Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade. Porque cedo serão ceifados como a erva e murcharão como a verdura… Descansa no Senhor e espera nele; não te indignes por causa daquele que prospera em seu caminho, por causa do homem que executa astutos intentos. Deixa a ira e abandona o furor; não te indignes para fazer o mal. (Salmo 37:1-2, 7-8)

A verdade é que não podemos saber todas as razões pelas quais Deus permite que coisas ruins aconteçam. Nós sabemos algumas, porque nós mesmos as causamos. Vivemos em um mundo que é afetado pelo pecado, as dificuldades e as decepções cruzarão mais cedo ou mais tarde o nosso caminho. No entanto, se pedirmos a Deus por discernimento, podemos começar a entender por que Ele permite que algumas coisas ocorrem. Também podemos descobrir como Deus pode converter a situação e trazer benefícios para nossa vida como resultado do sofrimento.

As escrituras nos ensinam que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Romanos 8:28). E Jeremias 29:11 nos diz, porque sou eu que conheço os planos que tenho para vocês’, diz o Senhor, ‘planos de fazê-los prosperar e não de lhes causar dano, planos de dar-lhes esperança e um futuro.

Quando coisas ruins acontecem conosco, devemos procurar as respostas de Deus e ver se Ele está tentando chamar nossa atenção para nos ensinar a desenvolver a maturidade espiritual. Precisamos lembrar que quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente (1 Coríntios 2:14).

Quando confiamos em Deus, podemos ter certeza de que Ele não permitirá que nada aconteça a nós sem a Sua permissão, e Ele não permitirá que nenhuma “coisa ruim” aconteça que não nos traga mais bem do que a destruição. Como a Bíblia nos ensina, não sobreveio a vocês tentação que não fosse comum aos homens. E Deus é fiel; ele não permitirá que vocês sejam tentados além do que podem suportar. Mas, quando forem tentados, ele mesmo lhes providenciará um escape, para que o possam suportar (1 Coríntios 10:13).

É difícil às vezes para nós entendermos a Deus, como Isaías escreve: “Pois os meus pensamentos não são os pensamentos de vocês, nem os seus caminhos são os meus caminhos”, declara o Senhor. “Assim como os céus são mais altos do que a terra, também os meus caminhos são mais altos do que os seus caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os seus pensamentos(55:8–9).

Jesus sofreu muito. Ele “foi desprezado e rejeitado pelos homens, um homem de dores e experimentado no sofrimento (Isaías 53:3). Ele foi ridicularizado, traído, espancado, humilhado, abandonado e falsamente acusado. Você pensa que Jesus foi alguma vez tentado a ser ressentido para com aqueles que causaram Seu sofrimento? Claro que sim. De fato, a Bíblia diz que Ele “passou por todo tipo de tentação, porém, sem pecado” (Hebreus 4:15), mas Ele permaneceu obediente ao Pai.

“Sem pecado” – Aqui está a diferença entre a resposta do homem que é a raiva e a amargura (pecado) e a resposta de Jesus Cristo de confiança e perfeita obediência à vontade do Pai. Como, então, podemos enfrentar a tentação sem pecar? O próximo versículo nessa passagem bíblica nos dá a resposta: Assim, aproximemo-nos do trono da graça com toda a confiança, a fim de recebermos misericórdia e encontrarmos graça que nos ajude no momento da necessidade” (Hebreus 4:16).

Jesus nos mostrou o caminho certo para responder ao sofrimento. Em nossa circunstância difícil, tragédia ou desapontamento, podemos aprender a responder como Jesus o fez. Ao estudar a Palavra de Deus, esteja atento às respostas de Cristo quando Ele sofreu. Precisamos seguir Seu exemplo conforme Deus nos guia pelo Seu Espírito Santo, em cada situação que nos encontramos.

Deus quer que “sejamos conformados à imagem de seu Filho” (Romanos 8:29). Durante este processo o Senhor nos dá graça para responder a cada circunstância como Jesus responderia, e nós desenvolveremos o caráter divino. A Bíblia nos diz que até mesmo o Filho de Deus aprendeu a obediência por meio do que Ele sofreu (Hebreus 5:8).

Se coisas ruins acontecem para nós, deveríamos estar nos perguntando: “É esta situação em que eu me encontro a disciplina de Deus para me corrigir? Deus está tentando chamar minha atenção antes que seja tarde demais? Desobedeci ao meu Pai celestial?” Porque Deus nos ama, Ele nos castiga como um Pai castiga um filho (Hebreus 12:5-11). É importante lembrar que “nenhuma disciplina parece ser motivo de alegria no momento, mas sim de tristeza. Mais tarde, porém, produz fruto de justiça e paz para aqueles que por ela foram exercitados (Hebreus 12:11).

Se o Espírito Santo nos convence do pecado, precisamos nos arrepender e como resultado: Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1:9).

No Antigo Testamento, lemos sobre José, que passou por um terrível sofrimento, sendo vendido como escravo por seus irmãos, ele foi injustamente acusado e falsamente preso. Finalmente, depois de cerca de 12 anos, ele foi colocado em uma posição de grande autoridade, onde ele pode salvar as vidas de sua família e muitos outros. Isto é o que ele disse a seus irmãos: Vocês planejaram o mal contra mim, mas Deus o tornou em bem, para que hoje fosse preservada a vida de muitos (Gênesis 50:20).

Como vemos, se estamos comprometidos com Deus, Ele promete que Ele pode e vai tirar qualquer dor que estivermos sentindo e produzir algo de bom para Sua honra e glória.

O livro de Jó é outro que lida com a questão de por que Deus permite que coisas ruins aconteçam para pessoas boas. Jó era um homem justo (Jó 1:1), no entanto ele sofreu de maneiras que são quase inacreditáveis. Deus permitiu que Satanás fizesse tudo o que ele queria a Jó, exceto matá-lo, e Satanás fez de tudo para tornar a vida de Jó insuportável. Qual foi a reação de Jó? Embora ele me mate, ainda assim esperarei nele (Jó 13:15). E, “o SENHOR deu e o SENHOR tirou; louvado seja o nome do SENHOR ” (Jó 1:21). Jó não entendeu por que Deus permitiu as coisas que Ele fez, mas ele sabia que Deus era bom e, portanto, continuou a confiar Nele. Em última análise, essa deve ser nossa reação também.

Vivemos em um mundo caído e experimentamos os efeitos da queda. Um desses efeitos é a injustiça e o sofrimento aparentemente sem sentido; e quando se pergunta por que Deus permite que coisas ruins aconteçam para pessoas boas, também é bom considerar o seguinte: 

  • Coisas ruins podem acontecer a pessoas boas neste mundo, mas este mundo não é o nosso destino final. Os cristãos têm uma perspectiva eterna: Por isso não desanimamos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos sendo renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno (2 Coríntios 4:16-18). Precisamos sempre lembrar que somos com uma névoa que aparece por um tempo e depois desaparece, e um dia teremos uma grande recompensa.
  • Coisas ruins acontecem a pessoas boas, mas Deus usa essas coisas ruins para um bem definitivo e duradouro. Pois “sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Romanos 8:28). Quando José, inocente de transgressão, finalmente passou por seus terríveis sofrimentos, ele foi capaz de ver o plano de Deus em tudo que lhe aconteceu (Gênesis 50:19–21).
  • Coisas ruins acontecem a pessoas boas e equipam os crentes para um ministério mais profundo. Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação,que nos consola em todas as nossas tribulações, para que, com a consolação que recebemos de Deus, possamos consolar os que estão passando por tribulações. Pois assim como os sofrimentos de Cristo transbordam sobre nós, também por meio de Cristo transborda a nossa consolação” (2 Coríntios 1:3–5). Aqueles com cicatrizes podem melhor ajudar aqueles que estão passando por conflitos.

Como vemos, Deus permite que coisas aconteçam por um motivo. Quer entendamos ou não Suas razões, devemos lembrar de que Deus é bom, justo, amoroso e misericordioso (Salmos 135:3). Freqüentemente, coisas ruins acontecem conosco que simplesmente não conseguimos entender; portanto, em vez de duvidar da bondade de Deus, nossa reação deve ser confiar Nele. Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apóie em seu próprio entendimento; reconheça o Senhor em todos os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas (Provérbios 3:5-6).

