para nós. Jesus deixou o céu e toda a sua majestade e tomou sobre si a forma mais inferior de humanidade, para que nos beneficiasse com um relacionamento renovado com o Pai. 

Precisamos entender que, embora a salvação seja gratuita, ela não é barata, pois exigia que o próprio Criador se tornasse homem e se submetesse a uma morte agonizante na cruz. E, da mesma forma, embora nossa salvação não esteja condicionada a quaisquer atos meritórios nossos, o padrão pelo qual devemos medir nossas vidas é nada menos que a vida perfeita de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, nossas palavras e atos devem ser comparados com os Seus: “Foi para isso mesmo que foram chamados, pois Cristo também sofreu por vocês, deixando-lhes um exemplo para que sigam os Seus passos” (1 Pedro 2:21). Nosso padrão de santidade deve ser o mesmo como Sua vida de santidade como Pedro afirmou: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem” (1 Pedro 1:15). 

Se realmente seguirmos Seus passos, eles podem levar ao sofrimento e à perseguição, mas “aquele que afirma que permanece Nele, deve andar da mesma maneira como Ele andou” (1 João 2:6), e isto envolve um disposição para ser “crucificado com Cristo” (Gálatas 2:20). 

Uma das coisas que precisamos ter em mente é que Deus Pai não reteve o sofrimento de Seu Filho e nosso Salvador Jesus Cristo. Ele compartilhou sofrimento conosco apesar de seu alta posição como Deus em carne e viveu uma vida totalmente sem pecado. Ele fez isso para ser nosso Salvador. Ele fez isso para ser nosso exemplo. 

Jesus manteve uma atitude perfeita em todas as situações. Ele orou sobre tudo e se preocupou com nada. Nós também devemos buscar a orientação de Deus sobre cada aspecto de nossa vida e permitir que Ele realize Sua perfeita vontade. A atitude de Jesus nunca foi de se tornar defensivo ou desencorajado. Seu objetivo era agradar ao Pai, em vez de alcançar Sua própria agenda (João 6:38). No meio de provas, Ele foi paciente. No meio do sofrimento, Ele estava esperançoso. No meio da bênção, Ele foi humilde. Mesmo no meio de ridicularização, abuso e hostilidade, Ele “não fez ameaças. . . e não revidou. Em vez disso, Ele se entregou àquele que julga com justiça”  (1 Pedro 2:23). 

Quando Paulo escreve que nossa “mente ou atitude deve ser a mesma que a de Jesus Cristo”, ele resumiu nos dois versículos anteriores o que tal atitude era: abnegação, humildade e serviço. “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Filipenses 2:3-4).

Em outras palavras, a atitude que um cristão deve refletir é aquela que se concentra nas necessidades e interesses dos outros. Sem dúvida, isso não vem naturalmente para nós. Quando Cristo veio ao mundo, Ele estabeleceu uma nova atitude para com os outros. Um dia, quando Seus discípulos estavam discutindo entre si sobre quem seria o maior em Seu reino, Jesus disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20: 25-28). 

Jesus está nos ensinando que, quando nos tornarmos preocupados com nossas próprias coisas, isso pode causar conflitos e outros problemas com as pessoas que conhecemos. Em vez disso, Deus quer que tenhamos uma atitude de envolvimento sério e cuidadoso com as preocupações dos outros, significando “que esta mente esteja em você, que também estava em Cristo Jesus”. 

Paulo fala mais sobre essa atitude de Cristo em sua carta à igreja em Éfeso: “Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Efésios 4:22-24). Muitas religiões de hoje, incluindo as filosofias da Nova Era, promovem a antiga mentira de que somos divinos ou que podemos nos tornar deuses. Mas a verdade é que nunca nos tornaremos Deus ou mesmo um deus. A mentira mais antiga de Satanás foi a promessa a Adão e Eva de que, se seguissem seu conselho, “sereis como Deus” (Gênesis 3:5). 

Cada vez que tentamos controlar nossas circunstâncias, nosso futuro e as pessoas ao nosso redor, estamos apenas demonstrando que queremos ser um deus. Mas devemos entender que, como criaturas isso é uma impossibilidade. Deus não quer que tentemos nos tornar deuses; em vez disso, Ele quer que nos tornemos semelhantes a Ele, assumindo Seus valores, Suas atitudes e Seu caráter. Nós fomos criados para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Efésios 4:24). 

Finalmente, devemos sempre ter em mente que o objetivo final de Deus para Seus filhos é a transformação de nossa mente para a atitude de piedade. Ele quer que cresçamos espiritualmente para nos tornarmos semelhantes a Cristo. Isso não significa perder nossas personalidades, mas transformar nossas mentes para ser como Cristo. Mais uma vez, Paulo nos diz: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). 

É a vontade de Deus que desenvolvamos o tipo de mentalidade descrito nas Beatitudes de Jesus (Mateus 5:1-12), que exibamos o fruto do Espírito em (Gálatas 5:22-23), que imitamos os princípios no capítulo escrito por Paulo sobre o amor (1 Coríntios 13), e que nos esforçamos para padronizar nossas vidas de acordo com as características que Pedro descreve em (2 Pedro 1:5-8). 

Assim sendo, “que esta mente esteja em você, que também estava em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5).

Publicado por: mvmportugues | abril 5, 2018

MARCAS DE UM VERDADEIRO CRISTÃO – 1 Pedro 2:9

Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. (1 Pedro 2:9) 

Quais são as marcas distintivas do povo de Deus que as separam do mundo? 

Os crentes são abençoados, sendo escolhidos para serem sacerdotes reais e representam o fato de que estamos unidos a Cristo. Nós somos Seu corpo, e qualquer glória que Cristo receba, nós também recebemos. Romanos 8:17 nos chama de herdeiros com Cristo. Significa que nós reinaremos com Ele eternamente, e aqui na terra, nossa responsabilidade é de atrair os homens para Si e conduzir as pessoas na adoração a Ele como sacerdotes. 

Pedro quer que realizemos que os cristãos são diferentes do mundo porque conhecem a Cristo. 

Os crentes foram salvos da escuridão do pecado e deste mundo, a fim de ser um povo único que adora a Deus. 

Como Pedro, Paulo exortou os efésios da prisão a viverem uma vida digna do chamado que receberam (Efésios 4:1). 

Somos chamados a ser santos (Romanos 1:7). Portanto, o propósito pelo qual fomos chamados por Deus para nos tornarmos um dos Seus escolhidos é sermos santos! Tudo em nosso estilo de vida deve centrar-se no fato de que “somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras” (Efésios 2:10). 

