Publicado por: mvmportugues | junho 6, 2019

UM ENTENDIMENTO BÍBLICO SOBRE FALAR EM LÍNGUAS – Atos 2:11

“Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!” (Atos 2:11)

Vamos começar esclarecendo primeiro que o dom de falar em línguas no Novo Testamento ocorreu há 2000 anos, quando um cristão recebeu o dom do Espírito Santo para falar uma língua que ele não conhecia para ensinar a alguém o evangelho de Jesus Cristo, (1 Coríntios 14:6).

O dom de línguas esteve presente por apenas um tempo, pois a Escritura nos diz que as línguas cessarão(1 Coríntios 13:8). Contudo, se o dom de falar em línguas estivesse ativo na igreja hoje, seria realizado de acordo com as Escrituras. Seria uma linguagem real e inteligível (1 Coríntios 14:10). Seria para o propósito de comunicar a Palavra de Deus a uma pessoa que fala outra língua (Atos 2:6-12), e isso seria feito “com decência e ordem” (1 Coríntios 14:40), “pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos (1 Coríntios 14:33).

Infelizmente, devido ao orgulho, como na igreja de Corinto, um fenômeno que é chamado de glossolalia ou “enunciados extáticos”, significando fazer sons ininteligíveis, enquanto em estado de êxtase está ocorrendo em várias igrejas hoje.

Por favor, entenda que glossolalia é balbuciar em uma língua inexistente, enquanto xenoglossia é uma habilidade sobrenatural de falar fluentemente um idioma que o falante nunca aprendeu. Em contraste com falar uma língua real, estudos mostraram que a glossolalia é um comportamento aprendido.

Existem basicamente dois aspectos da glossolalia. O primeiro, equivale a fazer sons extáticos, que praticamente todo mundo é capaz de fazer ou imitar, e é um comportamento fácil de aprender. O outro aspecto da glossolalia é o êxtase ou a demonstração de euforia em transe, que é muito perigoso. Infelizmente, muitos foram ensinados e acreditam que o principal propósito do dom de falar em êxtase ininteligível ou glossolalia é manifestar o Espírito Santo que está sendo derramado sobre eles exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes. Pensar desta maneira é dar uma bofetada na face de Jesus que nos enviou o Espírito Santo para nos guiar. Em vez disso, alguns escolhem zombar Dele com esse tipo de desempenho; ou talvez não realizam que estão sendo dominados por um demȏnio.

Por favor, leia as Escrituras por si mesmo e não seja enganado por tantos falsos profetas de hoje, lembre-se de que Jesus nos advertiu sobre eles em (Mateus 7:15; Mateus 24:24).

Nós recebemos o Espírito Santo pela fé no Senhor Jesus Cristo. Quando acreditamos que Ele morreu pelos nossos pecados e que Ele ressuscitou da morte, nesse momento nascemos de novo. Naquele mesmo momento, recebemos o Espírito Santo “Porque todos fomos batizados por meio de um Espírito, para formar um só corpo” (1Coríntios 12:13).

Simplificando, há uma tremenda diferença entre o que aconteceu em Atos 2 e a prática da glossolalia na igreja de Corinto e em muitas igrejas hoje.

Deixe-me explicar que a glossolalia é um fenômeno de psiquiatria e de estudos da linguagem, em geral ligado a situações de fervor religioso, em que o indivíduo crê expressar-se em uma língua por ele desconhecida, e inexistente, mas por ele tida como de origem divina; entretanto essas falas são caracterizadas pela repetição da cadeia sonora, sem qualquer significado sistemático e, ainda, com raras unidades linguísticas previsíveis, sendo o falante incapaz de repetir qualquer dos enunciados já pronunciados, a não ser que foram praticadas de ante mão, pelo desejo de falar em línguas desconhecidas.

Paulo deixou perfeitamente claro que o propósito principal do dom de falar em línguas (idiomas compreensíveis) era para ser um sinal para aqueles que não acreditavam e para espalhar as boas novas, o evangelho de Cristo com os outros (1 Coríntios 14:19, 22). Você não faz isso com fala extasiada, gritando, confusão e caindo no chão como uma pessoa bêbada fora da sua mente.

Lembre-se de que é perigoso buscar algo que Deus não está dando, porque você está aberto à falsificação de Satanás. A pesquisa foi concluída, onde 50 supostos falantes de língua estavam falando em línguas desconhecidas, os entrevistadores exigiram que os falantes se identificassem; 95% dos falantes foram identificados como um demônio se manifestando, os outros 5% eram pessoas mentalmente instáveis.

Em Corinto, as práticas falsas do paganismo haviam assumido a igreja. Infelizmente, a mesma coisa está acontecendo hoje. Experiências extáticas e orientadas ao sentimento nunca são associadas no Novo Testamento com a verdadeira obra do Espírito Santo, nunca! Paulo diz: “Mas tudo deve ser feito com decência e ordem (1 Coríntios 14:40). Não é a maneira do Espírito Santo de ter um culto de adoração onde todo mundo pula e começa a orar em línguas desconhecidas, rolando no chão, rindo incontrolavelmente, latindo como cães e tendo um estado caótico total. Cuidado; pois esse tipo de comportamento não é nada mais do que a confusão do paganismo que envolveu a igreja, e Satanás e seus demônios se regozijam com esse tipo de desempenho.

Quando lemos a Bíblia, não há evidências de que Jesus tenha falado em línguas. Se Cristo fosse falar em línguas, teria sido razoável pela lógica de alguns dos falsos mestres de hoje, que Ele fizesse isso no Seu batismo quando o Espírito Santo desceu sobre Ele como uma pomba (Marcos 1:10). No entanto, quando continuamos a ler o versículo 11, o Pai falou do céu com palavras que todos puderam entender, e não temos nenhum registro de Jesus falando em línguas.