Jesus disse: “no mundo você terá tribulação”. O sofrimento é o preço que pagamos por viver em um mundo caído. Amados, não se surpreendam com o fogo que surge entre vocês para os provar (1 Pedro 4:12). Por mais trágicas que sejam as circunstâncias da vida, Jesus advertiu o povo a deixar de se preocupar tanto com tragédias temporárias e começar a se preocupar com a maior tragédia de todas – morrendo separado de Deus.

Embora Deus realmente se importe com a dificuldade que você pode estar experimentando, Ele promete que todo sofrimento para o crente é temporário. O que é muito mais importante é que você seja liberto do sofrimento final – a separação de Deus – e que sua libertação final do sofrimento, venha quando você for conduzido ao céu, porque você é um verdadeiro filho nascido de novo de Deus.

Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos

e bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.
(Mateus 5:6, 8)

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Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus? E, “se ao justo é difícil ser salvo, que será do ímpio e pecador?” (1 Pedro 4:17-18)

À medida que nos familiarizamos com a palavra de Deus, vemos que o julgamento é um tema recorrente em toda a Bíblia. O plano de Deus inclui um julgamento final sobre os iníquos e todos os que rejeitam o sacrifício de Jesus Cristo como pagamento pelos seus pecados (Hebreus 10:26-27). Ao lermos 1 Pedro 4:17, vemos que o julgamento de Deus começa na casa de Deus e que os cristãos também enfrentam o julgamento de Deus: Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus; e, se começa primeiro conosco, qual será o fim daqueles que não obedecem ao evangelho de Deus?

Ao olharmos para este versículo, Pedro está exortando à igreja – a casa de Deus – que estava enfrentando perseguição, para perseverar. Os crentes também estavam lutando para se separar dos antigos pecados mundanos que antes os haviam escravizado:
Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente], armem-se também do mesmo pensamento, pois aquele que sofreu em seu corpo rompeu com o pecado, para que, no tempo que lhe resta, não viva mais para satisfazer os maus desejos humanos, mas sim para fazer a vontade de Deus. No passado vocês já gastaram tempo suficiente fazendo o que agrada aos pagãos. Naquele tempo vocês viviam em libertinagem, na sensualidade, nas bebedeiras, orgias e farras, e na idolatria repugnante. Eles acham estranho que vocês não se lancem com eles na mesma torrente de imoralidade, e por isso os insultam (versículos 1–4). Pedro os faz lembrar que os ímpios enfrentarão o julgamento de Deus e que terão que prestar contas Àquele que está pronto para julgar os vivos e os mortos (versículo 5), mas que os crentes em Cristo devem manter um padrão mais elevado do que antes. As “provações de fogo” que eles estavam enfrentando eram para ajudar a refiná-los como o ouro (versículo 12).

Deus permite dificuldades e sofrimento na vida de Seu povo para purificá-los. Quando somos perseguidos pela causa de Cristo, compartilhamos Seus sofrimentos como Pedro escreve nos versículos 13–14: Mas alegrem-se à medida que participam dos sofrimentos de Cristo, para que também, quando a sua glória for revelada, vocês exultem com grande alegria. Se vocês são insultados por causa do nome de Cristo, felizes são vocês, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus, repousa sobre vocês. E quando compartilhamos Seu sofrimento, é porque queremos conhecê-Lo melhor (Filipenses 3:10). Paulo também repete esse mesmo tema em Romanos 8:17: Se somos filhos, então somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se de fato participamos dos seus sofrimentos, para que também participemos da sua glória.Parte do julgamento de Deus sobre o pecado é o sofrimento físico. Quando Seus filhos experimentam tal sofrimento, não é para nos prejudicar, mas para nos tornar mais parecidos com Cristo. O “julgamento” para os filhos de Deus pode ser considerado disciplina (Hebreus 12:4–11), e é projetado para purificar o pecado de nossa vida e nos ensinar obediência.

Um pai amoroso não disciplina outras crianças, porque elas não são suas, ele somente disciplina seus próprios filhos. Da mesma forma, a disciplina do nosso Pai celestial começa em Sua própria casa, com Seus próprios filhos, a igreja. Ele está reservando para o ímpio um julgamento final que Seus filhos nunca experimentarão (Romanos 8:1). As Escrituras fazem uma distinção entre a disciplina purificadora de Deus na igreja e Sua condenação final aos ímpios: Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, estamos sendo disciplinados para que não sejamos condenados com o mundo (1 Coríntios 11:32).

Nesta época atual, Deus permite circunstâncias dolorosas nas vidas de Sua própria família, não para condenar, mas para amadurecer, convencer e trazer arrependimento (2 Coríntios 7:10). Através do sofrimento, aprendemos a paciência (Tiago 1:2–4). Este tipo de julgamento é para nos encorajar a abandonar o egoísmo e nos aproximarmos Dele (Tiago 4:8). O último julgamento final para os incrédulos será a eterna separação de Deus, da vida, e de tudo que é bom e puro (Mateus 8:11–12; Apocalipse 21:8).

O julgamento que começa na casa de Deus também inclui a disciplina da igreja. A disciplina da igreja não é para os incrédulos, mas para os crentes: “Pois, como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro?” (1 Coríntios 5:12). Os crentes são ordenados a assumir a responsabilidade por outros seguidores de Cristo que possam estar vacilando e indo em direção ao pecado (Tiago 5:20). E muitos pastores e líderes da igreja também precisam ser disciplinados.

Primeira de Coríntios 5:11–13 nos ordena a evitar comunhão com alguém que afirma ser irmão ou irmã em Cristo, mas que insiste em manter um estilo de vida pecaminoso. Jesus apresenta o processo para a disciplina da igreja em Mateus 18:15–17. Alguém que foi confrontado várias vezes e advertido que as escolhas que ele está fazendo estão em oposição a Deus precisa se arrepender. Se ele se recusar a ouvir a igreja, devemos nos afastar dele na esperança de que essa ação drástica traga arrependimento. Como crentes, devemos buscar a santidade e encorajar uns aos outros a persegui-la também (1 Pedro 1:15–16).

No versículo 18, Pedro parece estar citando Provérbios 11:31 – Se os justos recebem na terra a punição que merecem, quanto mais o ímpio e o pecador! E reforça o ponto de que se o pecador justificado é salvo apenas com grande dificuldade, sofrimento, dor e perda, qual será o fim do ímpio?

O cristão superficial, pensa quanto pecado eu posso cometer e não ser julgado? Enquanto um verdadeiro cristão nascido de novo anseia honrar a Jesus em tudo que ele diz e faz, e ele quer que Jesus seja o centro das atenções, cada momento que ele vive.

Como vemos, o desejo de Deus é que Seu povo aprenda a andar em santidade e comunhão com Ele (Romanos 8:29). Como qualquer pai amoroso faria, Deus trará conseqüências desagradáveis ​​sobre Seus filhos pela sua rebelião. Ele espera que os que Ele redimiu pelo sangue de Seu Filho para dar o exemplo para o resto do mundo. Se a igreja não está em busca da santidade, o mundo não vê a necessidade de mudar seu estilo de vida; por isso, o julgamento começa na casa de Deus, com Seus próprios filhos, conforme Ele nos ensina a viver como Cristo.

 

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Publicado por: mvmportugues | junho 26, 2019

GUARDEM-SE DOS ÍDOLOS – 1 João 5:21

O apóstolo João escreve: “Filhinhos, guardem-se dos ídolos.” (​​1 João 5:21)

De acordo com o dicionário Webster, a definição de idolatria é “a adoração de ídolos ou excessiva devoção ou reverência por alguma pessoa ou coisa.” Um ídolo é qualquer coisa que substitua o único Deus verdadeiro. O que seja que valorizemos, o que seja que dirija nossos pensamentos e ações, se torna um ídolo, e esses ídolos entorpecem nosso coração e nos afastam de Deus.

A idolatria se estende além da adoração de imagens e falsos deuses. É uma questão do coração, associada ao orgulho, egocentrismo, ganância, glutonaria e amor pelas posses. Jesus dice: “Ninguém pode servir a dois senhores, pois odiará um e amará o outro; será dedicado a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao dinheiro” (Mateus 6:24).

Já que um ídolo pode ser qualquer coisa que toma o lugar de Deus como o foco e a prioridade mais importantes em nossa vida, vamos dar uma olhada em algumas coisas que são ou podem se tornar ídolos em nossa vida.

O ORGULHO, por definição, é uma opinião excessivamente alta de si mesmo. Isso resulta em que o status da pessoa, suas necessidades, desejos, grandeza e imagem pública são o seu principal interesse e preocupação, independentemente de como isso afeta os outros.