Devemos ser professores dos mandamentos de Deus para as nações. Nós devemos ser a luz ao mundo, revelando o caminho para Deus. Devemos ser aqueles que atraem pessoas a Deus, e não ser um obstáculo para a aceitação de Jesus. Somos separados como sacerdócio, por isso não estamos agindo como o mundo, mas sim imitando Jesus. Mas essa separação não significa que não estamos interagindo com o mundo. Muitas vezes os cristãos têm a idéia de que precisamos ficar longe do mundo por causa de sua pecaminosidade. Mas somos chamados a acessar o mundo, mantendo nossa santidade. Nós interagimos com o mundo e mostramos a eles o caminho para Deus, ensinando as verdades de Deus. 

Embora seja verdade que os crentes são diferentes, é a posição dos crentes como filhos adotivos de Deus, co-herdeiros com Cristo Jesus e o povo único de Deus que nos torna “propriedade especial de Deus”. 

Já que somos povo exclusivo de Deus, devemos proclamar a bondade de sermos o povo de Deus. Ao ser diferente e separado, precisamos dizer às pessoas que é uma bênção viver desta maneira. Não é cansativo ser povo especial de Deus, pelo contrário, queremos dizer às pessoas e mostrar às pessoas que se trata de uma vida boa. De fato, não agir como o povo de Deus fará com que as pessoas tropeçam e caiam na vida. Mas aqueles que são de Deus não serão envergonhados. 

Os cristãos são a possessão especial de Deus que obteve misericórdia. Eles são um sacerdócio real e pedras vivas. Os crentes são parte da casa espiritual de Deus e uma nação santa; e como tal, devemos nos abster das paixões da carne. 

Nosso chamado é identificado como “o chamado celestial” (Hebreus 3: 1), e nos é dito que os chamados (Romanos 1:6) são chamados segundo o Seu propósito (Romanos 8:28). Mas também nos é dito para “procurar fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição” (2 Pedro 1:10). Há muito nas Escrituras sobre o nosso chamado, e embora o chamado seja o trabalho e prerrogativa de Deus, devemos acrescentar à nossa fé “a virtude; à virtude o conhecimento; ao conhecimento o domínio próprio; ao domínio próprio a perseverança; à perseverança a piedade; à piedade a fraternidade; e à fraternidade o amor” (2 Pedro 1: 5-7). 

Aqueles que nascem de novo são diferentes do mundo ao seu redor, porque estão sendo transformados pela presença interior do Espírito Santo. Eles também são diferentes porque, tendo nascido de novo pelo Espírito de Deus e acreditando em Cristo para a salvação, eles receberam “o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12).

Publicado por: mvmportugues | março 29, 2018

O PERIGO DE RECUSAR A MENSAGEM DE DEUS – Oséias 4:17

“Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o.” (Oséias 4:17) 

Efraim, significando todo o povo de Israel, as dez tribos, tinham sido advertido novamente, e novamente, e porque eles não prestaram atenção a advertência, mas recusaram a mensagem de Deus, e continuaram em seu pecado, finalmente Deus foi provocado por eles, e disse a seu servo Oséias: “Efraim está entregue aos ídolos; deixa-o”. Ele basicamente disse, não desperdice mais a sua energia nessas mentes apostatas, seu caso tornou-se completamente sem esperança; cesse seu trabalho, vá para outro lugar onde corações serão tocados e ouvidos serão abertos à Palavra; deixe-os. 

A queixa de Deus contra Israel a acusou de um espírito apóstata e muitas iniquidades. A verdade e a lealdade foram substituídas por mentiras e imoralidade. A repreensão foi inútil porque foi ignorada. Israel havia esquecido a lei de seu Deus e, portanto, foi “destruído por falta de conhecimento” (Oséias 4:6). Não apenas o povo, mas também os sacerdotes que encorajavam o pecado para seu próprio benefício seriam eliminados. “O espírito de prostituição” fez com que Israel se desviasse das leis de Deus (Oséias 4:12). 

Nosso Deus é longânimo e cheio de misericórdia, mas há uma linha que não deve ser atravessada. É perigoso presumir que Deus sempre continuará a perdoar; para aqueles que se recusarem a obedecer e crer, um dia Ele se tornará em um “fogo consumidor” (Hebreus 12:29). 

Toda vez que você se recusa a ouvir a mensagem de misericórdia, você se fortalece na incredulidade. Toda vez que você deixa de abrir a porta do seu coração para Cristo, você tem menos vontade de ouvir a voz Dele e diminui sua chance de responder ao último apelo de misericórdia. Que não seja escrito de você, como do antigo Israel, “Efraim se une aos ídolos; deixe-o.” Não deixe que Cristo chore por você como Ele chorou por Jerusalém, dizendo: “Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram! Eis que a casa de vocês ficará deserta” (Lucas 13:34-35). 

Para aqueles que se recusam a abandonar seus maus caminhos, as Escrituras contêm muitos avisos semelhantes.

  • “Meu Espírito não contenderá com ele para sempre” (Gênesis 6:3).
  • ” Deixem-nos; eles são guias cegos. Se um cego conduzir outro cego, ambos cairão num buraco” (Mateus 15:14).
  • “Não dêem o que é sagrado aos cães, nem atirem suas pérolas aos porcos; caso contrário, estes as pisarão e, aqueles, voltando-se contra vocês, os despedaçarão” (Mateus 7:6).
  • “Além do mais, visto que desprezaram o conhecimento de Deus, ele os entregou a uma disposição mental reprovável, para praticarem o que não deviam” (Romanos 1:28).

O perigo para aqueles que se recusam a andar na luz é quando Deus traz sobre eles a terrível crise de serem deixados a seguir seus próprios caminhos. Eles começam a tomar sua própria decisão insensata, e a consciência se torna mais grelhada e a voz de Deus parece tornar-se cada vez mais distante, e a pessoa é deixada à sua própria paixão. Quando isso acontece, a pessoa resiste a cada apelo, despreza todos os conselhos e se afasta de todas as provisões feitas para sua salvação. . . . O Espírito de Deus não exerce mais um poder restritivo sobre eles, e a sentença é passada, “suas ações não permitem que retornem ao seu Deus. Um espírito de prostituição está em seu coração; eles não reconhecem o Senhor” (Oséias 5:4). Este é o processo pelo qual a alma passa, que rejeita a obra do Espírito Santo e se recusa a ouvir os avisos de Deus, e se afastaram Dele. 

Estas devem ser palavras sóbrias para qualquer um que está se tornando rebelde, e está se encantando com bruxaria, idolatria, ocultismo, perversão, prostituição ou qualquer forma de humanismo. Como vemos, o inimigo promete prazer, conforto, fuga e excitação. Mas o que ele realmente dá é uma vida de escravidão à luxúria, pornografia, imoralidade e adultério; uma escravidão que arruína o relacionamento com Deus e com pessoas. 