No entanto, temos registro de Jesus falando em aramaico, a língua comum falada em Israel naquela época (Marcos 5:41 e Atos 26:14), além de sua língua materna em hebraico.

A primeira ocorrência do verdadeiro falar em línguas ocorreu no dia de Pentecostes em Atos 2:1-4. Quando isso aconteceu, os apóstolos saíram e compartilharam o evangelho com as multidões, falando com eles em sua própria língua: Nós os ouvimos declarar as maravilhas de Deus em nossa própria língua!” (Atos 2:11). A palavra grega traduzida em línguas significa literalmente “idiomas”.

Segundo o apóstolo Paulo, e de acordo com as línguas descritas em Atos, falar em línguas entendiveis é valioso para quem ouve a mensagem de Deus em sua própria língua, mas é inútil para todos os outros, a menos que seja interpretado ou traduzido.

O apóstolo Paulo, que falava várias línguas, explicou da seguinte maneira: Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida (1 Coríntios 14:19). Ou seja, se ele falava, latim, grego, aramaico e hebraico, para citar alguns idiomas, por que ele falaria hebraico para seu público em Roma que falava latim?

O Ministério Missão Venture em Português foi dotado por Deus para ensinar, interpretar e traduzir em mais de um idioma. Então, para explicar melhor, se você ler a nossa publicação semanal em um idioma diferente daquele que você entende, o que te serveria? Não faria sentido, e você não ganharia nada com isso.

Lembre-se de que, se o dom de falar em línguas estivesse ativo na igreja hoje, seria realizado de acordo com as Escrituras. Seria uma linguagem real e inteligível porque: O mesmo acontece com vocês. Se usarem palavras incompreensíveis, como alguém saberá o que estão dizendo? Será o mesmo que falar ao vento. Há muitos idiomas no mundo, e todos têm sentido. Mas, se eu não entendo um idioma, sou estrangeiro para quem o fala, e ele é estrangeiro para mim (1 Coríntios 14:9-11).

Deus definitivamente pode dar a uma pessoa o dom de aprender a falar em diferentes idiomas para capacitá-lo a se comunicar com os outros e a compartilhar o Evangelho.

Imaginem quão mais produtivos seriam os missionários se não tivessem que ir para a escola para aprender uma língua estrangeira, e fossem instantaneamente capazes de falar com as pessoas em seu próprio idioma. No entanto, hoje, o falar em línguas não ocorre da maneira como aconteceu no Novo Testamento, apesar do fato de que seria imensamente útil, se fosse assim.

Como aprendemos até agora, o dom de línguas na época dos apóstolos era a capacidade sobrenatural de falar uma língua estrangeira que o falante nunca havia aprendido. Vemos esse dom em uso em Atos 2:4–12, quando os judeus em Jerusalém ouviram o evangelho pregado em uma grande variedade de idiomas.

O objetivo era que todos pudessem entender e se beneficiar da verdade sendo falada. Segundo o apóstolo Paulo, e de acordo com as línguas descritas em Atos, o dom de línguas era para comunicar a mensagem de Deus diretamente a outra pessoa em sua língua nativa. É claro que, se os presentes não conseguissem entender o idioma falado, as línguas seriam inúteis – e foi isso que fez o intérprete necessário; pois o objetivo era a edificação da igreja (1 Coríntios 14:5).

Um dos problemas na igreja de Corinto foi que os que balbuciavam interrompiam durante o culto, chamando atenção para si mesmos, mas suas palavras não faziam sentido, pois ninguém conseguia entendê-los. Isso era muito assustador, presunçoso e perturbador para aqueles que estavam lá para aprender.

Paulo disse aos coríntios que, se dois ou três falantes de línguas reais quisessem falar em uma reunião, então um intérprete espiritualmente talentoso também deveria estar presente. De fato, “se não houver intérprete, fique calado na igreja, falando consigo mesmo e com Deus (1 Coríntios 14:28).

É lamentável que muitos hoje em dia vêem a “glossolalia ou os enunciados extáticos” como uma forma de discurso sobrenatural que vem de Deus, quando é uma mentira do enemigo e uma ofença a Deus.

Muitos freqüentadores da igreja foram ensinados que uma pessoa tem que aprender a falar em línguas para provar que eles são realmente salvos. Então, depois de estudar as cartas de Paulo e os ensinamentos escriturísticos sobre a cessação do dom de línguas, eles perguntam: “O que devo fazer agora?” Simplesmente: Pare! Pare de balbuciar porque isto não vem do Espírito Santo.

Existem muitos avisos na Bíblia, e este é um deles que nos dá muito para pensar. Em Mateus 7:22-23 Jesus disse: “Muitos me dirão naquele dia: “Senhor, Senhor! Não foi em seu nome que nós profetizamos? Também não foi em seu nome que expulsamos demônios? Não foi em seu nome, ainda, que fizemos muitos milagres?”  Eu, porém, lhes direi abertamente: “Eu nunca os conheci! Afastem-se de mim, seus malfeitores!‘”

Eles estavam falsamente profetizando em nome de Jesus, eles não tinham expulsado demônios, porque demônios não expulsam demônios e eles estavam mentindo quando eles alegaram ter feito milagres em Seu nome. É por isso que é tão importante que nossa fé esteja baseada na Palavra de Deus e que somente fazemos a vontade do Pai que está no céu. 

Bem-aventurados os puros de coração, pois verão a Deus.

Mateus 5:8

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