As pessoas orgulhosas pensam que são importantes ou superiores por causa de quem são, o que têm ou o que fizeram. O orgulho é quando levamos o crédito por nossas realizações e esquecemos que Deus é Aquele que nos deu a nossa capacidade. Deus odeia esse tipo de orgulho e, mais cedo ou mais tarde, haverá consequências como vermos com o que aconteceu com o rei Nabucodonosor em Daniel 4:28-37.

Se não reconhecermos que o orgulho é um ídolo, e uma constante tentação e não nos arrependemos dele, não cresceremos espiritualmente à medida que Deus quer para nós. Assim diz o Senhor: “Não se glorie o sábio em sua sabedoria nem o forte em sua força nem o rico em sua riqueza, mas quem se gloriar, glorie-se nisto: em compreender-me e conhecer-me, pois eu sou o Senhor e ajo com lealdade, com justiça e com retidão sobre a terra, pois é dessas coisas que me agrado”, declara o Senhor (Jeremias 9:23-24).

O EGOÍSMO vem do mundo, da carne e do diabo, e grandemente impede nosso crescimento espiritual porque toda a ênfase da Escritura está em nossos relacionamentos com Deus e com os outros.

O desejo de ser o primeiro; o desejo de ter o máximo não são as características de uma pessoa sob o controle do Espírito Santo; na verdade, o oposto é a verdade. As escrituras nos dizem: Contudo, se vocês abrigam no coração inveja amarga e ambição egoísta, não se gloriem disso, nem neguem a verdade. Esse tipo de “sabedoria” não vem dos céus, mas é terrena; não é espiritual, mas é demoníaca.  Pois onde há inveja e ambição egoísta, aí há confusão e toda espécie de males (Tiago 3:14-16).

Somente através da entrega ao nosso Pai podemos nos libertar do ídolo do ego e do egoísmo, e ao fazê-lo, encontramos a liberdade de ser tudo o que Deus nos criou para ser; homens e mulheres de propósito destinados a glorificar nosso Criador Deus.

A GANÂNCIA pode ser descrita como um desejo insaciável de ter mais dinheiro ou posses para satisfação própria, enquanto ignoramos Deus, a eternidade e a necessidade dos outros. Paulo afirma que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1 Timóteo 6:10).

A ganância coloca um valor errado em coisas temporárias. Trata as coisas temporárias como se elas e nós, duraremos na terra para sempre. Mas, de fato, poderíamos morrer hoje ou todas as nossas posses poderiam ser tomadas de nós instantaneamente, como lemos no exemplo bíblico na parábola do rico tolo em Lucas 12:13-21.

O EGOCENTRISMO, uma pessoa autocentrada está excessivamente preocupada consigo mesma e com suas próprias necessidades. Elas são egoístas e tendem a ignorar as necessidades dos outros e só fazem o que é melhor para elas.

Jesus aborda o cerne do pecado do egocentrismo com esta declaração clara: Se alguém quer ser meu discípulo, negue a si mesmo, tome sua cruz e siga-me (Mateus 16:24). Negar a si mesmo significa deixar as coisas materiais que são usadas para gratificar a si mesmo. Negar a si mesmo é abandonar os desejos egoístas e a segurança terrena e concentrar-se nos interesses de Deus (Mateus 6:33); literalmente significa passar do egocentrismo para o centramento em Deus, onde o ego não está mais no comando e Deus está, com Cristo governando nossos corações.

Todos nós temos uma tendência ao egocentrismo que é outra prática de adoração de ídolos. A questão é, o que permitiremos ter controle de nossas vidas; a carne ou o Espírito? (Romanos 13:14; 1 Pedro 2:11; 1 João 2:15-16)

A GULA, comer e beber não são contrários à vontade de Deus. No entanto, o propósito que impulsiona o nosso desejo de comer e beber pode ser. Se estamos comendo e bebendo excessivamente com o propósito de escapar das dificuldades da vida, somos glutões. Não devemos substituir o comer e beber pela dependência de Deus para nos sustentar em momentos difíceis. O propósito de comer e beber é sustentar nossos corpos e não fazer comida ou bebida um ídolo que subjuga nossos sentidos.

Deus nos abençoou enchendo a terra com comidas que são deliciosas, nutritivas e prazerosas. Devemos honrar a criação de Deus desfrutando destes alimentos e comendo-os em quantidades apropriadas. Deus nos chama para controlar nossos apetites, em vez de permitir que eles nos controlem. As Escrituras nos advertem que O destino deles é a perdição, o seu deus é o estômago e eles têm orgulho do que é vergonhoso; só pensam nas coisas terrenas (Filipenses 3:19).

O AMOR DE POSSESSÕES – A Bíblia é clara sobre posses materiais. Se elas são uma prioridade mais alta em nossa vida que Deus; precisamos nos arrepender! Deus nos dá bênçãos para que possamos ser uma bênção para os outros, não para manter um estilo de vida luxuoso para beneficiar nossa ganância.

Precisamos ser lembrados de que a vida não é sobre o aqui e agora, mas sobre a eternidade. Não podemos levar nossas coisas para o céu, mas podemos definitivamente usá-las para beneficiar os outros enquanto ainda estamos vivos. Jesus disse: Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma? (Mateus 16:26)

E em outra ocasião Ele nos advertiu: Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem  furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração (Mateus 6:19-21).

Ídolos não são apenas feitos de materiais como pedra, madeira, etc. As pessoas que não conhecem a palavra de Deus também fazem de pessoas o seu deus, como adorar seus líderes, músicos e artistas. Na Bíblia, vemos onde as pessoas tentaram fazer um deus, um ídolo de Herodes; e Deus matou Herodes com uma morte muito vergonhosa e dolorosa em frente deles. Deus mostrou a estes ímpios, adoradores de ídolos quão estúpidos eram, porque “no dia marcado, Herodes, vestindo seus trajes reais, sentou-se em seu trono e fez um discurso ao povo. Eles começaram a gritar: “É voz de deus, e não de homem”. Visto que Herodes não glorificou a Deus, imediatamente um anjo do Senhor o feriu; e ele morreu comido por vermes. Entretanto, a palavra de Deus continuava a crescer e a espalhar-se(Atos 12:21-24).

Nossos corações e mentes devem estar centrados em Deus e ter um coração bondoso para com os outros. É por isso que, quando perguntaram sobre qual é o maior mandamento, Jesus respondeu: “‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’(Mateus 22:37-39). Quando amamos o Senhor e os outros com tudo o que está em nós, não haverá espaço em nosso coração para a idolatria.

“Por isso, meus amados irmãos, fujam da idolatria.”
1 Coríntios 10:14

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Publicado por: mvmportugues | junho 20, 2019

PARA UM PAI PENSAR – Provérbios 17:6

Coroa dos velhos são os filhos dos filhos; e a glória dos filhos são seus pais.” (Provérbios 17:6)

Um bom pai é aquele que provê e está sempre presente quando a criança precisa dele. 1 Timóteo 5:8 nos diz “…se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua família, negou a fé e é pior do que o infiel.”

Vivemos em um dia em que muitos homens abandonaram sua responsabilidade de sustentar suas esposas e filhos. Mas ser um bom pai é mais do que apenas levar para casa um salário e atender às necessidades físicas de seus filhos. Não basta ser um bom pai de acordo com os padrões do mundo; pois eles também precisam ser os líderes espirituais em seus lares.

Atualmente, estamos sofrendo de falta de “paternidade” no mundo. Os pais estão abdicando de suas responsabilidades e deixando que os filhos sejam criados apenas por sua mãe, avó, parente ou pelo sistema estatal. E enquanto estes tratam de ajudar, um pai não pode ser substituído.

A Bíblia ensina que “a glória dos filhos são seus pais”, no entanto, isso não acontece automaticamente. Requer um pai que veja sua responsabilidade de liderar sua família e que procure cumprir essa responsabilidade não por apenas um dia, uma semana ou um ano; mas ele procura fazer o melhor possível perante Deus por toda sua vida.

A Bíblia nos diz que os homens devem educar seus filhos “no treinamento e instrução do Senhor” (Efésios 6:4) e a advertência é para não irritar seus filhos, para que eles não se desanimem (Colossenses 3:21). As mensagens bíblicas aos pais freqüentemente refletem a real necessidade social de disciplina familiar e liderança piedosa no lar; “instrua uma criança no caminho que deve seguir e, até quando envelhecer, não se desviará dele” (Provérbios 22:6). Lembrando que a correção é boa, e trará a criança aos sentidos, removendo seus pensamentos tolos (Provérbios 22:15). Todo pai que ama seus filhos estabelece regras. Precisamos ensinar aos nossos filhos que existem limites, regras e regulamentos.