Para aqueles que não sabem ou não deram muita atenção, cometer adultério ou participar em cometer adultério, que também se refere à maneira como a sociedade se veste de forma provocante para fascinar o sexo oposto, não deixando nada à imaginação, mas ostentando e revelando tudo o que eles têm. Tudo o que o espírito de prostituição pode realmente proporcionar é a morte. Jesus disse: “Mas eu lhes digo: Qualquer que olhar para uma mulher para desejá-la, já cometeu adultério com ela no seu coração” (Mateus 5:28); e nesta geração isto vale tanto para homem como para mulher. 

Infelizmente, as pessoas estão tão alheias pelo seu comportamento, desobediência, falta de conhecimento e por suas ações, que não conseguem realizar que não farão parte de uma eternidade no céu, mas passarão uma eternidade no inferno à parte de Deus (1 Coríntios 6:9). 

Em uma nota positiva e esperançosa, enquanto a pessoa tiver qualquer inquietação da consciência, há esperança de que ela ainda possa voltar para o verdadeiro Deus da criação; no entanto, continuando no curso atual é presunçoso e mortal. A hora virá, talvez mais cedo do que eles pensam, quando Deus dirá: “Deixe-o”. 

Ao lermos o livro de Oséias, vemos que Deus não permitirá que o pecado fique impune, no entanto, também fala da misericórdia de Deus (Oséias 1:10-11; 2:14-17; 2:21-23). O desejo sincero de Deus era que Seu povo se arrependesse de seus pecados (Oséias 14:1). Deus quer que todos nós O sirvamos, porque é isso que nossos corações realmente deveria desejar de fazer. Ele quer que nossas “palavras” revelem um coração de humildade e sujeição à Sua vontade (Oséias 14:2). Deus deseja que Seu povo “O busque sinceramente” (Oséias 5:15) e confesse seus pecados (Oséias 14:2). 

Nada mudou ao longo dos anos. Deus ainda exige nosso interesse, humildade e sujeição (Mateus 12:33). O cristão hoje deve ter cuidado para não permitir que um interesse neste mundo interfira em seu eterno interesse em Deus. Portanto, “Quem é sábio? Aquele que considerar essas coisas. Quem tem discernimento? Aquele que as compreender. Os caminhos do Senhor são justos; os justos andam neles, mas os rebeldes neles tropeçam” (Oséias 14:9).

Lembre-se de que Deus é cheio de misericórdias, mas se continuarmos em rebelião contra Ele, chegará um tempo em que Ele dirá: “Deixe-o”.

Publicado por: mvmportugues | março 22, 2018

ENTREGUEM-SE A DEUS – Tiago 4:1-3

De onde vêm as lutas e as brigas entre vocês? Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês. Vocês querem muitas coisas; mas, como não podem tê-las, estão prontos até para matar a fim de consegui-las. Vocês as desejam ardentemente; mas, como não conseguem possuí-las, brigam e lutam. Não conseguem o que querem porque não pedem a Deus. E, quando pedem, não recebem porque os seus motivos são maus. Vocês pedem coisas a fim de usá-las para os seus próprios prazeres. (Tiago 4:1-3) 

A nossa vida de oração ou falta dela revela o foco do nosso coração. Tiago é intensamente prático e aborda o tema da oração respondida com clareza e visão realista. Quando você não recebe aquilo pelo qual você ora, não se surpreenda, olhe para seus maus motivos e a razão pela qual seu pedido permanece inaudito. Quando você  faz isto, o motivo se torna dolorosamente óbvio, que você é egocêntrico e ganancioso, e esse comportamento, obviamente não garante o cumprimento de tais pedidos egoístas. 

Muitas vezes, quando estamos num conflito de relacionamento, planejamos, contamos aos nossos amigos o nosso lado da história, vamos para aconselhamento, lemos livros de auto-ajuda sobre como lidar com pessoas difíceis, em vez de levar o problema a Deus em oração fiel. Talvez um dos motivos que deixamos de orar é que é difícil orar por alguém e estar chateado com eles ao mesmo tempo. Como pecadores, queremos justificar nosso ressentimento fazendo com que a outra pessoa pague; e não queremos deixá-lo ir. Mas Jesus claramente ensinou que a oração não é para fazer a nossa vontade, mas para fazer a vontade de Deus, “Venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (Mateus 6:10). A oração não é para que possamos usar Deus; é para que Deus possa nos mudar e nos usar para o Seu reino. 

Jesus também ensinou: “Peçam, e lhes será dado; busquem, e encontrarão; batam, e a porta lhes será aberta” (Mateus 7:7). Ele não disse: “Peça e será dado imediatamente a você.” Deus pode ter boas razões para adiar a resposta. Muitas vezes, os atrasos fortalecem e testam nossa fé. Ele sabe o momento certo de responder. Nossa responsabilidade é de pedir, e com motivos corretos. 

Nossa principal razão para pedir a Deus para trazer paz para nossa casa ou a algum relacionamento difícil é para que Deus seja glorificado. Cristo não é enaltecido por constante conflito, mas Ele é glorificado quando as pessoas se crucificam e permitem que Seu amor flua através deles, mesmo para aqueles que os tratam injustamente. Peça a Deus para que Ele seja glorificado em seus relacionamentos, e você obterá as respostas mais surpreendentes para as suas orações. 

Precisamos realizar que o primeiro passo para resolver conflitos com os outros é julgar nossos próprios motivos egoístas. Onde quer que aconteça, em casa, no trabalho ou na igreja, se não colocarmos a morte nosso pecado pecaminosos e egoístas, teremos guerra. As pessoas que se comportam de forma inadequada vivem na carne e não pelo Espírito. Então, quem queremos agradar, a nós mesmos ou a Deus? 

A decisão de julgar nossas próprias tendências egoístas não é opcional para os crentes, porque Jesus disse: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). 

É um requerimento diário de tomar nossa cruz porque, “quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará” (Lucas 9:24). Então, para o verdadeiro crente, realmente não há escolha entre agradar a si mesmo ou agradar a Deus. Quando vivemos para agradar a Deus negando a si mesmo, não ganharemos somente nossa vida, mas também a alegria, a paz e a liberdade. 

Então, “de onde vêm as lutas e as brigas entre vocês? Elas vêm dos maus desejos que estão sempre lutando dentro de vocês” (Tiago 4:1). A maneira de resolver o conflito com os outros não é ganhar a guerra. Em vez disso, é para fazer guerra contra as forças poderosas que estão travando a guerra na nossa alma! Precisamos julgar nossos motivos egoístas, colocar-nos diariamente na cruz, e nos moveremos na direção de paz em nossos relacionamentos. 

