Publicado por: mvmportugues | abril 17, 2014

O JULGAMENTO INJUSTO E CORRUPTO DE JESUS – Mateus 26:3-5

“Naquela ocasião os chefes dos sacerdotes e os líderes religiosos do povo se reuniram no palácio do sumo sacerdote, cujo nome era Caifás,  e juntos planejaram prender Jesus à traição e matá-lo.  Mas diziam: “Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.”  (Mateus 26:3-5) 

A detenção, julgamento, condenação, sentença e execução de Jesus Cristo foi e ainda é sem precedente legal. Ele sofreu a penalidade da morte apesar que Pôncio Pilatos – a autoridade romana local – o considerou inocente.

1 Jesus before Caiaphas

O Messias realmente foi submetido a dois julgamentos cada um com três fases. Primeiro veio o julgamento religioso, onde a acusação era de blasfêmia, em seguida, veio o processo civil em que a acusação era o incitamento à rebelião.

2 jesus-before-pilate

Jesus foi julgado perante um tribunal injusto, com um processo judicial apressado, que termina em uma punição severa, um julgamento não autorizado realizado por indivíduos que tomaram a lei em suas próprias mãos. Estes líderes são considerados corruptos e sem respeito a lei. Este julgamento foi precedido por uma conspiração:

“Então os principais sacerdotes e os anciãos do povo se reuniram no pátio da casa do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás; e deliberaram como prender Jesus a traição, e o matar. Mas diziam: Não durante a festa, para que não haja tumulto entre o povo.”  (Mateus 26:3-5) 

A conspiração incluiu os fariseus, os anciãos do povo, os saduceus e os sumo sacerdotes. Haviam dois grupos opostos e havia uma grande amargura entre eles. Mas eles tinham uma coisa em comum; animosidade para com as reivindicações do Messias. Enquanto Jesus mantinha a Lei de Moisés, Ele se recusou a defender as tradições de ambos os fariseus ou os saduceus. Esta foi a razão pela qual Ele foi odiado por ambos os grupos. Esse ódio deu origem a uma conspiração contra o Messias, que foi liderado por Caifás, o sumo sacerdote. O plano era de apreenderJesus em segredo, longe da atenção das massas, e matá-lo antes que as pessoas se deram conta do que havia acontecido.

Mateus 26:14-16, Marcos 14:11 e Lucas 22:5 claramente declaram que os conspiradores estavam contentes quando Judas ofereceu a oportunidade de apreender Jesus. Eles rapidamente fizeram uma promessa para pagá-lo por seus serviços. O valor acordado foi de trinta moedas de prata. Judas foi pago pelo “templo” dinheiro que havia sido designado para a compra de sacrifícios. Os conspiradores nem realizaram que eles estavam realmente comprando um sacrifício com o dinheiro do templo, porque quando o Messias morreu, Ele morreu como sacrifício pelo pecado de todas as pessoas.

As trinta moedas de prata tinham significado adicional. De acordo com Êxodo 21:32 “Se o boi chifrar um escravo homem ou mulher, o proprietário deve pagar trinta moedas de prata ao dono do escravo. . . “  Assim, os líderes de Israel compararam o ministério do Messias como sendo do valor de um escravo. Mas, ao mesmo tempo, desconhecido para eles, estes líderes estavam cumprindo uma profecia do Antigo Testamento. Zacarias 11:12 claramente afirma que seu preço seria de trinta moedas de prata. Leia Zacarias 11:12-13.

No tempo do Messias, o judaísmo tinha desenvolvido muitas leis que controlavam todas as facetas da vida judaica, que nas Escrituras é referido como a tradição dos anciãos (leia Marcos 7:3-4).

Dentro deste corpo maciço de lei haviam os mandamentos que lidavam com a maneira pela qual o Sinédrio deveria conduzir um julgamento.

A principal coisa que os fariseus e saduceus tinham contra o Messias foi Sua recusa em aceitar as tradições como sendo oficias e obrigatórias. No entanto, eles mesmos eram culpados da mesma coisa pela qual eles condenaram o Messias. Na tentativa de um processo judicial apressado e morte rápida do Messias através de um tribunal injusto, eles violaram uma série de suas próprias leis.

As vinte e duas leis do Sinédrio, que foram violadas no julgamento do Messias são os seguintes:

  1. Não deveria haver nenhuma apreenção por autoridades religiosas que foi afetada por suborno: “Também não aceitarás suborno, porque a suborno cega os que têm vista, e perverte as palavras dos justos.” (Éxodo 23:8)
  2. Não deveria haver nenhum procedimento criminal depois do pôr-do-sol. ((“Deixe um crime capital ser julgado durante o dia, mas suspendê-lo durante a noite.” (Mishna = a lei oral, Sanhedrin 4:1)).
  3. Nem juízes ou membros do Sinédrio eram autorizados a participar na detenção. “Depois, Jesus disse aos líderes dos sacerdotes, aos chefes dos guardas do templo e aos anciãos que tinham ido prendê-lo: Por que vocês vieram com espadas e cacetes para me prender, como se eu fosse um ladrão?” (Lucas 22:52)
  4. Não deveria haver julgamentos antes do sacrifício da manhã.
  5. Não deveria haver julgamentos secretos, só público.
  6. Julgamento pelo Sinédrio só podia ser realizado no Salão de Julgamento no recinto do Templo.
  7. O procedimento era para ser primeiro a defesa e depois a acusação.
  8. Todos podem argumentar em favor da absolvição, mas todos não podem argumentar em favor da convicção.
  9. Devia haver duas ou três testemunhas e seu depoimento tinha de concordar em todos os detalhes: (Deuteronômio 19:15)
  10. Não deveria haver nenhuma provisão para o acusado a depor contra si mesmo.
  11. O Sumo Sacerdote era proibido rasgar a sua vestidura (Levítico 21:10).
  12. As acusações não poderiam originar com os juízes. Eles só podiam investigar acusações trazidas para eles.
  13. A acusação de blasfêmia era válida somente se o nome de Deus em si foi pronunciado.
  14. Uma pessoa não poderia ser condenado somente baseada em suas próprias palavras.
  15. O veredicto não poderia ser anunciado durante a noite, só durante o dia.
  16. No caso da punião, o julgamento e o veredicto de culpabilidade não poderiam ocorrer ao mesmo tempo, mas deveriam ser separados pelo menos por 24 horas.
  17. Votando a favor da pena de morte tinha que ser feito por contagem individual iníciando com o mais novo assim que o jovem não seria influenciada pelos anciãos.
  18. A decisão unânime de culpa demonstra inocência, já que é impossível para 23 – 71 homens estar de acordo, sem ter conspirado.
  19. A sentença só poderia ser pronunciado três dias após o veredicto de culpa.
  20. Uma pessoa condenada à morte não poderia ser batida ou açoitada previamente.
  21. Os juízes deviam ser humanos e gentis.
  22. Nenhum julgamento era permitido na véspera do sábado ou num dia de festa. (A Mishna = lei oral diz: “Eles não julgarão, na véspera do sábado, nem em qualquer festival.”)

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Dos ensinamentos do Dr. Arnold G. Fruchtenbaum

Traduzido por Mission Venture Ministries em Português


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