Quando um pai estabelece limites, o caráter de seu filho é fortalecido. Nossos filhos precisam saber que há uma diferença entre o que o mundo diz que está bem e o que Deus diz que está bem. Eles precisam saber que existe um Deus onipotente, onisciente, onipresente e imutável que nos deu um padrão de conduta para vivermos. A Bíblia ensina que manter os mandamentos e padrões de Deus convida as bênçãos de Deus e que a violação deles convoca Sua disciplina.

Embora este versículo certamente implique liderança divina, o foco imediato é sobre as crianças. Somos informados de que as crianças recebem “glória” de seus pais! Então, como isso acontece?

Quando esse versículo fala sobre a glória, no sentido bíblico, centra-se no valor, na dignidade ou na reputação da pessoa. Por exemplo, a Escritura ensina que o Senhor Jesus “virá na glória de seu Pai” (Mateus 16:27; Marcos 8:38), e que a reputação de Deus Pai foi conferida a Cristo Jesus: “Porque Ele recebeu de Deus Pai honra e glória” (2 Pedro 1:17).

Então, os pais precisam aprender esse princípio crítico. Sua reputação é refletida em seus filhos. Seu comportamento no trabalho é considerado um indicador do potencial de seus filhos. O que você diz ou faz em momentos de paixão desprotegida ou descontrolada passará para seus filhos; para o bem ou para o mal. O ditado comum “como pai, como filho” é reconhecido através do tempo e da cultura como uma medida precisa da existência humana.

Também precisamos lembrar que o velho ditado de que as ações falam mais alto que as palavras é tão verdadeiro quando se trata de ensinar nossos filhos. O exemplo que vivemos tem muito mais influência sobre eles do que qualquer coisa que possamos dizer. As crianças aprendem pelo que vêem seus pais fazendo.

O Senhor adverte que “a iniqüidade dos pais” será passada “sobre os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração” (Êxodo 34:7). Não seria muito melhor que as crianças recebessem a glória de sua vida justa do que a vergonha de sua iniqüidade? (Salmo 89:45)

Então, vamos seguir o belo exemplo que a Bíblia nos dá em Deuteronômio 6:5-9 Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder. E estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração; e as intimarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te, e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por testeiras entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas.”

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Publicado por: mvmportugues | junho 13, 2019

O QUE ACONTECE APÓS A MORTE? – João 5:24-29

“Eu lhes asseguro: Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não será condenado, mas já passou da morte para a vida. Eu lhes afirmo que está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e aqueles que a ouvirem, viverão. Pois, da mesma forma como o Pai tem vida em si mesmo, ele concedeu ao Filho ter vida em si mesmo. E deu-lhe autoridade para julgar, porque é o Filho do homem. Não fiquem admirados com isto, pois está chegando a hora em que todos os que estiverem nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão; os que fizeram o bem ressuscitarão para a vida, e os que fizeram o mal ressuscitarão para serem condenados.”  (João 5:24-29)

O que acontece quando você morre depende do que acontece antes de você morrer. A Bíblia categoriza a raça humana em duas categorias, a salvada e a perdida. Os salvos são aqueles que confiaram em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador, enquanto os perdidos são os que não confiaram Nele; e o que acontece com os que são salvos é radicalmente diferente do que acontece com os perdidos.

A Bíblia é abundantemente clara sobre este assunto que quando a pessoa salvada morre, sua alma vai diretamente para a presença do Senhor. Isso contradiz o ensinamento chamado “sono da alma”, que implica que na morte um crente “dorme” em uma espécie de animação suspensa até o dia da ressurreição.

Jesus disse ao ladrão na cruz: “Eu te digo a verdade, hoje você estará comigo no paraíso” (Lucas 23:43). O ladrão arrependido passou da vida para o reino chamado de “paraíso”. Como poderia o ladrão estar aquele mesmo dia no paraíso como Jesus lhe disse, se sua alma fosse dormir quando ele morresse? O apóstolo Paulo escreveu: “Estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor” (2 Coríntios 5:8); portanto, no momento da morte, a alma do crente passa imediatamente à presença de Jesus Cristo.

Também precisamos entender que a Bíblia usa o termo “dormir” para descrever a morte somente no caso dos verdadeiros crentes, e nunca para os não-cristãos, como lemos em alguns exemplos do Antigo e do Novo Testamento em 1 Reis 2:10 e João 11:11.

Paulo nos diz: “E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Tessalonicenses 5:23).

Então, como vemos, a humanidade é composta de corpo, alma e espírito, e os três não são os mesmos. 

  • O corpo é puramente físico e passará algum dia, mas enquanto nesta vida é o templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19), para o crente.
  • A alma é a vida animada, ou a sede dos sentidos, desejos, afeições e apetites; e viverá depois da morte em um lugar ou outro, significando céu ou inferno.
  • O espírito é aquela parte de nós que se conecta ou se recusa a se conectar a Deus. Nosso espírito se relaciona com o Seu Espírito, ou aceitando Seus incitamentos e convicções, provando assim que pertencemos a Ele (Romanos 8:16) ou resistindo a Ele e provando que não temos vida espiritual (Atos 7:51).

Agora que esclarecemos a composição do homem, vamos nos concentrar nos aspectos da morte física, morte espiritual e morte eterna ou secundária.

A morte física é a “separação” da parte imaterial de uma pessoa da parte material de uma pessoa. Eclesiastes 12:7 nos diz queo pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu.

A morte não é uma cessação da consciência (por exemplo, “sono da alma”). No entanto, a Bíblia descreve a morte física do crente como “aqueles que dormem” (1 Tessalonicenses 4:13-14), referindo-se ao corpo, e não à alma. Como analogia, no sono físico há uma cessação temporária da atividade física, mas não a atividade do espírito-alma; e a finalidade para a morte física será uma ressurreição física como é declarada em 1 Coríntios 15:52 para o crente e para o incrédulo em Apocalipse 20:11-15.

A morte espiritual, por outro lado, é a separação de Deus. “Não tenham medo dos que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Antes, tenham medo Daquele que pode destruir tanto a alma como o corpo no inferno” (Mateus 10:28).

Em Gênesis 2:17, Deus advertiu a Adão que, no dia em que ele desobedecesse ao mandamento, ele certamente morreria. Obviamente, Adão não morreu fisicamente no dia em que pecou, ​​mas morreu espiritualmente. Sua natureza se tornou contrária à natureza de Deus, porque caiu. E por causa da caída, não podia mais compartilhar o mesmo nível de companheirismo que tinha antes da queda. Como resultado, todos os descendentes de Adão nascem espiritualmente mortos; quem não tem o Espírito não aceita as coisas que vêm do Espírito de Deus, pois lhe são loucura; e não é capaz de entendê-las, porque elas são discernidas espiritualmente (1 Coríntios 2:14). Embora o “homem natural” possa não se sentir espiritualmente morto, ele está morto; e o remédio para a morte espiritual deve ser vivificado pela fé no Messias (João 5:24; Efésios 2:5; Colossenses 2:13).

A morte eterna ou a segunda morte mencionada em (Apocalipse 20:14, 21:8) é uma separação de Deus na eternidade (Mateus 25:41; 2 Tessalonicenses 1:9; Apocalipse 14:11) e é permanente. Esse tipo de morte é o resultado de não crer em Jesus Cristo como seu Salvador (João 3:17-18; João 8:24; Atos 4:12). O lugar da morte eterna ou da segunda morte, o lugar onde os incrédulos estarão para a eternidade, é o lago de fogo (Apocalipse 20:11-15; 21:8).

Para resumir: Para o crente em Jesus Cristo, a Bíblia nos diz que depois da morte as almas dos crentes são levadas para o céu, porque seus pecados foram perdoados por terem recebido a Cristo como Salvador (João 3:16, 18, 36). E na ressurreição dos crentes, seu corpo físico é ressuscitado, glorificado e depois reunido a sua alma. Este corpo-alma-espírito reunificado e glorificado será a posse dos crentes para a eternidade no novo céus e nova terra (Apocalipse 21-22).