O salmista escreveu: “Se eu considerar a iniqüidade no meu coração, o Senhor não ouvirá” (Salmo 66:18); portanto, precisamos aprender a permanecer em Cristo e a submeter nossa vontade e nossos desejos ao Seu Senhorio para poder saber como e para que orar. Se desejamos conhecer a vontade de Deus e orar de acordo com os Seus propósitos e em submissão à vontade Dele, veremos as nossas orações respondidas. “Mas certamente Deus me ouviu; Ele deu atenção à oração que lhe dirigi. Louvado seja Deus, que não rejeitou a minha oração nem afastou de mim o seu amor!” (Salmo 66:19-20)

“Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos” (2 Timóteo 4:3-4). 

Chegou o tempo em que as pessoas já não toleram mais a sã doutrina e os assim “chamados ministros” não pregam o verdadeiro evangelho. Sua falsa pregação resulta em falsas igrejas, que o próprio Jesus chamou de “sinagoga de Satanás” (Apocalipse 2:9; 3:9). Paulo falou muito sobre estes ministros falsos, especialmente em 2 Coríntios 2:14-17; 4:1-6.   

A maioria dos ministros hoje em dia não são chamados, escolhidos e ungidos por Deus para pregar o evangelho. Pelo contrário, eles são chamados e enviados por si mesmos. Eles enviam seus currículos para obter um emprego, assim como qualquer candidato faria. Eles pregam, não o verdadeiro evangelho, mas um falso. Paulo viu esses ministros em seu dia: “Pois, se alguém lhes vem pregando um Jesus que não é aquele que pregamos, ou se vocês acolhem um espírito diferente do que acolheram ou um evangelho diferente do que aceitaram, vocês o toleram com facilidade” (2 Coríntios 11:4, Gálatas 1:6-9) . Eles vieram, sem ser convidados, pela porta dos fundos para contrariar o evangelho que Paulo pregou (Gálatas 2:4). Eles usaram a palavra de Deus para seu próprio benefício, como Paulo implica: “Ao contrário de muitos, não negociamos a palavra de Deus visando lucro; antes, em Cristo falamos diante de Deus com sinceridade, como homens enviados por Deus” (2 Coríntios 2:17). 

Os falsos pregadores têm “uma aparência de piedade, mas negando o seu poder” (2 Timóteo 3:5). Eles são recipientes vazios. Seu evangelho não tem poder para salvar ninguém do pecado. Paulo adverte para não ter nada a ver com eles. Eles “resistem à verdade” e são homens “de mentes depravadas”, que, “são reprovados na fé” (2 Timóteo 3:8). Deus os entrega a mentes depravadas para pensar e fazer o que não devem pensar e fazer. Estes falsos ministros auto-chamados e auto-enviados são rejeitados por Deus. 

Estes falsos ministros pregam um falso evangelho de sua própria invenção, geralmente baseado em psicologia; recusando-se a acreditar no verdadeiro evangelho, eles pregam um evangelho de imitação que envia pessoas para o inferno. 

A verdadeira autoridade cristã é apenas a Escritura e nada adicional é necessário, seja essa “adição” uma tradição, ou psicologia, ou reivindicação, “o Senhor me disse”, ou um sonho, ou uma visão ou um falso milagre.

Somente as Escrituras precisam ser ensinadas, e é a verdadeira pregação do evangelho que nos liberta, como Paulo declara: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gálatas 5:1). 

Qualquer pregador que se recusa a acreditar na autoridade absoluta das Escrituras (2 Timóteo 3:16) é um falso ministro; e anula seus ensinamentos, porque se ele não acredita na inerrância da Bíblia; quais outros assuntos errôneos está ensinando? 

Um falso ministro prega o que as pessoas querem ouvir, e não o que Deus quer que eles saibam. A maioria dos pregadores de televisão e rádio pregam um falso evangelho. Eles não pregam a regeneração, mesmo que nada mais é importante, a menos que sejam novas criações. Eles não pregam o arrependimento, a lei de Deus, a santidade de Deus e a exigência de santidade de Deus. Pois Deus é santo; Ele é aquele que nos santifica (Levítico 22:32). Se não estamos vivendo vidas santas, não somos cristãos. Isso soa muito duro, mas Deus disse que Ele nos santifica e Jesus disse que “somente aquele que faz a vontade de meu Pai” entrará no céu (Mateus 7:21). 

Os ministros falsos não pregam uma fé salvadora que conduz à obediência a Deus. Eles também não falam sobre o julgamento e o inferno. Em vez disso, eles pregam a auto-suficiência, a auto-estima, a psicologia, o emocionalismo e o pragmatismo puro, que diz que, se algo me faz sentir bem, então é bom – que pensamento louco é este, mas é isto o que esta acontecendo! 

Os falsos mestres pregam um evangelho que promove saúde, riqueza, poder e fama. Eles pregam o falso ecumenismo e a teologia da libertação marxista. Eles nunca pregam o sofrimento por causa de Jesus: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará. Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mateus 16:24-26, Lucas 9:23). 

Os ministros falsos pregam apenas para ganhar dinheiro. Na verdade, eles não têm outro motivo. Eles distorcem o evangelho para torná-lo palatável para que as pessoas crédulas lhes dêem dinheiro. Eles eliminam todas as verdades que as pessoas não querem ouvir, como o arrependimento, a regeneração, a vida santa, o inferno e o julgamento. Eles são como Judas, que foi, no final, possuído pelo demônio. Ele roubou dinheiro e vendeu Jesus por trinta moedas de prata. Eles são como Simão Mago, que desejava comprar o Espírito Santo e negociá-lo para obter lucro (Atos 8). Os falsos ministros são charlatães, e os vemos em todo o mundo. Eles estão cheios de ganância. 

Um pastor verdadeiro não deve ser amante do dinheiro. Pedro escreve: “pastoreiem o rebanho de Deus que está aos seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade, como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir” (1 Pedro 5:2). 

Muitos pastores descobrem o que a congregação quer ou não quer ouvir em vez de ensinar sobre a salvação e o senhorio de Jesus Cristo. Lembre-se, o lobo disfarçado de ovelha fala palavras agradáveis, nunca te deixa ansioso e escolhe apenas tópicos que agradam as multidões. 

Em seu aviso final à igreja, especificamente para o jovem Pastor Timóteo, Paulo implica que a doutrina sã pode ser desagradável para ouvir. É por isso que apenas os verdadeiros pastores e líderes corajosos devem ser escolhidos pelas igrejas para ensinar seu rebanho. Eles entendem essas coisas e estão dispostos a pagar o preço, enquanto outros não estão. 

Esperamos que Deus levante igrejas que serão corajosamente fiéis ao ensinar e a pregar a Palavra de Deus e que não diluam as doutrinas e adaptem às mudanças ocorridas na sociedade nos últimos anos. A sociedade muda, mas a Palavra de Deus nunca muda, é a mesma hoje e para sempre. Não há nada que dê permissão a ninguém para distorcer o que eles querem ensinar da Bíblia. A sociedade não deve mudar o que a Palavra diz; pelo contrário, a Palavra deve mudar a sociedade! 

