Publicado por: mvmportugues | dezembro 6, 2018

OS MAGOS DO ORIENTE E – SUA ESTRELA – Mateus 2:1-16

Depois que Jesus nasceu em Belém da Judéia, nos dias do rei Herodes, magos vindos do oriente chegaram a Jerusalém e perguntaram: “Onde está o recém-nascido rei dos judeus? Vimos a sua estrela no oriente e viemos adorá-lo. (Mateus 2:1-2)

Ao lermos esta passagem, precisamos entender quem eram os magos do oriente. Mago é um termo persa para uma classe sacerdotal de sábios especializados em astrologia, medicina e ciências naturais; e, naturalmente, estariam interessados em qualquer fenômeno celestial extraordinário.

Historicamente, é muito provável que eles estivessem familiarizados com os escritos de Daniel que alcançaram grande notoriedade como sábio e intérprete de sonhos na corte persa de Nabucodonosor. Se assim for, eles também teriam conhecido a profecia de Daniel sobre “as setenta semanas de anos”, que está registrada em Daniel 9:24-27.

Essa notável profecia estabeleceu o período geral da vinda do Messias, indicando que seriam 483 anos depois que um governante persa emitiu um decreto para reconstruir Jerusalém. Os magos durante este período de tempo provavelmente estavam contando os anos desde que os judeus haviam sido enviados de volta da Babilônia para reconstruir Jerusalém, e eles, portanto, sabiam o período de tempo aproximado em que o Messias nasceria.

Ao lermos esses versículos, eles parecem implicar que a “estrela de Belém” apareceu apenas para os magos do oriente, que provavelmente eram da área da Pérsia, ou do atual Irã. Não há registro bíblico de ninguém mais observando “a estrela de Belém”.

A “estrela” poderia ter sido o que os judeus chamavam de “Shekinah”, isto é, uma manifestação física da glória de Deus na forma de um brilho sobrenatural. Eles sabiam que nenhuma estrela comum poderia fazer o que ela fez e muitos também assumiram que a estrela era um anjo ou alguma outra entidade que Deus criou para essa ocasião específica.

Shekinah, é uma palavra que não aparece na Bíblia, mas o conceito claramente aparece. Os rabinos judeus cunharam essa expressão extra-bíblica, significando que era uma visitação divina da presença ou morada do Senhor Deus nesta terra. A Shekinah ficou evidente quando os israelitas partiram de Sucote em sua fuga do Egito. Lá o Senhor apareceu em uma coluna de nuvem durante o dia e uma coluna de fogo durante a noite: Os israelitas partiram de Sucote e acamparam em Etã, junto ao deserto. Durante o dia o Senhor ia adiante deles, numa coluna de nuvem, para guiá-los no caminho, e de noite, numa coluna de fogo, para iluminá-los, e assim podiam caminhar de dia e de noite. A coluna de nuvem não se afastava do povo de dia, nem a coluna de fogo, de noite (Êxodo 13:20-22).

Deus falou a Moisés da coluna de nuvem em Êxodo 33, assegurando-lhe que Sua presença estaria com os israelitas (v. 9). O versículo 11 diz que Deus falou a Moisés “face a face” da nuvem, mas quando Moisés pediu para ver a glória de Deus, Ele lhe disse: “Você não poderá ver a minha face, porque ninguém poderá ver-me e continuar vivo” (v. 20). Isto parece claramente indicar que a glória de Deus é muito impressionante e poderosa para ser vista completamente pelo homem.

Os magos do Oriente viram “a estrela de Belém”, que os alertou para o fato de que o Messias judeu nasceu. No entanto, os magos não chamam “a estrela de Belém” por esse nome; em Mateus 2: 2 eles se referem a ela como sendo “Sua estrela”, pois era um sinal para eles que um Rei nasceu. A estrela guiou os magos a viajar na direção de Jerusalém.

Em Jerusalém, os magos visitaram o rei Herodes e, depois de inquirir, foram informados de que o novo rei que eles estavam procurando nasceria em Belém, não em Jerusalém (Mateus 2:5). Os magos saíram do palácio de Herodes e “a estrela de Belém” apareceu para eles mais uma vez. Na verdade, “a estrela que tinham visto no oriente foi adiante deles, até que finalmente parou sobre o lugar onde estava o menino. Quando tornaram a ver a estrela, encheram-se de júbilo (Mateus 2:9–10). A “estrela de Belém”, então surpreendentemente guiando o caminho, levou os magos ao lugar preciso onde eles poderiam encontrar Jesus.

À medida que continuamos em Mateus 2:11-12, lemos que Ao entrarem na casa, viram o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram. Então abriram os seus tesouros e lhe deram presentes: ouro, incenso e mirra. E, tendo sido advertidos em sonho para não voltarem a Herodes, retornaram a sua terra por outro caminho.”

Ao ler esses versículos, ficamos cientes de que os retratos modernos do presépio de Natal geralmente mostram os sábios visitando Jesus na noite de seu nascimento, o que não concorda com a verdade encontrada na Palavra de Deus.

Também descobrimos que os magos podem ter observado pela primeira vez a estrela de Belém na noite do nascimento de Jesus, o que significa que eles podem ter visto ela pela primeira vez até dois anos antes. A Bíblia nos diz por que: Quando Herodes percebeu que havia sido enganado pelos magos, ficou furioso e ordenou que matassem todos os meninos de dois anos para baixo, em Belém e nas proximidades, de acordo com a informação que havia obtido dos magos (Mateus 2:16).

Muitos estudiosos da Bíblia sugerem uma explicação natural para “a estrela de Belém”, suas teorias variam de uma supernova a um cometa a um alinhamento de planetas. No entanto, há evidências que sugerem que a “estrela de Belém” não foi um fenômeno estelar natural, mas um sinal de Deus e algo inexplicado pela ciência.

O fato de que a estrela de Belém aparentemente somente apareceu para os magos indica que esta não era uma estrela comum. Além disso, corpos celestes normalmente se movem de leste a oeste devido à rotação da Terra, mas a estrela de Belém guiou os magos de Jerusalém para o sul até Belém. Não só isso, mas os levou diretamente ao lugar onde José e Maria estavam morando, parando acima da casa. Não há fenômeno estelar natural que possa fazer isso.

A última coisa para considerar é, porque Deus abriria os olhos de um grupo de sábios gentios que se especializaram em astrologia, medicina e ciências naturais e os atraíram para o Menino Jesus. Sem dúvida, foi com o propósito de simbolizar a importância universal de Seu nascimento e enfatizar que, embora a salvação venha dos judeus (João 4:22), ela é destinada a todos os povos.

“E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (João 1:14).

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