Por outro lado, para aqueles que não recebem Jesus Cristo como Salvador, a morte significa punição eterna. Apocalipse 20:11-15 descreve todos os incrédulos mortos sendo ressuscitados, julgados no Grande Trono Branco, e depois sendo lançados no Lago de Fogo.

Por favor, pense seriamente nisso, porque a morte física não é o fim do caminho. Para o crente, é a porta para o céu. Para o incrédulo, no entanto, é o começo de uma passagem para um sofrimento in-imaginável. Estas são todas verdades bíblicas, mesmo que você talvez não acredite nelas. Portanto, esteja pronto para fazer sua escolha enquanto puder, para que você não fique surpreso com o que acontece em seguida.

Se você gostaria de saber como ser salvo, clique neste link; SOBRE A SALVAÇÃO e lembre-se que a cada segundo que vivemos é precioso, porque; “temos somente uma vida que em breve passará, apenas o que é feito para Cristo durará.”

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Publicado por: mvmportugues | junho 6, 2019

UM ENTENDIMENTO BÍBLICO SOBRE FALAR EM LÍNGUAS – Atos 2:11

“Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!” (Atos 2:11)

Vamos começar esclarecendo primeiro que o dom de falar em línguas no Novo Testamento ocorreu há 2000 anos, quando um cristão recebeu o dom do Espírito Santo para falar uma língua que ele não conhecia para ensinar a alguém o evangelho de Jesus Cristo, (1 Coríntios 14:6).

O dom de línguas esteve presente por apenas um tempo, pois a Escritura nos diz que as línguas cessarão(1 Coríntios 13:8). Contudo, se o dom de falar em línguas estivesse ativo na igreja hoje, seria realizado de acordo com as Escrituras. Seria uma linguagem real e inteligível (1 Coríntios 14:10). Seria para o propósito de comunicar a Palavra de Deus a uma pessoa que fala outra língua (Atos 2:6-12), e isso seria feito “com decência e ordem” (1 Coríntios 14:40), “pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos (1 Coríntios 14:33).

Infelizmente, devido ao orgulho, como na igreja de Corinto, um fenômeno que é chamado de glossolalia ou “enunciados extáticos”, significando fazer sons ininteligíveis, enquanto em estado de êxtase está ocorrendo em várias igrejas hoje.

Por favor, entenda que glossolalia é balbuciar em uma língua inexistente, enquanto xenoglossia é uma habilidade sobrenatural de falar fluentemente um idioma que o falante nunca aprendeu. Em contraste com falar uma língua real, estudos mostraram que a glossolalia é um comportamento aprendido.

Existem basicamente dois aspectos da glossolalia. O primeiro, equivale a fazer sons extáticos, que praticamente todo mundo é capaz de fazer ou imitar, e é um comportamento fácil de aprender. O outro aspecto da glossolalia é o êxtase ou a demonstração de euforia em transe, que é muito perigoso. Infelizmente, muitos foram ensinados e acreditam que o principal propósito do dom de falar em êxtase ininteligível ou glossolalia é manifestar o Espírito Santo que está sendo derramado sobre eles exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes. Pensar desta maneira é dar uma bofetada na face de Jesus que nos enviou o Espírito Santo para nos guiar. Em vez disso, alguns escolhem zombar Dele com esse tipo de desempenho; ou talvez não realizam que estão sendo dominados por um demȏnio.

Por favor, leia as Escrituras por si mesmo e não seja enganado por tantos falsos profetas de hoje, lembre-se de que Jesus nos advertiu sobre eles em (Mateus 7:15; Mateus 24:24).

Nós recebemos o Espírito Santo pela fé no Senhor Jesus Cristo. Quando acreditamos que Ele morreu pelos nossos pecados e que Ele ressuscitou da morte, nesse momento nascemos de novo. Naquele mesmo momento, recebemos o Espírito Santo “Porque todos fomos batizados por meio de um Espírito, para formar um só corpo” (1Coríntios 12:13).

Simplificando, há uma tremenda diferença entre o que aconteceu em Atos 2 e a prática da glossolalia na igreja de Corinto e em muitas igrejas hoje.

Deixe-me explicar que a glossolalia é um fenômeno de psiquiatria e de estudos da linguagem, em geral ligado a situações de fervor religioso, em que o indivíduo crê expressar-se em uma língua por ele desconhecida, e inexistente, mas por ele tida como de origem divina; entretanto essas falas são caracterizadas pela repetição da cadeia sonora, sem qualquer significado sistemático e, ainda, com raras unidades linguísticas previsíveis, sendo o falante incapaz de repetir qualquer dos enunciados já pronunciados, a não ser que foram praticadas de ante mão, pelo desejo de falar em línguas desconhecidas.

Paulo deixou perfeitamente claro que o propósito principal do dom de falar em línguas (idiomas compreensíveis) era para ser um sinal para aqueles que não acreditavam e para espalhar as boas novas, o evangelho de Cristo com os outros (1 Coríntios 14:19, 22). Você não faz isso com fala extasiada, gritando, confusão e caindo no chão como uma pessoa bêbada fora da sua mente.

Lembre-se de que é perigoso buscar algo que Deus não está dando, porque você está aberto à falsificação de Satanás. A pesquisa foi concluída, onde 50 supostos falantes de língua estavam falando em línguas desconhecidas, os entrevistadores exigiram que os falantes se identificassem; 95% dos falantes foram identificados como um demônio se manifestando, os outros 5% eram pessoas mentalmente instáveis.

Em Corinto, as práticas falsas do paganismo haviam assumido a igreja. Infelizmente, a mesma coisa está acontecendo hoje. Experiências extáticas e orientadas ao sentimento nunca são associadas no Novo Testamento com a verdadeira obra do Espírito Santo, nunca! Paulo diz: “Mas tudo deve ser feito com decência e ordem (1 Coríntios 14:40). Não é a maneira do Espírito Santo de ter um culto de adoração onde todo mundo pula e começa a orar em línguas desconhecidas, rolando no chão, rindo incontrolavelmente, latindo como cães e tendo um estado caótico total. Cuidado; pois esse tipo de comportamento não é nada mais do que a confusão do paganismo que envolveu a igreja, e Satanás e seus demônios se regozijam com esse tipo de desempenho.

Quando lemos a Bíblia, não há evidências de que Jesus tenha falado em línguas. Se Cristo fosse falar em línguas, teria sido razoável pela lógica de alguns dos falsos mestres de hoje, que Ele fizesse isso no Seu batismo quando o Espírito Santo desceu sobre Ele como uma pomba (Marcos 1:10). No entanto, quando continuamos a ler o versículo 11, o Pai falou do céu com palavras que todos puderam entender, e não temos nenhum registro de Jesus falando em línguas.

No entanto, temos registro de Jesus falando em aramaico, a língua comum falada em Israel naquela época (Marcos 5:41 e Atos 26:14), além de sua língua materna em hebraico.

A primeira ocorrência do verdadeiro falar em línguas ocorreu no dia de Pentecostes em Atos 2:1-4. Quando isso aconteceu, os apóstolos saíram e compartilharam o evangelho com as multidões, falando com eles em sua própria língua: Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!” (Atos 2:11). A palavra grega traduzida em línguas significa literalmente “idiomas”.

Segundo o apóstolo Paulo, e de acordo com as línguas descritas em Atos, falar em línguas entendiveis é valioso para quem ouve a mensagem de Deus em sua própria língua, mas é inútil para todos os outros, a menos que seja interpretado ou traduzido.

O apóstolo Paulo, que falava várias línguas, explicou da seguinte maneira: Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida (1 Coríntios 14:19). Ou seja, se ele falava, latim, grego, aramaico e hebraico, para citar alguns idiomas, por que ele falaria hebraico para seu público em Roma que falava latim?

O Ministério Missão Venture em Português foi dotado por Deus para ensinar, interpretar e traduzir em mais de um idioma. Então, para explicar melhor, se você ler a nossa publicação semanal em um idioma diferente daquele que você entende, o que te serveria? Não faria sentido, e você não ganharia nada com isso.

Lembre-se de que, se o dom de falar em línguas estivesse ativo na igreja hoje, seria realizado de acordo com as Escrituras. Seria uma linguagem real e inteligível porque: O mesmo acontece com vocês. Se usarem palavras incompreensíveis, como alguém saberá o que estão dizendo? Será o mesmo que falar ao vento. Há muitos idiomas no mundo, e todos têm sentido. Mas, se eu não entendo um idioma, sou estrangeiro para quem o fala, e ele é estrangeiro para mim (1 Coríntios 14:9-11).