Hoje existe uma grande apostasia na igreja e muitos querem ser politicamente corretos para não ofender ninguém, mas Jesus disse: “Ai do mundo, por causa das coisas que fazem tropeçar! É inevitável que tais coisas aconteçam, mas ai daquele por meio de quem elas acontecem!” ( Mateus 18:7). 

A controvérsia não é nada de novo para a igreja, mas hoje algumas das maiores controvérsias são aquelas em que os líderes e as pessoas comprometem a Palavra de Deus para se adaptar a um mundo que sempre está mudando. Que isto nunca seja assim em sua Igreja. 

Precisamos orar por aqueles que são escolhidos e designados para serem pastores e professores para permanecerem firmes como Jesus, mesmo em meio a críticas. Precisamos de mais pastores fiéis que pregarão, ensinarão e defenderão a verdade das Sagradas Escrituras. 

Lembre-se, a Bíblia é o único instrumento que você precisa porque: Toda Escritura é dada por Deus. E toda a escritura é útil para ensinar e para mostrar às pessoas o que é errado em suas vidas. É útil para corrigir falhas e ensinar a maneira correta de viver. Ao usar as Escrituras, aqueles que servem a Deus estarão preparados e terão tudo o que precisam para fazer toda boa obra (2 Timóteo 3:16-17).

Publicado por: mvmportugues | março 8, 2018

PORQUE O MUNDO ODEIA OS CRISTÃOS – João 15:18-25

Jesus disse aos discípulos que o mundo os odiaria, mas que tivesse em mente que antes Me odiou. Ele estava os advertindo que após a Sua partida, que eles enfrentariam uma perseguição severa, não apenas do mundo pagão, mas também de grupos e líderes religiosos. O Senhor queria que eles soubessem o que antecipar e como responder à hostilidade que eles experimentariam. 

Aqui estão algumas razões pelas quais os pecadores e os hipócritas odeiam os verdadeiros cristãos, ou seja, os filhos de Deus:

  • O pai do pecador é o diabo – Satanás odeia a Deus e a Jesus – o Pai de um cristão verdadeiro é Deus – portanto; Satanás odeia os filhos de Deus.
  • Os pecadores têm o espírito de Satanás vivendo em seus corpos, controlando suas mentes e espíritos.
  • Os crentes têm a Força mais poderosa do universo que vive nos seus corpos; portanto, o Espírito Santo controla o que um cristão deve dizer, pensar e fazer.
  • Jesus nos advertiu que todo pecador e hipócrita no mundo está nos braços do “maligno” e alguns teólogos interpretaram esta afirmação de que toda pessoa pecadora está cometendo fornicação espiritual, enquanto está nos abraços de Satanás e no mau sistema do mundo como 1 João 5:19 afirma: “Sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do maligno.” Neste versículo, o Espírito Santo acaba de definir por que os verdadeiros cristãos são odiados por hipócritas e pecadores. 

Precisamos entender que Jesus Cristo é Aquele que unifica ou divide pessoas. Os cristãos são conhecidos por seu amor, mas o mundo é conhecido pelo seu ódio (vs. 17 e 18). Jesus começa dizendo se o mundo os odeia, ou seja, o sistema organizado sob o domínio de Satanás que se opõe a Deus e ao Seu Filho, para ter em mente que antes Me odiou. O Senhor quer que saibamos que, por trás do ódio do mundo para nós, está o ódio por Ele. E esse ódio não é apenas para Ele, mas para o Pai também: “Aquele que me odeia, também odeia o meu Pai” (João 15:23). 

Há razões pelas quais o mundo odeia os cristãos. Primeiro, não estamos mais identificados com o mundo. Em João 15:19, Jesus diz: “Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.” Jesus foi odiado pelos fariseus, saduceus e professores da lei e que ao ser identificados com Cristo, eles também seriam odiados. Este cenário não estava ocorrendo apenas durante aquele tempo, mas está acontecendo para os cristãos desde que nosso Senhor partiu deste mundo. 

E Ele continua: “Lembrem-se das palavras que eu lhes disse: Nenhum escravo é maior do que o seu senhor.Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês” (João 15:20). Jesus diz a Seus discípulos para “lembrar” de que eles seguirão os Seus passos; portanto, como seguidores de Cristo, não podemos esperar que as coisas sejam mais fácil para nós do que foram para Ele. Quando nossas vidas verdadeiramente reflectem Seu caráter e convocação, experimentaremos rejeição ou aceitação de pessoas que nos rodeiam. A realidade é que, como verdadeiros cristãos, nós temos um Mestre diferente, enquanto o mundo serve a Satanás. 

Em João 15:21, Jesus diz: “Tratarão assim vocês por causa do meu nome, pois não conhecem aquele que me enviou.” Aqui, Ele lhes diz que o mundo perseguirá os cristãos porque eles não conhecem Deus. 

O problema fundamental das pessoas no mundo é que eles não conhecem o Deus vivo e verdadeiro. Em vez disso, eles compõem seus próprios deuses. Mesmo os ateus adoram seu próprio intelecto como supremo, recusando-se a reconhecer que tudo o que eles têm vem de Deus (1 Coríntios 4:7) e que eles darão conta a Ele quando morrerem (Hebreus 9:27). No entanto, precisamos entender que conhecer Deus é a essência da vida eterna que Cristo dá a todos os que crêem Nele. 

Precisamos estar cientes de que muitos incrédulos possivelmente não possuem uma Bíblia ou talvez nunca quiseram ler a Bíblia. É possível também que nunca tenham ouvido uma apresentação clara do evangelho e, portanto, a razão que eles não conhecem Deus é porque eles não sabem quem Ele é. 

Tendo mencionado a ignorância do mundo sobre Deus, Jesus explica nos próximos quatro versículos porque o mundo não conhece Deus. “Se eu não tivesse vindo e lhes falado, não seriam culpados de pecado. Agora, contudo, eles não têm desculpa para o seu pecado. Aquele que me odeia, também odeia o meu Pai” (João 15:22-23). A vinda de Cristo destacou o pecado nos corações humanos; Ele ressaltou o pecado para que as pessoas tivessem menos motivos para reivindicar a ignorância. Paulo explica este ponto em Romanos 6:14, “Pois o pecado não os dominará, porque vocês não estão debaixo da Lei, mas debaixo da graça.” E ele continua em Romanos 6:15-23, usando a analogia da escravidão para mostrar que não pecaremos sob a graça porque fomos libertados do pecado e nos tornamos escravos da justiça. 

