Publicado por: mvmportugues | abril 12, 2018

TER A MENTE DE CRISTO – Filipenses 2:5

“Tenham a mesma mente ou atitude demonstrada por Cristo Jesus.” (Filipenses 2:5) 

O exemplo de humildade de Jesus Cristo nos ajuda a ver o ápice da virtude da qual os apóstolos extraíram ilustrações e advertências para nós. Jesus deixou a inexprimível glória para tomar sobre Si a forma humilde da humanidade e realizar os mais humildes serviços para nós. Ele consentiu em não ter distinção ou honra e estava disposto a ser desprezado e rejeitado pelos homens. Quando Ele deixou de lado Sua antiga posição e dignidade, Ele se tornou um humilde servo, mas agora Ele é exaltado acima de tudo e de todos. Ele estabeleceu este exemplo para nós, para que pudéssemos superar a auto-exaltação e desenvolver verdadeira humildade. 

Sua humildade foi o maior exemplo que poderia ser fornecido para nós. Jesus deixou o céu e toda a sua majestade e tomou sobre si a forma mais inferior de humanidade, para que nos beneficiasse com um relacionamento renovado com o Pai. 

Precisamos entender que, embora a salvação seja gratuita, ela não é barata, pois exigia que o próprio Criador se tornasse homem e se submetesse a uma morte agonizante na cruz. E, da mesma forma, embora nossa salvação não esteja condicionada a quaisquer atos meritórios nossos, o padrão pelo qual devemos medir nossas vidas é nada menos que a vida perfeita de Jesus Cristo. Em primeiro lugar, nossas palavras e atos devem ser comparados com os Seus: “Foi para isso mesmo que foram chamados, pois Cristo também sofreu por vocês, deixando-lhes um exemplo para que sigam os Seus passos” (1 Pedro 2:21). Nosso padrão de santidade deve ser o mesmo como Sua vida de santidade como Pedro afirmou: “Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem” (1 Pedro 1:15). 

Se realmente seguirmos Seus passos, eles podem levar ao sofrimento e à perseguição, mas “aquele que afirma que permanece Nele, deve andar da mesma maneira como Ele andou” (1 João 2:6), e isto envolve um disposição para ser “crucificado com Cristo” (Gálatas 2:20). 

Uma das coisas que precisamos ter em mente é que Deus Pai não reteve o sofrimento de Seu Filho e nosso Salvador Jesus Cristo. Ele compartilhou sofrimento conosco apesar de seu alta posição como Deus em carne e viveu uma vida totalmente sem pecado. Ele fez isso para ser nosso Salvador. Ele fez isso para ser nosso exemplo. 

Jesus manteve uma atitude perfeita em todas as situações. Ele orou sobre tudo e se preocupou com nada. Nós também devemos buscar a orientação de Deus sobre cada aspecto de nossa vida e permitir que Ele realize Sua perfeita vontade. A atitude de Jesus nunca foi de se tornar defensivo ou desencorajado. Seu objetivo era agradar ao Pai, em vez de alcançar Sua própria agenda (João 6:38). No meio de provas, Ele foi paciente. No meio do sofrimento, Ele estava esperançoso. No meio da bênção, Ele foi humilde. Mesmo no meio de ridicularização, abuso e hostilidade, Ele “não fez ameaças. . . e não revidou. Em vez disso, Ele se entregou àquele que julga com justiça”  (1 Pedro 2:23). 

Quando Paulo escreve que nossa “mente ou atitude deve ser a mesma que a de Jesus Cristo”, ele resumiu nos dois versículos anteriores o que tal atitude era: abnegação, humildade e serviço. “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Filipenses 2:3-4).

Em outras palavras, a atitude que um cristão deve refletir é aquela que se concentra nas necessidades e interesses dos outros. Sem dúvida, isso não vem naturalmente para nós. Quando Cristo veio ao mundo, Ele estabeleceu uma nova atitude para com os outros. Um dia, quando Seus discípulos estavam discutindo entre si sobre quem seria o maior em Seu reino, Jesus disse: “Vocês sabem que os governantes das nações as dominam, e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo, e quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo; como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos” (Mateus 20: 25-28). 

Jesus está nos ensinando que, quando nos tornarmos preocupados com nossas próprias coisas, isso pode causar conflitos e outros problemas com as pessoas que conhecemos. Em vez disso, Deus quer que tenhamos uma atitude de envolvimento sério e cuidadoso com as preocupações dos outros, significando “que esta mente esteja em você, que também estava em Cristo Jesus”. 

Paulo fala mais sobre essa atitude de Cristo em sua carta à igreja em Éfeso: “Quanto à antiga maneira de viver, vocês foram ensinados a despir-se do velho homem, que se corrompe por desejos enganosos, a serem renovados no modo de pensar e a revestir-se do novo homem, criado para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Efésios 4:22-24). Muitas religiões de hoje, incluindo as filosofias da Nova Era, promovem a antiga mentira de que somos divinos ou que podemos nos tornar deuses. Mas a verdade é que nunca nos tornaremos Deus ou mesmo um deus. A mentira mais antiga de Satanás foi a promessa a Adão e Eva de que, se seguissem seu conselho, “sereis como Deus” (Gênesis 3:5). 

Cada vez que tentamos controlar nossas circunstâncias, nosso futuro e as pessoas ao nosso redor, estamos apenas demonstrando que queremos ser um deus. Mas devemos entender que, como criaturas isso é uma impossibilidade. Deus não quer que tentemos nos tornar deuses; em vez disso, Ele quer que nos tornemos semelhantes a Ele, assumindo Seus valores, Suas atitudes e Seu caráter. Nós fomos criados para ser semelhante a Deus em justiça e em santidade provenientes da verdade” (Efésios 4:24). 

Finalmente, devemos sempre ter em mente que o objetivo final de Deus para Seus filhos é a transformação de nossa mente para a atitude de piedade. Ele quer que cresçamos espiritualmente para nos tornarmos semelhantes a Cristo. Isso não significa perder nossas personalidades, mas transformar nossas mentes para ser como Cristo. Mais uma vez, Paulo nos diz: “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Romanos 12:2). 

É a vontade de Deus que desenvolvamos o tipo de mentalidade descrito nas Beatitudes de Jesus (Mateus 5:1-12), que exibamos o fruto do Espírito em (Gálatas 5:22-23), que imitamos os princípios no capítulo escrito por Paulo sobre o amor (1 Coríntios 13), e que nos esforçamos para padronizar nossas vidas de acordo com as características que Pedro descreve em (2 Pedro 1:5-8). 

Assim sendo, “que esta mente esteja em você, que também estava em Cristo Jesus” (Filipenses 2:5).


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