Deus definitivamente pode dar a uma pessoa o dom de aprender a falar em diferentes idiomas para capacitá-lo a se comunicar com os outros e a compartilhar o Evangelho.

Imaginem quão mais produtivos seriam os missionários se não tivessem que ir para a escola para aprender uma língua estrangeira, e fossem instantaneamente capazes de falar com as pessoas em seu próprio idioma. No entanto, hoje, o falar em línguas não ocorre da maneira como aconteceu no Novo Testamento, apesar do fato de que seria imensamente útil, se fosse assim.

Como aprendemos até agora, o dom de línguas na época dos apóstolos era a capacidade sobrenatural de falar uma língua estrangeira que o falante nunca havia aprendido. Vemos esse dom em uso em Atos 2:4–12, quando os judeus em Jerusalém ouviram o evangelho pregado em uma grande variedade de idiomas.

O objetivo era que todos pudessem entender e se beneficiar da verdade sendo falada. Segundo o apóstolo Paulo, e de acordo com as línguas descritas em Atos, o dom de línguas era para comunicar a mensagem de Deus diretamente a outra pessoa em sua língua nativa. É claro que, se os presentes não conseguissem entender o idioma falado, as línguas seriam inúteis – e foi isso que fez o intérprete necessário; pois o objetivo era a edificação da igreja (1 Coríntios 14:5).

Um dos problemas na igreja de Corinto foi que os que balbuciavam interrompiam durante o culto, chamando atenção para si mesmos, mas suas palavras não faziam sentido, pois ninguém conseguia entendê-los. Isso era muito assustador, presunçoso e perturbador para aqueles que estavam lá para aprender.

Paulo disse aos coríntios que, se dois ou três falantes de línguas reais quisessem falar em uma reunião, então um intérprete espiritualmente talentoso também deveria estar presente. De fato, “se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus (1 Coríntios 14:28).

É lamentável que muitos hoje em dia vêem a “glossolalia ou os enunciados extáticos” como uma forma de discurso sobrenatural que vem de Deus, quando é uma mentira do enemigo e uma ofença a Deus.

Muitos freqüentadores da igreja foram ensinados que uma pessoa tem que aprender a falar em línguas para provar que eles são realmente salvos. Então, depois de estudar as cartas de Paulo e os ensinamentos escriturísticos sobre a cessação do dom de línguas, eles perguntam: “O que devo fazer agora?” Simplesmente: Pare! Pare de balbuciar porque isto não vem do Espírito Santo.

Existem muitos avisos na Bíblia, e este é um deles que nos dá muito para pensar. Em Mateus 7:22-23 Jesus disse: “Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor! Não foi em seu nome que nós profetizamos? Também não foi em seu nome que expulsamos demônios? Não foi em seu nome, ainda, que fizemos muitos milagres?”  Eu, porém, lhes direi abertamente: “Eu nunca os conheci! Afastem-se de mim, seus malfeitores!‘”

Eles estavam falsamente profetizando em nome de Jesus, eles não tinham expulsado demônios, porque demônios não expulsam demônios e eles estavam mentindo quando eles alegaram ter feito milagres em Seu nome. É por isso que é tão importante que nossa fé esteja baseada na Palavra de Deus e que somente fazemos a vontade do Pai que está no céu. 

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.

Mateus 5:8

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Publicado por: mvmportugues | maio 30, 2019

JESUS VEIO PARA BUSCAR E SALVAR O PERDIDO – Lucas 19:10

Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido (Lucas 19:10).

Jesus está afirmando isso, em resposta à multidão, que reclamava que Ele tinha ido ser hóspede de um homem que era pecador, o principal cobrador de impostos, Zaqueu. Mas não entenderam que essa foi a razão pela qual Ele veio ao mundo para buscar e salvar o que estava perdido.

Coletores de impostos não eram populares; eles eram vistos como a escória da terra. Eles serviram Roma para ganho pessoal e tiravam vantagem injusta de seus próprios compatriotas. Zaqueu não era apenas um cobrador de impostos, mas um chefe de coletor de impostos, que fazia as pessoas desprezarem o homem ainda mais.

À luz do ódio público dos coletores de impostos, Jesus escolheu Levi ou Mateus como um de Seus doze apóstolos! Isso mostra o amor de Jesus pelos perdidos e o poder transformador de Sua graça salvadora.

Deus estava definitivamente movendo o coração de Zaqueu para lutar contra as multidões e finalmente subir naquela árvore para que ele pudesse ver Jesus. Ele provavelmente tinha ouvido falar que este Mestre havia escolhido um cobrador de impostos chamado Levi, para ser um dos Seus discípulos, e que Jesus socializava com notórios pecadores. Talvez sua consciência culpada o tenha importunado, e ele pensou: “Talvez Jesus pudesse perdoar meus pecados”.

O próprio Jesus ensinou claramente: “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair” (João 6:44). E novamente Ele o repete no mesmo contexto: “Ninguém pode vir a mim, a não ser que isto lhe seja dado pelo Pai(João 6:65). Se Zaqueu estava nessa árvore para buscar Jesus, foi porque o Pai o estava atraindo a Jesus.

Jesus facilmente poderia ter passado debaixo daquela árvore e nunca olhado para cima. A multidão estava ao redor Dele quando Ele estava passando por Jericó (Lucas 19:1), a caminho de Jerusalém e da cruz (Lucas 18: 31-34; 19:28). Mas quando nosso Senhor veio ao local, Ele olhou para cima e disse: Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje(Lucas 19:5). Zaqueu queria ver Jesus, mas não tinha conhecimento prévio de que Jesus queria vê-lo! De todas as pessoas daquela grande multidão, o Salvador se concentrou nesse homenzinho; Jesus se convidou para ir a sua casa e quis conversar pessoalmente com Zaqueu.

Você já teve uma experiência em que o Espírito de Deus estava lidando com sua alma? Talvez você estivesse ouvindo um sermão e sentiu que estava sendo dirigido diretamente a você, e Jesus te estava chamando pessoalmente. Talvez até agora você possa ouvir o Salvador chamando e dizendo, “siga-me.”

Muitas igrejas esqueceram o propósito do Salvador de buscar e salvar aqueles que estão perdidos. Portanto, é nosso dever, como discípulos de Jesus Cristo, lembrar que: 

  • O amor muda as pessoas, é isso que Jesus fez e deve se tornar a nossa maneira de imitar o Salvador também.
  • Ninguém está além do poder da graça de Deus para alcançar o perdido. Cristo é capaz de salvar “ao máximo”. Devemos oferecer o Evangelho corajosamente ao pior e mais perverso dos pecadores, e dizer, “há esperança”.
  • Vemos aqui uma imagem da compaixão de Cristo para com os pecadores e Seu poder para mudar os corações humanos. Não podemos enfatizar o suficiente que Jesus está pronto para salvar aqueles que estão prontos para recebê-Lo como Senhor e Salvador.
  • Uma pessoa convertida é uma pessoa transformada. As pessoas genuinamente convertidas darão provas externas de sua conversão interior. O pecador convertido viverá uma vida completamente diferente de sua vida anterior; e as palavras de Zaqueu, “A metade de meus bens eu dou aos pobres”, é uma prova inequívoca de que Zaqueu era uma nova criatura.
  • A missão do nosso Mestre é ativa, não passiva. Ele não espera que as pessoas venham a Ele; Ele procura ativamente os perdidos para salvá-los. Portanto, Deus pode nos dar uma visão natural e sobrenatural das pessoas para que possamos ajudá-las.
  • Nosso ministério deve exigir ousadia e não medo, confiando no Espírito Santo para nos guiar naquilo que Ele está nos chamando a fazer.

Nós somos Seus discípulos, e Sua missão é nossa missão. Resgatar as almas de uma eternidade no Lago de Fogo é o maior propósito do universo, tempo e eternidade. Verdadeiros homens e mulheres de Deus e servos de Jesus anseiam como Ele de “buscar e salvar os perdidos.”

Como Charles Thomas Studd escreveu: “Duas pequenas frases que ouvi um dia, viajando ao longo do caminho da vida; trazendo convicção ao meu coração, e que da minha mente não partiria; só uma vida, que em breve passará, só o que é feito para Cristo durará.