Jesus continua: “Se eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a mim e a meu Pai” (João 15:24). Jesus realizou todos os tipos de milagres. Ele curou os doentes, expulsou demônios, alimentou milhares, acalmou o mar e ressuscitou os mortos. No entanto, o mundo rejeitou Suas obras. Em alguns casos, o mundo atribuiu as obras de Jesus a Satanás (Mateus 12:24). Não importa o que Jesus disse ou fez, o mundo escolheu ignorá-Lo e se rebelou contra Ele. Infelizmente, mesmo a morte e ressurreição de Jesus Cristo não convenceu a maioria das pessoas de que Jesus é Deus. Conseqüentemente, o mundo está condenado por rejeitá-Lo (João 3:18, 36). 

Então, Ele diz: “Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-me sem razão’” (João 15:25). A razão final para a rejeição do mundo de Jesus e de Sua revelação do Pai é encontrada nas Escrituras do Antigo Testamento. As mesmas palavras que me odeiam sem razão são citadas em Salmos 35:19, 69:4 e 109:3, onde normalmente é entendido, que a citação que nosso Salvador aqui se refere é onde David diz, falando de si mesmo e do Salvador profeticamente: “Não deixes que os meus inimigos traiçoeiros se divirtam à minha custa; não permitas que aqueles que sem razão me odeiam troquem olhares de desprezo.” Nosso Salvador se refere a isso como sendo aplicável a Si mesmo. Jesus está dizendo: O mundo rejeitou o Antigo Testamento e as minhas próprias palavras e obras e isso resultou na rejeição de Deus. 

Apesar do ódio do mundo, devemos testemunhar ao mundo a verdade sobre Jesus Cristo (João 15:26-27). Jesus nos tem neste mundo para proclamar a Sua glória como 1 Pedro 2:9 afirma: “Vocês, porém, são geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo exclusivo de Deus, para anunciar as grandezas daquele que os chamou das trevas para a sua maravilhosa luz.” 

Então, como podemos testemunhar diante de um mundo tão hostil? Jesus mostra que somente podemos fazê-lo através do Espírito da verdade, e o Espírito Santo usa os crentes para testemunhar a outros sobre a verdade de Cristo. 

O apóstolo Paulo, que sabia tudo sobre ser perseguido, disse: “Orem também por mim, para que, quando eu falar, seja-me dada a mensagem a fim de que, destemidamente, torne conhecido o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador preso em correntes. Orem para que, permanecendo nele, eu fale com coragem, como devo falar” (Efésios 6:19-20). Como embaixadores de Cristo, é para isso que todos os cristãos devem orar também.  

Jesus disse aos que acreditaram e acreditariam Nele: “Se vocês permanecerem firmes na minha palavra, verdadeiramente serão meus discípulos. E conhecerão a verdade, e a verdade os libertará” (João 8:31-32).

Publicado por: mvmportugues | março 1, 2018

O MINISTÉRIO VITAL DO ESPÍRITO SANTO – Gálatas 3:1-5

Ó gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Não foi diante dos seus olhos que Jesus Cristo foi exposto como crucificado? Gostaria de saber apenas uma coisa: foi pela prática da Lei que vocês receberam o Espírito, ou pela fé naquilo que ouviram? Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio? Será que foi inútil sofrerem tantas coisas? Se é que foi inútil! Aquele que lhes dá o seu Espírito e opera milagres entre vocês realiza essas coisas pela prática da Lei ou pela fé com a qual receberam a palavra? (Gálatas 3:1-5) 

Paulo começa a abordar os gálatas como insensatos, por causa da falta de compreensão e da ausência do Espírito Santo neles. Muitos hoje, caem nesta mesma categoria sem ter conceito do ministério do Espírito Santo e, portanto, fazem uma zombaria Dele. Mas os verdadeiros cristãos que têm a liderança do Espírito Santo sabem que: “Deus não é um Deus de desordem, mas de paz” (1 Coríntios 14:33). 

É o Espírito Santo que nos convence do pecado, da justiça e do julgamento. É o Espírito Santo que produz em nós o arrependimento. É o Espírito Santo que nos regenera e nos dá nova vida. Nós nascemos do Espírito, uma vez que temos pleno conhecimento de quem Ele é, e por que Jesus prometeu que enviaria um Conselheiro, uma vez que Ele se foi desta terra para ser o nosso Intercessor no céu perante ao Pai (João 14:16, Hebreus 10:10-14). 

É o Espírito Santo que produz em nós fé e submissão a Cristo. É o Espírito então quem nos dá vida eterna. Em seguida, somos habitados pelo Espírito, batizados pelo Espírito no corpo de Cristo, dotados pelo Espírito para ter dons espirituais que são usados ​​para ministrar para a edificação do corpo dos crentes. Somos segurados para a vida eterna pelo Espírito. Estamos separados do pecado pelo Espírito. Tudo isso ocorre no momento da nossa salvação quando aceitamos Seu presente gratuito de graça. 

No versículo 3, Paulo pergunta aos gálatas: “Será que vocês são tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?” Basicamente, ele está perguntando, ‘agora que você é salvo, é hora de colocar o Espírito Santo de lado e confiar em sua própria sabedoria, em sua própria força, em sua própria capacidade de alcançar a perfeição? 

Hoje, este também é um grande problema no cristianismo contemporâneo. Há muito pouca discussão, muita pouca conversa, muito pouco diálogo, muito pouco ênfase no ministério do Espírito Santo em santificação; e muitas religiões ensinam a doutrina errônea de que você só pode chegar ao céu fazendo boas obras quando a Bíblia nos ensina que: “Vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês, é dom de Deus; não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9). 

Precisamos entender que o único meio de ser aperfeiçoado na vida cristã é pelo ministério do Espírito Santo. Não é algo que você pode alcançar sozinho, já que é somente o Espírito que nos leva à intimidade com Deus. O Espírito ilumina a Escritura. O Espírito glorifica Cristo em nós e para nós. O Espírito nos orienta pessoalmente para fazer a vontade de Deus. O Espírito ministra através de nós, como vemos em Atos 1:8, que o Espírito Santo veio viver em nós, e seremos testemunhas para Ele. O Espírito intercede conosco constantemente diante de Deus, sempre em Sua vontade perfeita. “Da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que sonda os corações conhece a intenção do Espírito, porque o Espírito intercede pelos santos de acordo com a vontade de Deus” (Romanos 8:26-27). 

Quando andamos no Espírito, Ele produz humildade (Efésios 4:2-3), pureza (Romanos 13:13), contentamento (1 Timóteo 6:6), fé (2 Coríntios 5:7), boas obras (Efésios 2:10), separação (2 Tessalonicenses 3: 6), amor (Efésios 5:2-3), luz (Efésios 5:8-9), sabedoria (Efésios 5:15-16) e verdade (3 João 3:4). 