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Publicado por: mvmportugues | maio 23, 2019

A CURA BÍBLICA PARA A ANSIEDADE – Mateus 6:27

Qual de vocês, por mais que se preocupe, pode adicionar uma hora à sua vida? (Mateus 6:27)

A ansiedade, a preocupação, a inquietação, a angústia, a agitação, a tensão, a irritabilidade são emoções que experimentamos e que afetam nossa vida, nossas decisões, e, finalmente, a direção de nossa vida. Jesus aborda essa questão em Mateus 6:25-34. Ele não quer que sejamos ansiosos e cheios de preocupação; Ele quer que vivamos a vida confiando Nele. Ele não quer que tomemos decisões baseadas no medo do futuro; antes, Ele quer que a direção de nossa vida seja estabelecida em verdades eternas, em vez de coisas temporais e promessas vazias que o mundo oferece.

A Bíblia nos diz que se preocupar e estar ansioso não é bom; e basicamente significa que nós nos preocupamos porque não confiamos em Deus. Não confiamos que Ele nos ajudará nas situações que enfrentamos e não dependemos Dele para cuidar de nós.

Enquanto Jesus estava ensinando, a palavra “preocupação” é encontrada no minimo seis vezes! O principal pensamento em cada ocorrência é que não devemos nos preocupar com o futuro. Não devemos nos preocupar com o que vamos comer, beber ou vestir (verso 31), pois Deus sabe tudo sobre essas “necessidades” (verso 32) e Ele certamente proverá tudo que precisamos se “procurarmos primeiro o Reino de Deus e a sua justiça” (verso 33).

Jesus faz uma pergunta no versículo 27: “Qual de vocês, por mais que se preocupe, pode adicionar uma hora à sua vida?” O argumento é muito realista, porque a ansiedade não leva você a lugar nenhum; não faz bem a você se preocupar. Seja qual for o problema que esteja causando ansiedade, você pode ter certeza de que sua ansiedade não diminuirá o problema. Isso só vai te fazer infeliz enquanto você tenta lidar com isso; então aprenda a não ficar ansioso.

A verdade é que nenhuma preocupação pode prolongar sua vida. Em vez disso, a preocupação lhe rouba o sono, a saúde e muitas outras coisas. Na verdade, é somente quando você está livre de preocupações que a unção de Deus flui livremente em você, fortalecendo, curando e restaurando para você os anos que foram consumidos pelo gafanhoto  (Joel 2:25).

Em segundo lugar, é tolice ficar ansioso, porque demonstra que somos “homens de pouca fé”.

Nosso nível de ansiedade é um bom indicador do quanto realmente confiamos no Senhor. Parece incrível, mas parece que temos mais facilidade em confiar que Deus salvará nossa alma do Inferno por causa do que Jesus fez por nós na cruz do que confiar que Ele proverá nossas necessidades diárias. Se podemos confiar em Deus para a nossa salvação eterna, não podemos também confiar Nele para as nossas necessidades diárias? Jesus disse: Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações” (Mateus 6:34).

Como podemos evitar a ansiedade? Primeiro, confie em Deus. Se Deus provê alimento para pássaros e veste flores com beleza, Ele não proverá as necessidades da vida para os humanos que fazem a obediência a Ele uma prioridade em sua vida? (Mateus 6:25-26, 28-30). Em segundo lugar, leve um dia de cada vez. Jesus disse para nunca estar ansioso sobre o dia seguinte, porque, o dia seguinte, terá suas próprias preocupações.

Então, qual é o remédio para não se preocupar? Há muitos versículos da Bíblia que fornecem a resposta a essa pergunta, sendo um deles Filipenses 4:6-7: Não andem ansiosos por coisa alguma, mas em tudo, pela oração e súplicas, e com ação de graças, apresentem seus pedidos a Deus. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. Não estar ansioso por nada significa que não nos preocupamos com nada e isso só é possível através da oração e do agradecimento. Se houver alguma preocupação com comida, bebida, roupa ou qualquer outra necessidade que tenhamos, simplesmente precisamos levar essas necessidades ao Senhor em oração. Precisamos pedir e depois de pedir precisamos começar a agradecer a Deus por Suas provisões, porque Ele proverá para nós. Se fizermos isso, a preocupação desaparecerá de nossas vidas e será substituída pela “a paz de Deus, que excede todo o entendimento.

Certifique-se de seu compromisso com Jesus Cristo. Em seguida, peça a Ele para ajudá-lo a colocar suas preocupações em Suas mãos todos os dias. Quando as ansiedades vêm, traga-as para Deus em oração. Quando as preocupações ameaçam, responda-as com as promessas de Deus, lançando “toda a sua ansiedade sobre Ele, porque Ele cuida de você” (1 Pedro 5:7).

Podemos não ser capazes de impedir que pensamentos ansiosos entrem em nossa mente, mas podemos contar com o Senhor para suprir nossas necessidades, nos proteger do mal, nos guiar e manter nossas alma segura para a eternidade. Lembre-se de que Deus guardará em perfeita paz aquele cujo propósito está firme, porque Nele confia (Isaías 26:3). E, o meu Deus suprirá todas as necessidades de vocês, de acordo com as suas gloriosas riquezas em Cristo Jesus (Filipenses 4:19).

Jesus disse: O ladrão vem apenas para roubar, matar e destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente. “Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas (João 10: 10-11).

Você está servindo ao ladrão que quer matar e destruir e roubar sua vida e alegria? Ou você está servindo ao “Bom Pastor” que deseja dar-lhe uma vida abundante transbordando de alegria e paz?

As pessoas que se preocupam e não confiam em Deus simplesmente existem; no entanto, as pessoas que amam e confiam em Deus estão vivendo em abundância e ao máximo.

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Publicado por: mvmportugues | maio 16, 2019

OBEDECENDO A DEUS – João 4:34

“Meu alimento consiste em fazer a vontade Daquele que Me enviou e em terminar a Sua obra (João 4:34).

Por que a obediência a Deus é tão importante? Porque prova nosso amor por Ele (1 João 5:2-3), demonstra nossa fidelidade a Ele (1 João 2:3-6), O glorifica no mundo (1 Pedro 2:12) e abre caminhos de bênção para nós (João 13:17).

Pela fé, Abraão obedeceu ao chamado de Deus, embora ele não soubesse onde ele estava indo (Hebreus 11:8). E é exatamente assim que devemos obedecer ao Senhor. Ele não revela todo o caminho porque a cada passo ao desconhecido Ele fortalece nossa fé.

A fé é necessária para agradar a Deus (Hebreus 11:6), e se nossa fé é genuína e verdadeira, viveremos um estilo de vida caracterizado pela justiça, modelando o exemplo dado a nós por Jesus Cristo. Obedecemos a Seus mandamentos, não porque precisamos, mas porque queremos, porque o amamos. Uma vez que cremos em Cristo e somos salvos, somos uma nova criação e queremos obedecer-Lo: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo(2 Coríntios 5:17)

Quando obedecemos ao Senhor, podemos viver uma vida de alegria, sem vergonha, enraizados profundamente no Senhor e confiantes em nossa esperança eterna, porque: “Onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Coríntios 3:17).

Quando os filhos de Deus obedecem ao Pai Celestial, Ele é glorificado. Jesus nos disse que Seu propósito e desejo é que os outros “vejam suas boas obras e glorifiquem seu Pai que está no céus” (Mateus 5:16). É claro que realizar “boas obras” requer obediência Àquele que nos chama a boas obras. O testemunho cristão de santidade é uma forte comprovação de que Deus está operando no mundo. Bem-aventurado aquele que teme ao Senhor e anda nos seus caminhos! (Salmo 128:1).

Os cristãos devem se posicionar contra a prática mundana e obedecer ao Senhor. Daniel nos deu um excelente exemplo de como fazer isso, não apenas corajosamente, mas graciosamente e com sucesso. Daniel, porém, decidiu não se contaminar com a comida e o vinho que o rei lhes tinha dado. Pediu permissão ao chefe dos oficiais para não comer esses alimentos, a fim de não se contaminar (Daniel 1:8).

Como um dos israelitas da família real e da nobreza (Daniel 1:3), ele sabia que tinha a responsabilidade de manter um padrão piedoso como testemunho do verdadeiro Deus quando lhe pediram que “servisse no palácio real” (Daniel 1:4); depois que ele e seus amigos foram levados em cativeiro.

Daniel sabia que o vinho do rei seria prejudicial se ele participasse dele. Além disso, a carne do rei certamente seria preparada de forma ilegal e proveniente de fontes impuras que seriam proibidas para ele, como judeu, de comer (Levítico 11:7-8; 17:10-14). Portanto, ele determinou em seu coração tomar uma posição contra isso, e não se contaminar.

Os babilônios pensavam que estavam fazendo um grande favor a ele e a seus amigos, e Daniel apreciou isso; assim, Daniel lidou com a situação de uma maneira muito sábia e cortês e sugeriu: “Peço-lhe que faça uma experiência com os seus servos durante dez dias: Não nos dê nada além de vegetais para comer e água para beber. Depois compare a nossa aparência com a dos jovens que comem a comida do rei, e trate os seus servos de acordo com o que você concluir” (Daniel 1:12-13). 

Deus honrou a benevolência de Daniel, assim como sua corajosa fidelidade, e desta forma também fará por nós. Ser assertivo como Daniel foi, é o que um cristão deve aprender a fazer em um mundo não-cristão. Nós devemos “estar sempre prontos para dar uma resposta”, e isso deve ser feito, não arrogantemente, mas “com mansidão” (1 Pedro 3:15).
Ser obediente a Deus significa viver pelo Espírito e andar em Seu amor, enquanto permanecemos Nele, confiando Nele para guiar nossa vida, para nos treinar a viver em retidão e nos capacitar a ser tudo o que Ele nos criou para sermos.

Precisamos ouvir a voz do Espírito Santo, confiar na lei que Ele escreveu em nossos corações e obedecer de um coração cheio do amor de Deus.

Jesus estava nos ensinando que obedecer ao Pai lhe trouxe satisfação. Não foi a aprovação das multidões que vieram ouvi-Lo falar, mas a alegria de agradar o Pai que O satisfez. Seria bom que aprendêssemos essa importante lição de nosso Salvador, para que Ele possa nos usar para realizar Seus propósitos neste mundo.

Precisamos entender que Deus opera todas as coisas, de acordo com o Seu propósito. Nada pode acontecer sem Deus permitir isso. O Salmo 57:2 diz: Clamarei ao Deus Altíssimo, ao Deus que por mim tudo executa. Deus numerou nossos dias e cumprirá todo propósito que Ele tem para cada um de nós se formos obedientes a Seu chamado.

Como o pródigo, se nos desviarmos, podemos sempre escolher ser obedientes e voltar a Ele, e Ele nos receberá de braços abertos.

Tenha em mente que quando escolhermos obedecer a Deus, Ele nos abençoará. Portanto, vamos obedecer ao Senhor e observá-Lo trabalhar em nossa vida.

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Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Provérbios 28:13)

Uma das tristes verdades é que os cristãos podem pecar. Não importa quão diligentemente nos dedicamos a praticar a justiça, às vezes podemos falhar e pecamos. Quando percebemos que desobedecemos a Deus, nossa resposta imediata deve ser confessar e acertar-nos com Ele. Contudo; não temos que pecar; o pecado é uma escolha, e NÃO, o diabo não te obrigou a fazer isso.

A Bíblia nos diz que,“se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamos a nós mesmos, e a verdade não está em nós (1 João 1:8). E o remédio disponível também é encontrado nas Escrituras. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça (1 João 1:9). Este perdão é baseado no fato de que “o sangue de Jesus, Seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1 João 1:7).

Na primeira parte do versículo 13, encontramos a maneira do mundo de lidar com o pecado, juntamente com o resultado que tal ação traz; Quem esconde os seus pecados não prospera.

Um pecador em seu orgulho sempre deseja ser considerado melhor do que ele é; e já que a consciência do homem testemunha que suas ações são más, ele procura cobrir ou ocultar seu pecado.

Quando uma pessoa oculta seu pecado negando-o, ela ainda não remove seus efeitos. A Palavra de Deus afirma que, apesar do esforço do homem para ocultar seu pecado, ele não prospera.” As leis naturais, morais e espirituais de Deus não podem ser evitadas; Ele não pode ser ridicularizado (Gálatas 6:7). Embora o pecado em sua natureza espiritual não possa ser visto pelos olhos humanos e pesado por escalas humanas, ele é real e também são seus efeitos.

A voz de Deus convocou Adão de seu esconderijo para receber sua sentença (Gênesis 3:9). O sangue oculto de Abel clamava do solo em Gênesis 5:10-12. A consciência atacou e roubou a alegria da vida dos irmãos de José (Gênesis 42:21-23). Saul cobrindo seu pecado lhe custou o reino (1 Samuel 15:21-23). A lepra de Naamã atingiu a Gahazi e os seus descendentes para sempre (2 Reis 5:27). Precisamos entender que as ações feitas nas trevas mais profundas são visíveis e claras para um Deus onisciente.

Quando lemos o relato de Acã em Josué capítulo 7; nada deveria ser saqueado da cidade de Jericó, mas Acã enterrou ouro e roupas debaixo de sua tenda. Quando seu pecado foi descoberto, ele e sua família morreram como resultado. E aqui vemos novamente que o homem que esconde seu pecado não prosperará. Em vez de admitir sua culpa e talvez invocar a misericórdia de Deus ou pelo menos demonstrar reverência por Ele, Acã tentou se esconder e pagou o preço.

É importante compreender que os pecados que nos envolvem nunca devem ser ignorados, porque a transgressão que tentamos encobrir eventualmente nos derrubará.

A atividade oposta de ocultar é confessar e abandonar nossas transgressões; mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia “.

Confissão genuína se opõe à cobertura do pecado. Bem-aventurado aquele cuja transgressão é perdoada, e cujo pecado é coberto. Bem-aventurado o homem a quem o Senhor não imputa maldade, e em cujo espírito não há engano(Salmo 32:1-2).

A confissão deve ser feita àquele contra quem o pecado foi cometido. Todo pecado é contra Deus; portanto, todo pecado precisa ser confessado a Deus. Se atos de pecado também foram cometidos contra outras pessoas, a confissão deve ser feita a elas também.

Nós não admitimos nossos erros para o benefício de Deus, pois Ele sabe tudo. Deus exige confissão completa para o nosso bem. Porque traz a vitória divina sobre o orgulho e o auto-engano e inicia nosso retorno a Deus, assim como lemos na história que Jesus contou sobre o filho pródigo.

 “Caindo em si, ele disse: ‘Quantos empregados de meu pai têm comida de sobra, e eu aqui, morrendo de fome! Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.’ A seguir, levantou-se e foi para seu pai.

“Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou. “O filho lhe disse: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho’.  “Mas o pai disse aos seus servos: ‘Depressa! Tragam a melhor roupa e vistam nele. Coloquem um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Tragam o novilho gordo e matem-no. Vamos fazer uma festa e alegrar-nos. Pois este meu filho estava morto e voltou à vida; estava perdido e foi achado’. E começaram a festejar o seu regresso” (Lucas 15:17-24).

Observe que uma vez que o pecado é confessado e abandonado, a misericórdia é encontrada. A misericórdia significa compaixão ou gentileza demonstrada a um ofensor; resultando em não receber a devida justiça pelo nosso pecado. Uma vez que nós sinceramente confessamos e renunciamos, a misericórdia coloca o pecado sob o sangue derramado de Cristo, onde é esquecido e nunca mais é lembrado novamente por Deus (Hebreus 8:12, Isaías 43:25).

Este incrível perdão pelo nosso Senhor e Salvador nos deve levar de joelhos e orar cada dia como Davi o fez. Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno (Salmo 139:23-24).

A confissão é a solução para o problema da culpa. E você? Há algo em sua vida que você está encobrindo? Não vai funcionar. Você não pode enganar a Deus. Admita sua transgressão ao Senhor e experimente Sua misericórdia, amor e graça. Confissão é a chave que abre as portas para o perdão e a purificação da alma.

Deus é o único que tem a solução e Ele nos dá essa maravilhosa promessa: “Venham, vamos resolver este assunto”, diz o Senhor. “Embora seus pecados sejam como o escarlate, eu os tornarei brancos como a neve;
embora sejam vermelhos como o carmesim, eu os tornarei brancos como a lã
(Isaías 1:18).

É somente através do sangue derramado de Jesus Cristo que a mancha do pecado pode ser removida, e podemos ser perdoados e purificados. Então, como podemos ser inspirados a não pecar e viver uma vida que honre a Deus e ao nosso Salvador?

Venha a conhecer Deus em Sua grande Santidade, dignidade e majestade e passe muito tempo em oração, lendo a Palavra e caminhando humildemente com Ele. A humildade é a melhor proteção contra o pecado, a rebelião e o orgulho.

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