Deus falou através do Espírito Santo ao Seu povo por centenas de anos, e revelou a Jeremias a maravilhosa profecia da Nova Aliança, indicando que um dia lhes traria salvação, e que todos os crentes da Nova Aliança também seriam beneficiados. “Eis que os dias estão chegando”, declara o Senhor, “quando farei uma nova aliança com a comunidade de Israel e com a comunidade de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus antepassados quando os tomei pela mão para tirá-los do Egito (esta é a Aliança Mosaica, a Aliança de Lei dada no Monte Sinai) – Minha aliança que eles quebraram, apesar de eu ser o Senhor deles, diz o Senhor. “Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor:“Porei a minha lei no íntimo deles e a escreverei nos seus corações” (Jeremias 31: 31-35). Nesta Nova Aliança, Deus escreve a Sua lei no coração; e, em vez de ser uma pressão externa à qual o homem obedece e se conforma, torna-se uma motivação interna da alma. 

Ezequiel também foi inspirado a escrever sobre a Nova Aliança: “Darei a vocês um coração novo e porei um espírito novo em vocês; tirarei de vocês o coração de pedra e lhes darei um coração de carne. Porei o meu Espírito em vocês e os levarei a agirem segundo os meus decretos e a obedecerem fielmente às minhas leis” (Ezequiel 36:26-27). E no capítulo seguinte ele reitera a mensagem: “Porei o meu Espírito em vocês e vocês viverão, e eu os estabelecerei em sua própria terra. Então vocês saberão que eu, o Senhor, falei, e fiz, declara o Senhor” (Ezequiel 37:14). 

A vida da Nova Aliança é, então, a vida no Espírito. O Espírito se torna para nós aquela fonte de água viva divina que fluem sem parar, fornecendo todos os recursos espirituais que poderíamos precisar e muito mais. Então, quão tolo é quando vivemos nossas vidas cristãs para nos afastarmos desta fonte de águas vivas, o Espírito Santo que mora em nós, para cisternas rachadas que não retêm água, como afirmou Jeremias 2:11-15. Se queremos viver no nível espiritual, se quisermos viver no poder de Deus, devemos viver no Espírito. 

Tenha em mente que até que estejamos no céu, o pecado ainda está presente; e ao nosso redor. Somente quando obedecemos ao Espírito Santo, não realizaremos os desejos de nossa natureza pecaminosa, o que significa que os desejos ainda estão lá, embora estejamos em Cristo e fomos justificamos. O pecado nos conquistará se não escutamos o Espírito Santo. 

Para nos ajudar, Gálatas 5:16 resume tudo sobre como viver a vida cristã. “Deixem que o Espírito de Deus dirija a vida de vocês e não obedeçam aos desejos da natureza humana.” Isso é triunfo, é vitória, é conquistar o pecado, a natureza humana que está em nós. É tão simples; quando nossa vida como um cristão se desenvolve cada passo que tomamos precisa estar sob o poder e controle do Espírito. 

Quando você é tentado, lembre-se de que “se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Coríntios 5:17). E que “fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim” (Gálatas 2:20). 

Aqui estão as últimas palavras reconfortantes de Jesus para Seus discípulos, e que também deveriam ser para nós: “Mas quando Ele, o Espírito da verdade, vem, Ele o guiará para toda a verdade. Ele não falará por Ele mesmo; Ele falará apenas o que Ele ouve, e Ele lhe dirá o que está por vir. Ele me glorificará, porque é de Mim que Ele receberá o que Ele lhe fará conhecer. Tudo o que pertence ao Pai é Meu. É por isso que eu disse que o Espírito receberá de Mim o que Ele te dará a conhecer” (João 16:13-15).

Publicado por: mvmportugues | fevereiro 22, 2018

A IMPORTÂNCIA DE VIGIAR E ORAR – Lucas 21:34-36

“Tenham cuidado, para não sobrecarregar o coração de vocês de libertinagem, bebedeira e ansiedades da vida, e aquele dia venha sobre vocês inesperadamente. Porque ele virá sobre todos os que vivem na face de toda a terra. Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar em pé diante do Filho do homem” (Lucas 21: 34-36). 

Jesus está falando sobre a vigilância, sobre estar alerta, sobre estar pronto. A palavra “atento” fala da necessidade de estar velando contra a calamidade súbita. Portanto, as pessoas que professam ser cristãos precisam viver à luz do fato de que o Senhor pode vir a qualquer momento e, portanto, precisamos estar sempre em guarda, sempre estar atento porque o retorno Dele é iminente, que significa que é provável que ocorra a qualquer momento. 

Jesus lista três coisas que podem pesar nos nossos corações; (1) a libertinagem; (2) a embriaguez; e (3) a ansiedades da vida. A expressão “aquele dia” refere-se ao tempo do fim e ao dia do retorno do Senhor. “Estejam sempre atentos” significa que estou os alertando. 

Em Mateus 24:36-39 Jesus diz: “Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai. Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do homem.” 

Aqui, vemos novamente uma compreensão urgente da necessidade de estar pronto. E nestes versículos, Jesus adverte que será como nos dias de Noé. Assim como Noé pregou por 120 anos e ninguém o ouviu, da mesma forma, as pessoas hoje não estão interessadas em ouvir, preparar ou aguardar Sua segunda vinda. 

É de se esperar que os incrédulos vivam de forma indiferente e irresponsável, e sem consideração pelo Senhor; mas certamente não esperamos que os crentes se aproveitem da Sua ausência e se comportem de forma irresponsável. 

Um verdadeiro crente quer viver com tanta antecipação da vinda de Cristo que seu coração não está sobrecarregado com o pecado. O apóstolo João colocou isso dessa maneira em 1 João 2:28; “Filhinhos, agora permaneçam nele para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos envergonhados diante dele na sua vinda.” 

Você está preparado para conhecer Jesus? Você fez a preparação espiritual necessária? A Bíblia nos diz: “Não amem o mundo nem o que nele há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. Pois tudo o que há no mundo — a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo” (1 João 2:15-16). 

Jesus nos diz: “Estejam sempre atentos e orem para que vocês possam escapar de tudo o que está para acontecer, e estar em pé diante do Filho do homem” (v.36). 

No Jardim de Getsêmani, Jesus pediu a seus discípulos “Fiquem aqui e vigiem comigo”, mas quando Ele retornou, Ele os encontrou adormecidos e advertiu: “Vigiem e orem para que não caiam em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mateus 26:41). 

Precisamos velar e orar para que Deus faça com que os fiéis sejam considerados dignos. Nossa fé, nossa vigília e oração, nossa confiança no retorno de Cristo é contada como justiça. Assim como Abraão acreditou em Deus e foi considerado como justiça. 

Vigiar e orar, faz com que o crente escape das coisas que vêm à Terra e se justifica diante do Filho do Homem quando Ele vier, prontos para comparecer perante o Senhor; justificado, pronto para ser formado semelhantes ao seu corpo glorioso (Filipenses 3:21); pronto para ser conforme à imagem de seu Filho (Romanos 8:29); e pronto para “servir a Deus dia e noite no templo dele” (Apocalipse 7:15). 

Então, como podemos fazer isso? A arma que Jesus usou para superar era a oração e a Palavra de Deus. Os discípulos de Jesus hoje também devem velar e orar. Somos facilmente distraídos por este mundo, nossas necessidades e desejos carnais e pelos esquemas do inimigo (2 Coríntios 2:11). Quando nós desviamos os olhos de Jesus e de Seu retorno em breve, nossos valores começam a mudar, nossa atenção vagueia, e logo vivemos como o mundo e produzimos pouca fruta para o Reino de Deus (1 Timóteo 6:18-19). Ele nos advertiu de que devemos estar preparados para em qualquer momento comparecer perante Ele e dar uma conta da nossa vida (Romanos 14:12; 1 Pedro 4:5, Mateus 12:36). 

“Estejam sempre atentos e orem”. Só podemos permanecer fiéis quando nos dedicamos à oração. Para vigiar, devemos orar por resistência e liberdade de distrações (João 14:14). Quando vivemos com a ansiosa expectativa do retorno do Senhor, somos mais propensos a manter nossas vidas puras e nossos corações preparados para encontrá-Lo. 

A vigilância leva à santidade e queremos viver com uma consciência limpa para que, quando o Senhor vier, podemos encontrá-Lo com uma mente clara e pura. Isso significa que precisamos ter uma união constante com Deus e buscá-Lo para ter o poder de superar todo pecado. 

A nossa necessidade como cristãos é obedecer o comando de Jesus aos Seus discípulos: “Estejam sempre atentos e orem…” Esteja alerta de todas e quaisquer tentações que possam causar calamidades e encontre força através da oração para comparecer perante o Filho do Homem. 

Lembre-se de que, quando falharmos, “se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9).

 

Publicado por: mvmportugues | fevereiro 15, 2018

CLAMANDO A DEUS E FOCANDO EM SUA PALAVRA – Jeremias 29:12-14

“Então vocês clamarão a mim, virão orar a mim, e eu os ouvirei. 13 Vocês me procurarão e me acharão quando me procurarem de todo o coração. 14 Eu me deixarei ser encontrado por vocês’, declara o Senhor, ‘e os trarei de volta do cativeiro… ” (Jeremias 29: 12-14) 

Deus vê o nosso amanhã antes que se torne o nosso ‘hoje.’ “Porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro” (Jeremias 29:11). 

Ele vê o início da nossa vida e Ele vê o fim e tudo entre o começo e o fim. O Salmo 139:16 diz: “Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda nenhum deles existia.” 

O Senhor conhece os planos que Ele tem para nós e Ele está esperando pacientemente que venhamos a Ele (vs. 12-14), e quando o obedecemos, Ele nos traz de volta do cativeiro de nossos pecados e nos torna saudáveis de novo. 

Como crentes precisamos entender que Deus não é apenas nosso Criador, mas que Ele também precisa ser o Senhor da nossa vida. Portanto, quando tiramos os olhos do nosso Salvador, começamos a perder-Lo de vista e começamos a orientar nossa vida na direção do pecado, de provas, de oportunidades e bênçãos perdidas. 

Ao longo da história, Satanás sempre planejou esquemas e diversões para que nós tiremos nossos olhos do Senhor. Portanto, é muito importante ser bem consciente e alerta dos desvios que o diabo planeja para cada um de nós todos os dias. 

Muitas vezes somos consumidos pelo trabalho, pelas coisas mundanas e pela tecnologia durante todo o dia e só reconhecemos a Deus antes de ir dormir com uma oração rápida de 20 segundos. Que terrível falta de respeito e de agradecimento por tudo que nosso Senhor faz por nós! 

Quando permitimos que as coisas mundanas consumam nossas vidas, nós nos afastamos de Deus é quando Satanás reivindica a vitória para nos alienar de nosso Pai celestial. Precisamos lembrar que a Escritura nos diz para “não se amoldar ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). 

Deus não nos criou para viver uma vida distraída, Ele nos criou para viver uma vida cheia de Jesus. Embora vivamos em um mundo imperfeito, a Bíblia nos diz que “não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar” (1 Coríntios 10:13); para que nosso foco sempre seja redirecionado em direção a Ele. 

É extremamente importante manter-se focado em Cristo “olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus” (Hebreus 12:2); porque, se não o fizermos, seremos como Pedro que se distraiu com o vento e o mar rugindo, perdeu a fé e começou a afundar (Mateus 14:28-31). 

Devemos seguir o exemplo de Maria, que se sentou fielmente aos pés do Mestre e ouviu o que Ele estava ensinando, em vez de Marta, que estava muito distraída por todas as exigências que ela colocou em si mesma em vez de curtir a visita de Jesus, seu Criador e Salvador, que estava lá só por um curto período de tempo antes de ser crucificado (Lucas 10:38-42). 

Como vemos, Satanás procura distrair-nos de qualquer maneira possível, é por isso que está escrito: “Estejam alertas e vigiem. O Diabo, o inimigo de vocês, anda ao redor como leão, rugindo e procurando a quem possa devorar” (1 Pedro 5: 8). Mas nós temos o antídoto perfeito porque quando nós nos “submetemos a Deus, resistimos ao Diabo, ele fugirá” (Tiago 4:7). 

Temos que priorizar nosso tempo. Deve haver um tempo para a oração diária. Quando as coisas ficam agitadas, a coisa mais sábia a fazer é tomar um tempo e ir a um lugar calmo para ouvir Deus, assim como Jesus fez tantas vezes. A Escritura nos diz que se você se aproximar de Deus, Ele se aproximará de você (Tiago 4:8). 

Precisamos nos concentrar no Senhor para orientação diária meditando nas Escrituras porque Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e para sempre. E, como disse Josué: “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido” (1:8). 

Quando caminhamos com o Senhor e nos aproximamos Dele com todo nosso coração, Ele se torna nosso foco. Nosso coração anseia por Ele e busca Sua presença. Nosso desejo de ter comunhão com Cristo e ser como Ele crescerá enquanto nossos desejos mundanos diminuirão. 

Quando caminhamos com o Senhor, crescemos em nosso reconhecimento do pecado e nossa necessidade de um Salvador. Seremos alertados imediatamente pelo Espírito Santo da nossa transgressão; e o Senhor com o Seu amor infinito, se confessarmos os nossos pecados, é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1:9). 

Nós fomos criados por Deus, para Deus e nossas vidas nunca realizarão seu verdadeiro potencial até que possamos totalmente pertencer a Ele em rendição incondicional ao Seu Senhorio.

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